A disfunção erétil caracteriza-se pela dificuldade do homem em obter ou manter a ereção peniana satisfatória para relação sexual. O termo antigo utilizado para essa disfunção era impotência sexual. É importante ressaltar que esta disfunção pode estar presente inclusive quando há libido (desejo sexual) e ejaculação (orgasmo).
Dentre os problemas orgânicos comuns geradores da disfunção erétil, estão diabetes, problemas cardiovasculares, problemas neurológicos, disfunções hormonais, envelhecimento, estilo de vida inadequado, uso de drogas lícitas (abuso de álcool e cigarro) e ilícitas (maconha, heroína, cocaína, barbitúricos e etc.) e certos tipos medicamentos. Dentre os problemas psicológicos associados a esta disfunção, estão: ansiedade, depressão, estresse, baixa autoestima, culpas, medos, expectativa de desempenho e performance sexual, conflitos no relacionamento, infidelidade, experiências sexuais traumáticas, diminuição da atração sexual pela parceira, dificuldade de intimidade e de comunicação com a parceira.
Mas mesmo que a disfunção tenha causas orgânicas, poderá repercutir também em questões psicológicas como medo de não conseguir a ereção novamente, que na visão de muitos homens é tido como um “fracasso”, como uma “falha”. Assim, esses “fracassos” ficam registrados em sua mente, gerando ansiedade e expectativa de novos “fracassos” e novas cobranças de desempenho, dificultando ainda mais as próximas relações sexuais e acabando por formar um ciclo vicioso: fica ansioso por medo de “falhar” e “falha” porque fica ansioso.
Socialmente, o homem é muito cobrado por seu desempenho sexual: tem que ser homem, macho, forte, tem que está sempre afim de sexo. O homem não tem como fingir uma ereção, ou ele tem ou não tem. Diferente da mulher que não tem essa cobrança e que sua “falha” sexual não fica tão evidente, podendo ser mais facilmente mascarada. Sexo tem a ver com liberdade, com relaxamento, com intimidade e com prazer. Qualquer preocupação, ansiedade ou cobrança, como “tem que” ou “deve ser” vai atrapalhar o desempenho.
O primeiro passo para um tratamento adequado é procurar um urologista e fazer um check up completo para diagnosticar possíveis causas orgânicas geradoras da disfunção. Uma boa dica para saber se a disfunção está sendo causada por questões orgânicas ou psicológicas é observar se a pessoa tem ereções noturnas ou matutinas. Se há essas ereções, é provável que o problema esteja sendo causado por questões psicológicas, mas esse teste na dispensa a consulta ao médico.
Após esse primeiro passo, feito o diagnóstico e, se necessário tratamento, pode-se começar o tratamento psicológico que vai trabalhar as questões psicológicas que envolvem essa disfunção. São tratados os medos e inseguranças em relação ao desempenho sexual, controle da ansiedade, mudança da imagem negativa em relação ao seu desempenho sexual, mudança de padrões de pensamentos negativos, aumento autoestima e auto confiança, e etc.
Hoje, existem vários tipos de abordagens em psicologia para tratar a disfunção erétil e uma forma de tratamento que está ajudando muitos homens com esta dificuldade é a hipnose clínica ou hipnoterapia que utiliza a hipnose dentro de um tratamento psicológico. A hipnoterapia pode auxiliar, agilizar e potencializar o tratamento, pois, através dela, é possível tratar e limpar emoções, imagens, sentimentos e pensamentos negativos que envolvem a disfunção erétil, mudando esses padrões mentais e ajudando a restabelecer a saúde sexual da pessoa.

