Mirna Graciela
O futuro chegou e faz tempo. Porque somos parte dele. O tipo de atitude das pessoas conta muito, resulta em consequências positivas ou negativas em meio a tudo em nossa volta. Quando o assunto é o meio ambiente, existe uma dificuldade na aplicação da legislação no sentido de conscientizar a sociedade.
“Enfrentamos isto, muitos cidadãos pensam não estarem fazendo errado, não se colocam como agente ativo, usufruem dos recursos naturais, mas não se preocupam com os reflexos das suas próprias ações”, expõe o diretor-presidente da Fundação do Meio Ambiente de Tubarão, Guilherme Bressan.
Há uma busca incessante para levar às pessoas o sentimento de inserção para que se sintam parte integrante deste movimento. Movimento porque está tudo interligado. O saneamento básico, que inclui não somente água e esgoto, como também drenagem e lixo, é um dos mais delicados problemas.
“Por isto temos que ter o plano de resíduos aprovado, como o de drenagem, que deve demorar em torno de um ano. O de resíduos trabalhamos nos três últimos anos e meio e agora está indo para a aprovação. E, para buscar recursos para implantar os projetos, é necessário ter estes documentos. É pré-requisito”, acrescenta.
Não há dúvidas de que neste ciclo ambiental um ponto imprescindível é a mudança de visão das pessoas em relação ao maior bem natural de Tubarão, o rio. A falta de saneamento polui rios e adoece a população.
“É onde deságua tudo. É muito complexo, são vários problemas, não somente dos efluentes domésticos e industriais. Tem a questão carbonífera, dejetos de suínos, rizicultura, assoreamento por causa da erosão nas margens”, alerta o vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, Francisco Beltrame.

