sábado, 11 abril , 2026

Aumento do IPTU/Alargamento da praia

Júlio César Cardoso
Bacharel em Direito e servidor federal aposentado – Balneário Camboriú

Garfar descaradamente os munícipes de Balneário Camboriú, em plena crise financeira, com majoração do IPTU em mais de 10%, revela que se trata de administração irresponsável e não afinada com o respeito que os contribuintes devem merecer, mas que só sabe equilibrar o seu Caixa através da velha política de meter a mão no bolso dos cidadãos.

Nada justifica o aumento abusivo do IPTU para um município que arrecada muito bem com o turismo, rede hoteleira, comercial e bancária, construção civil e, potencialmente, com a expressiva arrecadação de impostos de prédios de apartamentos, os quais pouca despesa dão aos serviços municipais, pois os seus proprietários majoritariamente não residem aqui.
É evidente que o atual aumento do IPTU já prenuncia arrecadação de recursos a ser aplicado no alargamento da praia. Uma vergonha! Já não bastou o dinheiro enterrado na construção megalomaníaca da “Passarela do Piriquito”?

Ora, o alargamento da praia é uma obra totalmente desnecessária e que só serve para atender aos interesses políticos e de grupos empresariais. A concretização do projeto representará, com certeza, um nicho de obtenção de propinas tal qual foi a construção da Passarela da Barra.

É uma inverdade que se trata de obra de sobrevivência econômica da cidade. Balneário Camboriú até hoje sobreviveu e muito bem com o dinheiro do turismo sobre as belezas naturais, bem como pela volumosa arrecadação de seu comércio, construção civil, rede hoteleira, bancária e, expressivamente, pelos impostos derivados de miríades de prédios de apartamentos.
Balneário Camboriú não tem que se adequar à população flutuante, para aumentar a faixa de areia. Nenhum turista deixou de vir ou voltar a este município pelas condições de largura da praia, mas sim por outros possíveis motivos.

O prefeito deveria se preocupar em aplicar recursos públicos em necessidades vitais: educação, saúde (hospital e posto de saúde), segurança, saneamento básico, despoluição da praia e do Rio Marambaia, que deságua infecto no mar.

O governo federal, ou estadual, não deveria liberar recursos para fins do alargamento. E, nesse sentido, cabe à população atuar junto aos órgãos competentes para impedir que recursos públicos sejam alocados para obras plenamente desnecessárias.

A praia passa 75% do ano com a sua largura normal. O alargamento só gera aumento de imposto, inclusive para a sua manutenção. A atual suavidade do banho de mar a crianças e idosos se transformará em praia do tombo – como é hoje Copacabana. Sem esquecer de que contra a natureza inexiste eficácia da engenharia humana.

Prefeito Fabrício Oliveira, não se esqueça de que o senhor terá de prestar contas de sua administração nas próximas eleições.

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