
Zahyra Mattar
Imbituba
A cabeça da baleia-de-bryde encontrada morta na praia de Itapirubá, em Imbituba, foi removida ontem. O restante do corpo do mamífero continua no costão norte da praia. A chuva, a maré alta e o fato do trabalho ser totalmente braçal – máquinas e veículos não chegam até o local – dificultaram muito a remoção total do animal, encalhado desde o último dia 6.
Hoje, uma segunda tentativa será feita, bem cedo, quando a maré estará mais baixa, conforme a meteorologia. A cabeça do bicho foi enterrada próximo ao local do encalhe. Uma equipe do Grupo de Arqueologia (Grupep) da Unisul de Tubarão coordenou esta parte do trabalho, já que o morro constitui-se em um sítio arqueológico.
Até que o animal seja totalmente removido, as pessoas devem evitar ir até o costão, já que há possibilidade de transmissão de doenças. A Vigilância Sanitária da prefeitura de Imbituba sinalizou o lugar, mas ainda assim muitos populares insistem em ver o animal morto de perto. “É fundamental que as pessoas não se aproximem, pois ainda não sabemos a causa da morte do animal”, reforça a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca e Ph.D. em biologia animal, Karina Groch.