O Itamaraty explicou que o Brasil não concede isenção unilateral de vistos de visita e reforçou que continua negociando acordos bilaterais com os países envolvidos.
Estados Unidos, Canadá e Austrália exigem visto de brasileiros
Brasil decidiu adotar mesma política, sem concessões unilaterais
Governo quer manter a coerência nas relações diplomáticas
Para entrar no Brasil, os viajantes desses países devem acessar o site eVisa, preencher o formulário e pagar a taxa de US$ 80,90 (cerca de R$ 479). A permanência no país não pode ultrapassar 90 dias.
O visto é válido para quem chega por avião, navio ou por via terrestre, e a recomendação é que o processo seja feito com antecedência para evitar contratempos, como atrasos ou conexões perdidas.
Apesar do decreto presidencial, o Senado Federal aprovou um projeto de lei que suspende a exigência de visto para cidadãos desses países. A proposta, de autoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ), foi relatada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aguarda análise da Câmara dos Deputados.
O projeto incluía também o Japão, mas, em agosto de 2023, Brasil e Japão firmaram um acordo recíproco de isenção de visto, que entrou em vigor em setembro de 2023 e vale por três anos.
De acordo com dados da Embratur, os Estados Unidos foram responsáveis pelo maior número de turistas entre os países afetados pela nova regra. Em 2024, o Brasil recebeu:
728.537 turistas dos Estados Unidos
96.540 turistas do Canadá
52.888 turistas da Austrália
O governo brasileiro reforça que continua negociando para que os Estados Unidos também isentem os brasileiros do visto, permitindo a reciprocidade.
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