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A chamada “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), ganhou repercussão nacional em janeiro de 2026 ao misturar mobilização popular, críticas diretas ao Judiciário e denúncias envolvendo um escândalo financeiro bilionário. O ato culmina na chegada a Brasília sob forte esquema de segurança do governo federal.
O início simbólico em Minas Gerais
Nos primeiros dias, imagens do deputado caminhando com poucos aliados pela BR-040 dominaram as redes sociais. A estratégia de comunicação reforçou a narrativa de isolamento inicial, gerando engajamento entre apoiadores e críticas de adversários políticos.

Crescimento do movimento e adesão de aliados
Parlamentares e lideranças da oposição, como Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e o senador Magno Malta, manifestaram apoio público ao ato, consolidando a caminhada como uma das principais mobilizações da oposição no início de 2026. A organização contou com apoio logístico privado, incluindo alimentação e suporte médico.
Caso Banco Master vira principal bandeira política
Outro pano de fundo político da marcha foi o chamado “Caso Banco Master”, que envolve a liquidação extrajudicial da instituição após a identificação de um rombo estimado em R$ 41 bilhões. Nikolas e aliados passaram a relacionar o caso a decisões judiciais e à atuação de ministros do STF.
Entre os alvos das críticas estão os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A oposição questiona decisões que suspenderam investigações da Polícia Federal e aponta possíveis conflitos de interesse, temas que motivaram pedidos de apuração no Congresso. A mulher de Alexandre de Moraes é advogada do Banco Máster e tem um contrato de R$ 129 milhões com o banco liquidado pelo Banco Central. Moraes é acusado de pressionar o BC para suspender a liquidação. Toffoli viajou em um jato de um dos advogados do banco, para assistir, no exterior, a final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, e tem uma empresa da família comprada por uma corretora ligada ao Master por milhões de reais.
Reação do governo e reforço na segurança
O Planalto justificou as medidas como preventivas, citando a necessidade de preservar a ordem pública e evitar danos ao patrimônio. Parlamentares da oposição, por sua vez, classificaram o cerco como excessivo e interpretaram a ação como tentativa de intimidação.
Estratégia política e próximos passos
Analistas avaliam que a caminhada teve como principal objetivo ampliar o alcance nacional das denúncias levantadas pela oposição e reforçar a imagem de Nikolas Ferreira como um dos principais líderes do campo conservador no Congresso. O movimento também antecipa o debate sobre pedidos de CPMI e outras iniciativas parlamentares relacionadas ao sistema financeiro e ao Judiciário.

