Jailson Vieira
Capivari de Baixo
A prova do concurso público para os cargos de professor e auxiliar de sala do quadro permanente da prefeitura de Capivari de Baixo, aplicadas no último dia 15, é alvo de diversas críticas por parte de alguns candidatos. As principais reclamações surgiram ontem, relacionadas a questões com instruções do conteúdo fora do edital, incompreensíveis. As denúncias indicam questões aplicadas pela manhã e outras idênticas distribuídas à tarde.
Uma professora, que tem medo de represálias e prefere não se identificar, afirma que a prova estava um desastre. “Acredito que este tipo de avaliação serviu apenas para alguns apadrinhados de políticos. É inadmissível constar nos exames para professor e auxiliar de sala questões idênticas, uma vez que eu, como professora, poderia fazer uma das provas pela manhã e à tarde a outra avaliação. Isso beneficiou algumas pessoas”, lamenta.
Profissionais da Secretaria de Educação garantem que no certame havia 25 questões, de acordo com eles, cinco delas estavam com problemas em sua aplicação. Conforme a secretária da pasta, Marcia Roberg Cargnin, não há irregularidades neste concurso. Ela assegura que o promotor de justiça Ernest Kurt Hammerschmidt, titular do Ministério Público (MP) na Cidade Termelétrica, acompanhou todo o processo do concurso. “Ninguém foi beneficiado. E o concurso é válido.
Infelizmente quem não passou – já que a lista foi divulgada na última quinta-feira -, vai dizer que a avaliação foi difícil”, contraria a secretária.
Na semana passada, uma nova ação civil pública contra o prefeito de Capivari de Baixo, Moacir Rabelo, e a ex-secretária de Saúde, Inês Eulália dos Reis Machado, foi ingressada pelo promotor Ernest. O pedido foi de improbidade administrativa, no qual se refere a uma suposta fraude no processo seletivo simplificado 001/2013, o primeiro da atual gestão.

