
Laguna
Quem faz dieta certamente já deve ter ouvido de um nutricionista a recomendação de comer castanhas. Rica em ômega 3, a castanha traz benefícios no emagrecimento como poderoso antioxidante. Mas a nutricionista de Laguna, Bárbara Cardoso, encontrou indicativos de que os efeitos da castanha do Brasil podem ajudar também na prevenção e combate ao mal de alzheimer. Com a pesquisa, Bárbara venceu o Prêmio Jovem Cientista desta edição, na categoria Mestre e Doutor.
Os testes foram feitos em idosos que apresentavam leves sintomas de comprometimento cognitivo e passou a ministrar uma castanha ao dia. O resultado foi uma melhora na capacidade de raciocínio e na fluência verbal. Tudo isso graças a um mineral encontrado na castanha, o selênio. Em sua pesquisa, Bárbara descobriu que 99% dos idosos com leve comprometimento cognitivo tinham deficiência nutricional da substância.
Atualmente, a nutricionista dá continuidade à pesquisa no The Florey Institute of Neuroscience and Mental Health, o Centro de Pesquisa Neurológica da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Sempre me interessei pela área da saúde e passei a adolescência achando que seria médica. Porém, perto dos meus 16 anos, vi que como nutricionista conseguiria prevenir doenças, em vez de tratá-las, e com isso optei por estudar nutrição”, conta.
Para ela, ganhar o prêmio aumentou seu interesse em continuar os estudos. “Ser uma jovem cientista é trabalhar em prol da população. Faço isso diariamente, e procuro aproximar os conhecimentos gerados na minha pesquisa à sociedade. Isso é um grande desafio, mas creio que conseguirei ter mais êxito se todos puderem entender meu trabalho”, conclui.