
Mirna Graciela
Tubarão
Alguns assuntos relacionados ao novo Presídio Regional de Tubarão, com previsão de ser inaugurado no próximo dia 28, entraram em discussão ontem à tarde, em uma reunião na secretaria de desenvolvimento regional (SDR). A polêmica do destino das detentas foi um dos principais temas.
O secretário de desenvolvimento regional, Haroldo de Oliveira Silva, o Dura, irá para Florianópolis na próxima semana com o objetivo de marcar uma audiência com o governador. Uma das alternativas seria a construção de um prédio, no terreno ao lado do novo presídio, para abrigar as mulheres, ideia compactuada por representantes de diversos segmentos da sociedade. “Este é o principal ponto que levarei ao governo do estado, com a presença dos deputados de nossa região, pois é muito prudente esta proposta”, destacou Dura.
Após a inauguração, os homens serão removidos gradativamente para a nova unidade, no bairro Bom Pastor, mas a ala feminina permanecerá no atual presídio, no bairro Humaitá de Cima. Grande parte da comunidade não deseja a permanência da estrutura, e sim que uma praça seja construída no lugar, uma reivindicação antiga.
No entanto, hoje, não é possível retirá-las do local, pois não há onde colocá-las. “Se tivermos que trilhar o mesmo caminho da viabilização do novo presídio para conseguirmos o prédio para as mulheres, assim o faremos. Pode demorar um ano e meio, mas tem que ser pelo melhor”, afirmou o secretário. Atualmente, 63 detentas de cidades da região ocupam o presídio, 25 delas de Laguna.
Educação e reinserção à sociedade
Outra questão abordada no encontro de ontem, na secretaria de desenvolvimento regional (SDR) em Tubarão, foi a parte operacional do novo presídio. Uma carta do Conselho Municipal de Segurança (Conseg) e da OAB com indagações foi entregue ao secretário de desenvolvimento regional, Haroldo de Oliveira Silva, o Dura.
O conteúdo diz respeito às condições de estudo e trabalho aos presidiários, medidas de segurança, entre outros. “Os questionamentos são de fundamental importância ao eficiente funcionamento do novo presídio para que não se repitam problemas antigos. A nossa preocupação é de que haja uma nova filosofia, com perspectivas de educação e reinserção à sociedade”, enfatizou o presidente do Conseg, Maurício da Silva.
Segundo ele, estas reivindicações serão entregues ao governador Raimundo Colombo para que, no dia da inauguração do novo presídio, ele tenha um parecer a respeito.