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Exército reforça fiscalização na fronteira do Brasil com a Venezuela após ataque dos EUA

O Exército Brasileiro intensificou nesta terça-feira (6) a fiscalização de pessoas e veículos que cruzam a fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Pacaraima, no Norte de Roraima. A medida ocorre após o aumento da tensão internacional provocado por ataques dos Estados Unidos em território venezuelano.

A vistoria é realizada na principal via de acesso entre os dois países e envolve militares armados e veículos blindados. Carros são abordados e pedestres têm o deslocamento acompanhado, incluindo migrantes venezuelanos que carregam malas e mochilas ao entrar no Brasil.

Fiscalização ocorre na principal rota entre os países

Pacaraima é a principal porta de entrada de venezuelanos no Brasil e, historicamente, recebe operações de controle e apoio humanitário em momentos de agravamento da crise no país vizinho. Segundo o Exército, a ação faz parte dos protocolos de monitoramento de fronteira diante de cenários de instabilidade regional.

De acordo com o comandante do Exército em Roraima, general de brigada Roberto Pereira Angrizani, a movimentação na fronteira segue normal. Ele afirmou, na segunda-feira (5), que não há necessidade de reforço de tropas no momento.

Ataque dos EUA eleva tensão na região

No sábado (3), os Estados Unidos lançaram um ataque contra a Venezuela, com explosões registradas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Conforme informado pelas autoridades venezuelanas, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados aos Estados Unidos.

O episódio aumentou a tensão internacional e levou países vizinhos a adotarem medidas preventivas de segurança em áreas de fronteira.

Governo brasileiro acompanha situação

Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para tratar dos desdobramentos do ataque americano na Venezuela e avaliar o cenário diplomático e de segurança na região.

Até o momento, o governo brasileiro não anunciou mudanças na política migratória ou em operações humanitárias na fronteira norte.

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