Jailson Vieira
Imaruí
Servidores da prefeitura de Imaruí, que realizaram paralisação no início da semana passada e voltaram aos trabalhos na última quarta-feira, deram ao governo de Manoel Viana (PT) um prazo para a elaboração de proposta à principal exigência: reajuste salarial em todas as categorias. Caso, não ocorra um entendimento na reunião de hoje pela manhã entre o gestor e os funcionários do paço, o estado de greve encerra e os trabalhadores voltam a cruzar os braços.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal, Edjalma Ferreira Fernandes, lembra que a negociação entre prefeito e servidores dura mais de 100 dias, entretanto até a última semana não foram apresentadas propostas concretas. “A comissão de greve participa deste encontro. Ouviremos e, mais tarde, faremos uma assembleia, onde deliberaremos. Se as nossas expectativas não forem atingidas retomaremos a paralisação”, destaca.
Se a greve for reiniciada, diversos serviços serão afetados. Nas escolas, por exemplo, alguns professores deixarão de ministrar aulas. Na saúde, postos podem ficar fechados e os trabalhos básicos estarão suspensos com a falta de efetivo. Inclusive a Campanha nacional de Vacinação da Gripe poderá ser afetada no município.
Edjalma denuncia que o governo diz não ter dinheiro para o reajuste, porém, o número de funcionários com cargos comissionados teve um acréscimo, em dezembro, de 72 para 91 servidores.
O Notisul entrou em contato com o prefeito e o secretário de administração e finanças, Emanoel Matos, mas eles não atenderam e nem retornaram as ligações até a noite de ontem.

