Paulo Lopes
A interdição preventiva das áreas de cultivo de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Santa Catarina, proibindo a retirada, comercialização e consumo desses animais e seus produtos devido à presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar, é mantida por técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.
Exames realizados pelo Laboratório Laqua-Itajaí/Ifsc detectaram, na semana passada, a presença da toxina diarréica (DSP) em cultivos da localidade de Caieira da Barra do Sul (Florianópolis), e também detectaram alta contagem de algas produtoras de toxinas em localidades de produção de moluscos da Enseada do Brito (Palhoça), Ganchos de Fora (Governador Celso Ramos) e Laranjeiras (Balneário Camboriú).
A interdição em todo o Litoral catarinense ocorre para preservar a saúde pública, já que existe a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves estar ocorrendo de forma generalizada.
A toxina diarréica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. A presença de Dynophysis é conhecida em Santa Catarina e, por isso, os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no litoral. Os últimos episódios de excesso de DSP no estado ocorreram em 2014, 2008 e 2007.
Novas coletas de ostras e mexilhões serão realizadas nesta semana para o monitoramento das áreas de produção e os resultados definirão a liberação ou a manutenção da interdição.
A expectativa é de que as toxinas produzidas pelas algas desapareçam em alguns dias, não gerando prejuízos financeiros para os maricultores porque a produção permanecerá na área de cultivo.

