Kano, Nigéria
Ao menos 50 pessoas morreram nesta terça-feira (21) em um atentado suicida atribuído ao grupo jihadista Boko Haram em uma mesquita em Mubi, cidade do nordeste da Nigéria. A explosão aconteceu durante as orações da manhã na mesquita de Madina em Mubi, cidade na fronteira com Camarões e cerca de 200 km ao norte da capital do estado de Adamawa, Yola.
“No momento, temos pelo menos 50 mortos e vários feridos após um ataque suicida contra uma mesquita de Mubi durante a oração matutina”, declarou à AFP o porta-voz da polícia do estado de Adamawa, Othman Abubakar.
O homem-bomba “se misturou aos fiéis” para entrar na mesquita e “ativou os explosivos” durante as orações, completou o policial. Os feridos, um número não revelado, foram transferidos para os hospitais da região.
O atentado não foi reivindicado até o momento, mas tem a marca do grupo Boko Haram, que executa ataques suicidas na região. As ações do grupo extremista nos últimos oito anos deixaram pelo menos 20.000 mortos e 2,6 milhões de deslocados no nordeste da Nigéria.
Abubakar Sule, que vive perto da mesquita, disse que acabava de voltar para casa quando ouviu a explosão. “Ajudei nas operações de socorro. Quarenta pessoas morreram no local e várias outras foram levadas para o hospital com lesões graves e fatais”, relatou.
“O telhado desabou. As pessoas que estavam perto da mesquita disseram que o homem-bomba, que estava entre os fiéis, acionou seus explosivos durante as orações”. Para este morador, não há dúvida: “é obviamente o trabalho do Boko Haram”. Muitos feridos foram transferidos para hospitais da região, de acordo com diferentes fontes que não citaram números.
O Boko Haram invadiu Mubi no auge de sua insurgência no final de 2014, quando seus combatentes conquistaram muitas localidades e territórios no nordeste da Nigéria para estabelecer um “califado islâmico”. O nome da cidade foi mudado temporariamente para Madinatul Islam, ou “Cidade do Islã” em árabe, durante a ocupação do Boko Haram.
Pelo menos duas mulheres e um soldado foram mortos no início de novembro em um ataque realizado por dezenas de jihadistas em Gulak, na região de Madagali, no extremo-norte do estado de Adamawa. Os insurgentes tentaram apoderar-se da cidade antes de serem repelidos pelo exército.

