Lily Farias
Tubarão
Após quase cinco anos de vai e vem, o edital de licitação para a concessão do sistema de transporte público de passageiros de Tubarão está aberto. O contrato é para 20 anos e pode ser prorrogado por mais dez. A habilitação das empresas está marcada para o dia 28 do próximo mês, na prefeitura, às 9 horas.
A área de cobertura abrangerá as zonas rural e urbana do município. O critério de julgamento será o de menor valor da tarifa de remuneração proposta, resultante da soma dos preços de insumos, frota e investimentos da empresa, entre outros itens.
Nenhum empresário do setor de viação manifestou-se à respeito do assunto. Mas há rumores de que uma empresa de Criciúma e outra de Florianópolis estariam interessadas em participar da licitação.
A Transportes Capivari e a Transgeraldo, empresas que já atual na cidade não confirmaram se irão, ou não, participar da concorrência. Segundo o gerente da Transgeraldo, Edvar José Savi, a diretoria ainda não teve acesso ao edital.
“Não posso dizer se iremos participar da licitação porque os diretores ainda não leram o edital. Temos uma reunião marcada para esta semana para decidir sobre isso”, antecipa Edvar.
O secretário de segurança e patrimônio da prefeitura de Tubarão, Sérgio de Bona Portão, espera por melhorias significativas no transporte coletivo. “A vencedora terá o desafio de estimular a população a utilizar o transporte coletivo”, avalia.
470 mil lugares
para passageiros é a disponibilidade do atual sistema de transporte público de Tubarão. Deste total, são utilizados apenas 40 mil. De 2000 a 2010, chegou-se a uma média de um 1,6 milhão de passageiros ao ano. Em 2011, foi 965 mil pessoas utilizaram o coletivo. Foram 635 mil passageiros a menos no comparativo com o ano anterior. Atualmente, há 30 carros em circulação na cidade e quatro reservas.
Horários alternativos é uma das maiores necessidades dos passageiros
Durante audiência pública no dia 28 do mês passado, que visou finalizar o plano de outorga da concessão de transporte público de Tubarão, a comunidade teve a oportunidade de sugerir melhorias antes que a lei ficasse pronta e a licitação fosse lançada.
O horário dos ônibus é o item de maior reivindicação. Também há grande número de reclamações quanto ao preço da tarifa. Neste ponto em específico, o secretário de segurança e patrimônio da prefeitura, Sérgio de Bona Portão, acredita que a concessão trará melhoras.
“Faz parte do planejamento o transporte integrado, no qual o passageiro poderá acessar mais de um ônibus com o mesmo bilhete em um determinado período”, antecipa Sérgio.
Outra preocupação da população é o estado em que se encontram os veículos. Atualmente, os que circulam em tubarão têm média de sete anos de uso. Mas ainda há muitos carros antigos.
A diarista Marli Martins da Silva, do bairro Fábio Silva, diz que além do tempo de espera no ponto de ônibus, às vezes até quase duas horas, tem que embarcar em um carro com o bancos soltos e até vidros quebrados.
“Não bastasse o tempo de espera e o valor alto da tarifa, ainda tenho que seguir em um carro sem segurança. O serviço, hoje, não é de qualidade. Só uso porque não tenho outra opção”, lamenta Marli.
Uma das exigências do contrato de concessão, tranquiliza Sérgio, é que a cada quatro anos parte da frota deve ser trocada. Isto garantirá maior conforto e segurança para os passageiros e também para os profissionais.

