Um grupo de 31 pessoas foi condenado a mais de 350 anos de prisão por facilitar a entrada de drogas e celulares em presídios de Santa Catarina. Os processos tramitam em segredo de justiça na 2ª Vara Criminal da comarca de Joinville.
O juiz Felippi Ambrósio julgou ações envolvendo advogados, agentes públicos e internos do sistema prisional. A operação foi batizada de “Sob Encomenda”. Nas sentenças, com mais de 500 páginas, os réus foram condenados a penas que variam entre 4 e 38 anos de prisão.
As condenações devem ser cumpridas em regime fechado e semiaberto, a maioria sem direito a recorrer em liberdade. Somadas, as penas ultrapassam os 350 anos de reclusão.
Investigação
A investigação iniciou em 2020 e revelou como funcionava a entrada de drogas e celulares nos presídios de Santa Catarina. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), há diálogos que provam a sintonia entre os acusados, inclusive advogados que atuavam como canal de transmissão entre faccionados do sistema carcerário. Além de análises de documentos, comprovantes de pagamentos, depoimentos e interceptações telefônicas.
Em pouco mais de um ano da deflagração da operação, foram registradas 12 denúncias, que envolvem 49 pessoas. Sete processos já foram julgados e outros quatro tiveram a instrução concluída.
Os réus foram julgados em primeira instância pela prática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e inserção de telefones celulares em estabelecimentos prisionais.
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Fonte: O Município
