Tubarão
Já virou rotina. Faltam médicos em algumas unidades de saúde pública municipal de Tubarão e os moradores intensificam as reclamações. O vereador Julio César Angelo Rodrigues, o Kuriskinho (PP), apresentou, na última sessão da Câmara de Vereadores, na segunda-feira, um requerimento solicitando explicações dos integrantes da prefeitura sobre a falta de clínicos em alguns postos.
“Aguardo uma resposta do prefeito Olavio Falchetti (PT). As queixas só aumentam, desta vez, foram os representantes da comunidade do Monte Castelo. Está bem complicado, recebi pedidos também via redes sociais para tomar uma atitude. É a nossa função cobrar e fiscalizar o poder executivo”, cobra Julio.
Para o legislador, se pelo menos um representante da fundação municipal de saúde não apresentar uma resposta até amanhã, os moradores podem até mesmo organizar um abaixoassinado. “Tentei contato com o Marco Antônio (titular da pasta da saúde), porém, não consegui retorno. É lamentável, parece que para eles nada está ocorrendo”, ressalta.
A aposentada Maria da Silva lamenta a falta de médico na unidade do Monte Castelo. “Adotaram um sistema de senha que não funciona. Implantaram o rodízio e não deram explicações de como proceder. Então, desisti! Resolvi procurar outros meios e até mesmo uma ajuda financeira de familiares para fazer tratamento de saúde particular”, reclama.
Profissionais são procurados, mas recusam vagas…
O presidente da fundação de saúde da prefeitura de Tubarão, Marco Antônio Santos, confirma que há problema na falta de médicos nas unidades básicas. “Estamos hoje (ontem) com três vagas abertas. Se tiver algum profissional que se prontifica em atuar conosco, pode nos procurar. Estamos com grande dificuldades de contratação”, lamenta Marco Antônio.
Sobre a situação do posto de saúde do Monte Castelo, por exemplo, ele detalha que havia um profissional para atender aos moradores, no entanto, ele solicitou a saída para atuar em outro local.
“Adotamos o rodízio dos médicos, as pessoas precisam se informar sobre o horário de atendimento para que possam ser atendidas”, orienta.

