Já ouvimos muito isto: se você não quer ser rotulado de caloteiro, mentiroso e desonesto, então, não se meta com a política. Esta frase é bem típica daqueles que se consideram incorruptíveis diante da sociedade, incapazes de cometer qualquer tipo de crime. Será mesmo? Para eles, manter-se distante da política é um grande favor que todos os políticos podem fazer para não importuná-los. Não vamos julgá-los, mas, fazendo uma comparação, eles se encaixam perfeitamente dentro do poema de Bertold Brecht (O Analfabeto Político).
Fazendo uma acentuada análise dentro da atual conjuntura política que habitualmente estamos presenciando, eu quase chego a concordar com esta turma aí de cima. Eu diria que minha identidade eleitoral não possui mais nenhum valor cívico e moral. E o que me impede então de eu pôr fogo em meu título eleitoral em plena praça pública em sinal de repúdio pelo que esta arma em formato de um pequenino pedaço de papel, com apenas uma identificação nominal do eleitor e alguns números como se fosse uma senha, e que em posse de políticos malfeitores trazem como temos visto sérios prejuízos aos cofres públicos. Haja vista, os grandes e os muitos escândalos financeiros envolvendo partidos políticos com toda a sua corriola. E os efeitos colaterais são de uma dimensão estrondosa, onde se podem calcular matematicamente os prejuízos lançados.
Em consequência disso, quem acaba sofrendo com estes prejuízos é o Sistema Único de Saúde, que acaba ficando inoperante, a educação fica sem professores e sem merenda escolar. Não há recursos para construir mais moradia popular e sem falar na segurança de nós, brasileiros. Sabem, amigos, a corrupção no Brasil é um caso muito antigo, ela vem acontecendo desde as caravelas de Cabral. Citamos aqui o primeiro corrupto do Brasil, o sobrinho do Rei D. Manoel, que vinha preso em uma das naus e que já naquela ocasião exigia uma negociata para fugir da cadeia.
Mas eu trago a lembrança de casos de rombos com o dinheiro público que marcaram e desmascararam pilantras como: o Turco-Libanes Naji Nahas, que quebrou a Bovespa nos anos 90, Celso Pitta e Daniel Dantas, do Banco Oportunity. E não podemos deixar de citar o nome de Georgina de Freitas, do INSS, o juiz Nicolau do (TRT) e os anões do orçamento lembram? É, estes citados com certeza são fichinhas perto destas quadrilhas que agem e que têm, como esconderijo para os seus golpes bilionários todos os setores públicos querem, sejam eles federais estaduais e municipais e principalmente os ministérios. Parece que ainda está muito longe de reconstruir este país com partidos voltados para a seriedade e com um verdadeiro idealismo. Pelo justo e pelo certo, talvez, seja apenas o sonho dos escritores de cordéis.
Não estou generalizando, até porque eu estaria faltando com respeito aos homens de honra que se encontram lá dentro e que estão comprometidos com a lei e a honra. Estes, sim, são os destemidos, uma espécie de super-herói de linhagem nobre que lutam com todas as forças e armas a serviço de nossa majestosa bandeira. Não permitindo que ela seja maculada e que não seja hasteada a bandeira negra dos piratas brasileiros que navegam pelos ensolarados mares de Brasilia saqueando o bem público.
Sendo assim, não tem fundamento afirmarmos que todo político é ladrão. Porque, pelo que sabemos, desde os primórdios, e tendo como referencia a Bíblia e outras obras literárias, que respeitar a lei, ser honesto não deve ser ensinada nas escolas para políticos. Mas, para todo cidadão, não importando quem ele seja, grau de estudo que ele tem ou a função que exerça. Então, respeitar a lei está relacionado com o bom e exemplar caráter que todos nós herdamos ao nascer ou quando resolvemos deixar para fazer esta escolha para saber de que lado haveremos de andar.
Digo, então, que para nós, seres mortais, é um momento crucial em nossas escolhas. Pois estamos diante da árvore da ciência do bem e do mal. É neste exato momento em que todos haverão de saber se praticarão o bem ou o mal. Você saberá com todas as letras se estará ao lado ou não da justiça. Não haverá privilégio nesta bifurcação, nem para ricos e muito menos para pobres e políticos desonestos. O profeta Isaías diz o seguinte: não há um justo sequer. Não há quem pratiques a justiça. E, agora, como entender tal afirmação. Com certeza, merece uma grande reflexão.
