Laguna
As fraudes em licitações feitas por uma organização criminosa investigada na Operação Seival continuam sob os olhares da Policia Civil de Santa Catarina. A ação ocorreu nesta terça-feira em Laguna, mas há uma ramificação do grupo na prefeitura de Imaruí. Três inquéritos investigam as irregularidades. Durante a operação, os policiais prenderam 13 pessoas, sete delas preventivamente e seis temporariamente. Outras 25 foram conduzidas coercitivamente para depor, além de buscas e apreensões. Os detalhes dos trabalhos foram divulgados em coletiva de imprensa ontem em Florianópolis.
Dos 13 presos, nove deles estão na sede da Deic, em Florianópolis. Um empresário ficou detido na sede da Polícia Militar em Laguna por ser policial militar da reserva. O restante está na delegacia da Polícia Civil de Laguna. As três investigações foram feitas separadamente, mas depois se uniram para a operação de cumprimento das buscas e prisões. A primeira delas iniciou em 2016, tendo como alvo duas licitações: uma de construção de gavetas mortuárias no cemitério local e outra da obra do restaurante-escola.
O delegado da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio Público da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DCCPP/Deic), Marcus Fraile, afirma que construtoras formavam um grupo para concorrer nas licitações fraudadas para facilitar a vitória de uma delas previamente definida. Parte das empresas envolvidas não eram nem do ramo específico da construção.
No segundo inquérito, o delegado detectou irregularidade no processo seletivo de contratação de operadores de máquinas na prefeitura, feito neste ano. Amigos de servidores públicos teriam sido beneficiados no esquema. Já na terceira investigação, também de 2017, os policiais descobriram que o chefe de gabinete da prefeitura retirava materiais da obra de uma escola local para usar em áreas próprias.
Segundo o delegado, o vereador envolvido tem contra ele três mandados de prisão preventiva, um para cada inquérito aberto. Os valores desviados no esquema ainda não foram totalmente contabilizados. A Câmara de Vereadores ainda não emitiu nota oficial. Segundo o presidente Cleosmar Fernandes, “ainda não recebemos nenhuma informação oficial por parte da polícia”. Hoje ocorre uma sessão extraordinária no legislativo lagunense para tratar de Projeto de Lei da prefeitura.

