Laguna
O local da possível extração ilegal de areia em Área de Preservação Permanente (APP) na Barra do Camacho, em terras lagunenses, para fins comerciais, denunciada a órgãos de proteção ambiental e ao Ministério Público Federal (MPF), em Tubarão, já que é uma área de Marinha, ou seja, de responsabilidade da União, foi vistoriado por representantes da Regional da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), na Cidade Azul, nesta quarta-feira.
A diretoria da Regional da Fatma solicita aos cidadãos que, se presenciarem algum crime ambiental, conforme o citado, acionar, além dos órgãos ambientais, também a Polícia Militar, por meio do número 190.
Em nota divulgada neste quarta, a Coordenadoria de Desenvolvimento Ambiental (Codam) da Fatma de Tubarão esclarece que fiscalizou diversas vezes a retirada de areia de dunas na Barra do Camacho, mas ainda não obteve êxito na identificação dos autores. “Sobre a empresa detentora da Licença ambiental de Operação (LAO), informamos que esta possui título do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e está autorizada apenas a utilizar a areia que for dragada do canal. A Fundação entrou em contato com o responsável da empresa, que esclareceu que não retira areia deste local desde 2012.
Denúncia é avaliada no MPF
Conforme denúncia do presidente da Organização Não Governamental (ONG) Rasgamar – na defesa da natureza, João Batista Andrade, já protocolada no Ministério Público Federal (MPF), são removidas cerca de 50 caminhões caçambas de areia por dia. Ele afirma que o material retirado por uma empresa de extração de areia da região está em Área de Preservação Permanente (APP).
De acordo com João Batista, com a exploração não autorizada, os danos ambientais são evidentes e até mesmo irreversíveis. “Tem uma erosão da margem do canal já perceptível, na qual em época de maré alta transborda e atinge o local onde hoje é retirada a areia. Além disso, é notória a destruição de ninhos de coruja buraqueira, comuns na região”, lamenta.
Segundo o chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia-Franca, Cecil Barros, o caso é grave e está sob investigação dos órgãos competentes.

