
Zahyra Mattar
Braço do Norte
Por unanimidade, os associados da Cerbranorte aprovaram a concessão da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Capivari, em Braço do Norte, no dia 20 de outubro do ano passado. Ontem de manhã, o contrato com a empresa Urbano Agroindustrial, de Jaraguá do Sul, foi assinado.
A solenidade sela o futuro do que muitos julgavam estar perdido. O projeto de construção arrasta-se desde 1989. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concedeu a exploração em 2001, quando as obras iniciaram.
Desde então, apenas 30% do projeto foi concluído. Agora, com a parceria com a Urbano, que deterá 50% do lucro a ser gerado pelo empreendimento em um período de 19 anos (tempo restante da concessão da Aneel), a saga está perto do fim.
“É um momento de agradecer a todos os que lutaram para o investimento já feito pela Cerbranorte não fosse perdido”, enaltece o presidente da Cerbranorte, Antônio José da Silva, o Toninho do Colonial.
Ele, o vice, Manoel da Silva, o Nelo, e o presidente e vice da Cerbranorte Geração, Valério Perin e Joacir Nunes, assinaram o documento, juntamente com representantes da Urbano.
A empresa do norte catarinense retomará as obras na próxima segunda-feira. Pelo contrato, a urbano tem até 24 meses para finalizar a usina e colocá-la em operação.
O que já foi feito
Desde 2001, quando as obras começaram, até o momento, está concluído o túnel de 1,3 quilômetro – etapa mais crítica -, parte da barragem e da casa de máquinas. Isto equivale a 30% do projeto da usina. Todas as licenças estão liberadas e os 503 hectares adquiridos para o empreendimento estão indenizados.
Meta é começar a produzir energia no próximo ano
Até agora, a Cooperativa de Eletrificação de Braço do Norte (Cerbranorte) já investiu, exclusivamente de recursos próprios, R$ 17 milhões na idealização do projeto de construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Capivari, entre o município e Rio Fortuna.
Quando pronta, a estimativa é que a hidrelétrica gere cerca de R$ 1,2 milhão por mês de lucro. Deste total, 50% será da Cerbranorte e o restante da Urbano Agroindustrial, nova parceira da cooperativa de Braço do Norte no empreendimento.
“O recurso será utilizado onde os sócios julgarem melhor. Em princípio, a ideia é vender a energia gerada e não utilizá-la para distribuir na cidade”, antecipa o presidente da Cerbranorte, Antônio José da Silva, o Toninho do Colonial.
Hoje, a cooperativa compra e distribui energia da Celesc. Como tem subsídio na compra, é mais barato seguir desta maneira do que usar a futura produção. São necessários pelo menos mais R$ 50 milhões para colocar o empreendimento em funcionamento.
Dentro desta estimativa financeira, está inclusa também o investimento na linha de transmissão, da hidrelétrica até a subestação. “A meta da Urbano é agilizar os trabalhos para começar a produção já no próximo ano. Estamos com muita esperança de que agora tudo vai dar certo”, comemora Toninho.
A usina terá capacidade para gerar 18 MW de energia por mês, o suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Braço do Norte.