sábado, 14 março , 2026

Plano nacional pode eliminar o câncer de colo de útero em 20 anos

O câncer de colo de útero pode se tornar uma doença residual no Brasil em 20 anos se o país seguir o novo plano de combate à doença, focado em avanços no rastreio, tratamento e vacinação contra o HPV. Atualmente, é o terceiro tipo mais comum entre as mulheres brasileiras, com 17 mil novos casos e aproximadamente 7 mil mortes por ano. Quase 100% dos casos são causados pela infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), sendo os tipos 16 e 18 responsáveis por 70% deles.

Avanços no diagnóstico do câncer de colo de útero

O novo Plano Nacional para a Eliminação do Câncer de Colo de Útero inclui a implementação de um teste molecular no Sistema Único de Saúde (SUS) para diagnóstico do HPV, substituindo o exame tradicional de Papanicolau. O novo teste detecta a persistência do vírus, fator chave para o desenvolvimento da doença.

  • Mais eficaz: Testes preliminares mostraram que o novo método pode reduzir em até 51% a mortalidade pela doença, superando o Papanicolau.
  • Acessibilidade: A novidade inclui a autocoleta, permitindo que as mulheres realizem a coleta do material para análise sem a necessidade de consulta médica, facilitando o acesso, especialmente em regiões com pouca infraestrutura.

Expectativa de melhorias na vacinação contra o HPV

A eliminação do câncer de colo de útero também depende do aumento da vacinação contra o HPV. A meta é alcançar 90% do público-alvo, composto por meninas e meninos de 9 a 14 anos. Com isso, o Brasil pode reduzir o número de novas infecções pelo HPV, principal fator de risco para o câncer.

  • Cobertura vacinal: A vacinação contra o HPV está disponível pelo SUS, com foco nos adolescentes que ainda não tiveram contato com o vírus.
  • Aumento da imunização: O SUS também criou uma estratégia de resgatar jovens de até 19 anos que não se vacinaram na faixa etária adequada.

Demora no tratamento impacta a mortalidade

Embora a legislação determine que o tratamento deve começar em até 60 dias após o diagnóstico, muitas pacientes enfrentam longas esperas, o que impacta negativamente as taxas de mortalidade.

  • Atrasos no tratamento: Cerca de metade das pacientes começam o tratamento após os 60 dias previstos, com o Norte apresentando os piores índices.
  • Impacto nas regiões: A maior demora ocorre no Norte, onde 65% dos casos têm início no tratamento após dois meses.

Metas da OMS: A meta da Organização Mundial da Saúde é rastrear pelo menos 70% das mulheres com testes de alta performance e tratar rapidamente 90% dos casos positivos.

Fonte: Agência Brasil

Continue lendo

Horóscopo de sábado (14): Lua em Aquário traz novas ideias e mais liberdade

TEMPO DE LEITURA: 4 minutos O horóscopo de sábado (14) marca uma mudança importante no céu astrológico. A Lua deixa o signo de Capricórnio e...

O investimento invisível que protege o lucro e as pessoas

FOTO Divulgação Notisul Ludmila Santoro (*)No universo corporativo, a menção a uma Norma Regulamentadora costuma despertar, de imediato, uma associação com burocracia, fiscalização e, principalmente,...

Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na prisão

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) revogou o visto do assessor do governo dos Estados Unidos Darren Beattie, ligado ao presidente Donald Trump, que...

Bazar solidário ajuda a construir santuário em Tubarão

Um bazar solidário será realizado nos dias 18 e 19 de março, no Santuário Santa Teresinha, no bairro Passagem, em Tubarão. A ação busca...

Pelo Estado – As cooperativas e o Parlamento 

 Vanir Zanatta, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)   O cooperativismo consolidou-se, ao longo da história, como uma das mais eficazes formas...

Corpo esquartejado é de corretora gaúcha desaparecida em Florianópolis

A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira (13) que o corpo encontrado esquartejado em um córrego em Major Gercino, na Grande Florianópolis, é da corretora...

Catarinense de Futsal Série Ouro 2026 começa neste sábado com quatro jogos

Foto: JEC Futsal Divulgação Notisul O Campeonato Catarinense de Futsal Série Ouro 2026 começa neste sábado (14) com quatro partidas pela primeira rodada. O jogo de abertura será entre Joinville e Blumenau, marcando o início de mais uma edição da principal competição estadual da modalidade. Atual campeão, o Joinville estreia diante da equipe de Blumenau, às 18h30, no ginásio Centreventos Cau Hansen. Além da partida de abertura, outros três confrontos também acontecem neste sábado, movimentando diferentes cidades do estado. A ADFT Tubarão vai ao Oeste enfrentar o São Lourenço.Competição mantém formato com 12 clubes A Série Ouro de 2026 mantém o mesmo formato das últimas edições, com 12 clubes participantes. Na primeira fase, as equipes se enfrentam em 11 rodadas no sistema de pontos corridos. Ao final dessa etapa, os oito melhores classificados avançam para as quartas de final. A partir daí, os confrontos passam a ser eliminatórios, seguindo até a definição do campeão estadual.Atual campeão abre a competição O Joinville, atual campeão da Série Ouro, entra em quadra com a missão de defender o título conquistado na temporada passada. A equipe recebe o Blumenau diante da torcida no Cau Hansen, em um dos confrontos mais aguardados da rodada inicial.Agenda da 1ª rodada Confira os jogos da primeira rodada do Catarinense de Futsal Série Ouro 2026: 14 de março Joinville x Blumenau — 18h30 — Centreventos Cau Hansen Criciúma x Chapecoense — 19h30 — Ginásio Walmir Orsi São Lourenço x Tubarão — 19h30 — Arena São Lourenço Caçador x Concórdia — 19h30 — Ginásio Flávio CruzOutras datas Lages x Florianópolis — 21/03 — 19h — Ginásio Jones Minosso...

Acesso à Praia do Sol gera debate sobre segurança após abertura de trecho sobre os trilhos em Laguna

FOTOS Mídias Sociais Reprodução Notisul TEMPO DE LEITURA: 4 minutos A conclusão do asfalto no acesso à Praia do Sol, em Laguna, reacendeu um debate sobre...