Medidas são apuradas para que autores de mensagens via WhatsApp sejam responsabilizados
Tubarão
A divulgação no WhatsApp de que a Polícia Militar estava fazendo uma blitz nesta quarta-feira (29) de manhã, na região da Vila Moema, em Tubarão, levou a instituição a emitir um comunicado criticando a conduta, muito comum entre internautas das redes sociais, principalmente via WhatsApp.
Segundo o comando do 5º BPM, “a prática constitui crime, conforme previsto no artigo 265 do Código Penal”, com pena de reclusão de um a cinco anos, e multa. Afirma também que “medidas cabíveis contra quem divulgar operações policiais serão devidamente apuradas, para posterior responsabilização”.
A Polícia Militar reforça ainda que “a divulgação de barreiras favorece àquelas pessoas que saem com o intuito de cometer delitos ou trafegar sem a devida regularidade com a documentação de veículos e/ou CNHs”, o que, conforme a nota, colabora com o aumento dos índices de criminalidade em Tubarão.
Quando se avisa de uma blitz, presta-se um desserviço à população. E utilizar as redes sociais para esse fim é crime previsto em lei. Quem avisar sobre blitz pode ser enquadrado por atentado contra a segurança ou ao funcionamento de serviços de utilidade pública. O condutor pode ser multado e ainda perder quatro pontos na carteira. A PM de Tubarão realiza um trabalho exemplar, mas pede a colaboração da população para que evitem divulgações desnecessárias.
