Carolina Carradore
Tubarão
Mais um escândalo envolvendo um funcionário do Presídio Regional de Tubarão foi registrado durante a madrugada de ontem. Uma agente prisional foi presa na manhã de ontem por tráfico de drogas, dentro de uma casa de prostituição, em Gravatal.
Mais seis pessoas foram presas, resultado da Operação Quinta Coluna, desencadeada em Criciúma e região, envolvendo 50 policiais e 12 delegados. Todos são acusados de integrar uma das principais quadrilhas de tráfico de drogas da região que agia de Imbituba a Passo de Torres.
Segundo informações do delegado Ulisses Gabriel, da Central de Polícia de Criciúma, as investigações iniciaram através de um homem, acusado de ser o líder do grupo, detido em Criciúma. “Temos informações que ele distribuía cocaína, crack e maconha para pequenos traficantes de toda a região. Não temos um número exato, mas sabemos que movimentavam uma grande quantidade de droga por mês”, afirma Gabriel. Durante a operação, também foi apreendida uma arma e 800 pedras de crack.
Servidora e presidiário acusados
de facilitar entrada de droga
Segundo apurou a polícia, um dos suspeitos entregava droga para um detento que cumpre pena em regime semiaberto no presídio tubaronense, acusado de aproveitar a liberdade durante o dia para entregar droga a pequenos traficantes. Entres os seus revendedores, a agente prisional e um membro da quadrilha, segundo informações dos investigadores, traficavam em Tubarão, Braço do Norte, Araranguá e Gravatal.
A agente foi detida na manhã de ontem, em uma casa de prostituição em Gravatal, local onde morava. Com ela, a polícia deteve mais um casal, proprietário do local. Cerca de 200 gramas de crack, além de balança de precisão e fitas adesivas foram apreendidos no estabelecimento.
A funcionária do presídio também é acusada de facilitar a vida dos traficantes, fazendo contatos com detentos. Três garotas de programa prestaram depoimento na delegacia de Armazém e foram liberadas.
As prisões ocorreram em Morro da Fumaça, Criciúma, Gravatal, Balneário Arroio do Silva, Turvo e Tubarão. Batizada de Quinta Coluna, a ação faz menção à expressão usada no período da ditadura, quando espiões infiltravam-se nos movimentos estudantis, situação supostamente semelhante à da agente prisional.
