Tubarão
Cerca de 40 empresários japoneses conheceram nesta sexta-feira, os detalhes das medidas de defesa sanitária que Santa Catarina promove para garantir a qualidade da carne suína. A explanação foi feito pelo governador Raimundo Colombo, que está em missão empresarial no Japão.
O país asiático tem grande interesse em importar o produto catarinense. A abertura deste mercado é estratégica para o setor do estado, que vive uma crise sem precedentes nos últimos anos.
“Iniciar as exportações para o seu país é mais do que um fator econômico importante para nosso estado. Será uma grande melhoria social, pois temos 50 mil famílias que atuam na criação de suínos”, enalteceu o governador aos empresários.
Impressionados com a qualidade do produto, os japoneses também ficaram surpresos com os números do setor estimados para este ano. Colombo também enalteceu o investimento catarinense em procedimentos que garantam a saúde dos rebanhos e a qualidade da carne.
São 20 anos sem um foco de febre aftosa no estado. Na fronteira com a Argentina e nos limites com os estados do Paraná e Rio Grande do Sul, são mantidas 67 barreiras de fiscalização sanitária que funcionam durante 24 horas.
Todo o rebanho tem identificação individual e rastreabilidade garantida. E isto é um dos pontos fundamentais para a abertura do mercado japonês. Para importar, o governo asiático exige que toda carne suína seja de suínos nascidos, criados e abatidos dentro do estado.
Mercado estratégico para Santa Catarina
Entre os principais desafios de Santa Catarina está a conquista de novos mercados para a carne suína. O objetivo é recuperar, no próximo ano, expectativas em níveis superiores a 200 mil toneladas para exportação.
Em meados da década passada, Santa Catarina chegou a exportar 280 mil toneladas. Após uma queda, os números têm crescido gradativamente e seguem essa tendência nesse ano, com previsão de aumento de 3% no volume exportado.
Conforme levantamento da secretaria estadual de agricultura, o estado fechará 2012 com um rebanho efetivo de 7,9 milhões de cabeças e o abatimento de 9,6 milhões de suínos, o equivalente a 780 mil toneladas.
Deste total, 150 mil toneladas serão destinadas ao consumo estadual, 450 mil toneladas serão comercializadas no país e 180 mil toneladas serão exportadas. A maior parte dos embarques para a Rússia e Ucrânia.
E porque não a China?
A China, próximo destino da comitiva catarinense na missão internacional, é o maior produtor mundial de carne suína, com 48,9%. O Brasil é o quarto (3,2%), atrás também da União Europeia (22,3%) e Estados Unidos (10,2%). Apesar de estar distante do terceiro colocado em volume de produção, o Brasil tem aumentado seus números de forma acelerada. De 2004 a este ano, a produção de carne suína no país cresceu 148%. Esse aumento foi encabeçado por Santa Catarina, o maior estado produtor e exportador do país.

