O mercado imobiliário é um dos melhores termômetros para ‘medir’ o crescimento das cidades. Tubarão, claro, não foge à regra, mas por aqui existe um diferencial: a união da classe empresarial e a busca constante por inovações fazem com que o segmento esteja entre as atividades que mais fazem divisas girarem pela cidade.
Mesmo nos últimos dois anos, quando a crise econômica e a insegurança gerada pelo cenário político resultaram em uma recessão em todos os setores produtivos, o mercado imobiliário tubaronense manteve-se estável.
“Ainda que não estejamos no ritmo de há três anos. A partir deste primeiro semestre, já fizemos a curva da recuperação, embora algumas linhas de crédito ainda estejam cortadas. Nos últimos dois meses, a procura por imóveis está forte e isso é sentido por todos os nossos nove associados”, valoriza o presidente da Imobiliárias Associadas de Tubarão e Amurel (Iata), Paulo Evaldo Mayer.
A expectativa daqui para frente, avalia, é que o setor volte a realizar grandes volumes de negócios, especialmente porque ainda existe uma demanda grande de pessoas interessadas em adquirir imóveis, seja para moradia ou como forma de investimento.
Segurança para quem pretende investir
Adquirir imóveis pode não ser o melhor investimento do mundo, mas com certeza é o mais seguro. Até porque, a partir do momento que o comprador tem o registro daquele apartamento, daquele terreno ou daquela casa, o investimento passa a ser dele hoje, amanhã, daqui a 50 anos, faça chuva, faça sol, tenha crise ou não.
Nos últimos dois anos, o mercado sentiu uma retração neste sentido. Algo natural em função da instabilidade econômica do país. Apesar disso, avalia o presidente da Imobiliárias Associadas de Tubarão e Amurel (Iata), empresário Paulo Evaldo Mayer, a aquisição de imóveis como forma de investimento ainda é uma alternativa considerada por muitas pessoas em função da segurança que este tipo de negócio proporciona.
“Em época de crise, isso é ainda mais evidente, porque o panorama econômico do país deixa de ser seguro e os investimentos tradicionais não dão um rendimento tão atrativo. Quem compra um imóvel na planta por R$ 100 mil, por exemplo, terá um ganho de 20%, 30% em dois anos, prazo médio de finalização de um prédio padrão. Qual o investimento hoje, no mundo, dá este crescimento em tão pouco tempo? Se existe, eu não conheço”, exemplifica.
A compra de terrenos, indica Paulo, também é um bom negócio para quem não quer deixar ‘dinheiro parado’, mas não tem tanta pressa em reaver o investimento. “Um apartamento, claro, pode dar uma receita mensal com o aluguel, mas o terreno dá lucro em qualquer época porque ganha valor à medida que os anos passam e as cidades crescem”, relaciona.
E exemplo maior do que Tubarão neste sentido não existe na região. A cidade cresceu vertiginosamente nos últimos anos e é cada vez mais corriqueiro o anúncio de novos empreendimentos e loteamentos na cidade.
“O empresário está confiante. A retração econômica frustrou os planos de muitas pessoas que queriam sair do aluguel, por exemplo. Mas este pessoal já retomou este planejamento e registramos aumento considerável nos últimos dois meses em procura por imóveis”, destaca Paulo.

