Tubarão
Falar de sexualidade nem sempre é fácil, mas algo muito necessário e que compreende uma educação consciente. “Em qualquer idade podemos falar sobre sexualidade, adequando os assuntos de acordo com a idade e a linguagem conforme a necessidade. Uma das abordagens que se pode utilizar é linguagem lúdica”, diz a pedagoga e professora da Unisul, Tânia Mara Cruz. Ela reforça a importância do papel da escola e da família na discussão e explicação sobre temas considerados tabus, como a sexualidade.
Para a escola, esse papel fica mais restrito, pois a Base Nacional Comum Curricular, que norteia os currículos dos sistemas e redes de ensino no Brasil, passou por uma reestruturação. Com isso, houve a exclusão das temáticas ‘gênero e orientação sexual’ nas propostas pedagógicas. “Retirar do currículo não significa que tal temática não faça parte do cotidiano de crianças e adolescentes”, salienta Tânia.
Dialogar com as crianças sobre diversos assuntos é essencial para o desenvolvimento dos pequenos. Falar sobre gênero e sexualidade também. Segundo a professora, é importante que desde a infância os pais e a escola trabalhem questões sobre igualdade entre homens e mulheres. “As crianças devem brincar livremente, sem repressões com brinquedos que são apenas brinquedos, cores que são apenas cores, e que as masculinidades e feminilidades possam ser vivenciadas sem bloqueios e ameaças”.

