sábado, 22 agosto , 2026
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Imbituba concentra 90 baleias-franca em novo sobrevoo da temporada

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FOTO Mariana Silvano Divulgação Notisul

Tempo de leitura: 5 minutos

Imbituba concentrou 90 baleias-franca durante o segundo sobrevoo de monitoramento da temporada 2026, realizado na terça-feira (18). Foram identificados 45 pares de mãe e filhote no litoral do município, o maior número registrado durante todo o percurso entre Florianópolis, em Santa Catarina, e Torres, no Rio Grande do Sul.

O resultado reforça o protagonismo do litoral da região da Amurel durante o período reprodutivo da espécie. Em todo o levantamento, os pesquisadores contabilizaram 173 animais, sendo 86 pares de mãe e filhote e um adulto sem filhote.

Em Imbituba, as baleias-franca foram encontradas principalmente entre a Praia do Luz e a Ribanceira. Nesse trecho, foram registrados 31 pares de mãe e filhote, totalizando 62 animais.

Outros 14 pares foram observados entre a Praia da Vila e Itapirubá Norte, acrescentando 28 baleias ao total do município.

Somados, os dois trechos chegaram a 90 animais, todos formados por pares de mães e filhotes.

Litoral da Amurel concentra baleias durante a temporada

Além de Imbituba, o monitoramento registrou baleias ao longo do litoral em direção ao Cabo de Santa Marta. Outras avistagens ocorreram durante o restante do percurso até Torres, no Rio Grande do Sul.

O elevado número de animais chamou a atenção dos pesquisadores, principalmente porque o levantamento foi realizado em agosto.

Segundo Eduardo Renault, diretor de pesquisa do ProFRANCA/Instituto Australis, fazia muitos anos que um sobrevoo não era realizado neste período. O resultado foi considerado expressivo para a época.

A presença das baleias-franca no litoral da região ocorre durante o período reprodutivo da espécie. O acompanhamento permite identificar as áreas de maior concentração e observar a distribuição dos animais ao longo da temporada.

O diretor-presidente dos Portos de Imbituba e Laguna, Christiano Lopes, destaca que os dados reforçam a importância do monitoramento permanente.

“Os resultados deste segundo sobrevoo reforçam a importância de mantermos um monitoramento permanente das áreas de ocorrência das baleias-francas. O registro de 173 animais, especialmente a expressiva concentração de mães e filhotes em Imbituba, demonstra a relevância do nosso litoral para a reprodução da espécie”,

afirma.

Segundo Lopes, a Autoridade Portuária busca conciliar as atividades do Porto de Imbituba com a conservação ambiental.

“Como Autoridade Portuária, temos o compromisso de conciliar as operações do Porto de Imbituba com a conservação ambiental, adotando medidas que garantam a segurança das atividades portuárias e a promoção da biodiversidade”,

acrescenta.

Fêmea semi-albina é encontrada com filhote

baleias-franca em Imbituba
FOTO Mariana Silvano Divulgação Notisul

O segundo sobrevoo também trouxe um registro considerado raro pelos pesquisadores: uma fêmea semi-albina acompanhada de seu filhote.

O ProFRANCA/Instituto Australis possui apenas uma fêmea com essa característica conhecida em seu catálogo.

Ela havia sido observada sozinha durante o sobrevoo realizado em julho. Na ocasião, os pesquisadores levantaram a possibilidade de que o animal estivesse grávido.

A suspeita foi confirmada no novo monitoramento, quando a fêmea foi localizada acompanhada do filhote.

O levantamento identificou ainda dois filhotes semi-albinos acompanhados de suas mães.

Monitoramento ocorre diariamente em pontos de Imbituba

O sobrevoo integra o Programa de Monitoramento das Baleias-franca da SCPAR Porto de Imbituba. O trabalho conta com profissionais do ProFRANCA/Instituto Australis, da Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental e da Autoridade Portuária.

O programa começou em 1º de julho e segue até 30 de novembro.

Além dos sobrevoos periódicos, equipes realizam observações terrestres diariamente a partir de pontos fixos nas praias do Porto e da Ribanceira, em Imbituba.

O monitoramento das áreas utilizadas pelas baleias-franca nas proximidades do porto fornece informações para medidas operacionais de conservação e segurança.

Os dados também ajudam a acompanhar a distribuição das baleias ao longo da temporada e a identificar os pontos de maior concentração no litoral.

De acordo com informações do ProFRANCA, a população de baleias-francas é estimada em cerca de 800 indivíduos, com taxa média de crescimento de 4,8% ao ano.

Os dados resultam de aproximadamente 20 anos de monitoramento aéreo da espécie no litoral catarinense.

El Cristiano pela Anhambaí: e se Brasil e Paraguai transformassem troféus de guerra em símbolos de amizade?

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FOTO Mídias Sociais Reprodução Notisul

Tempo de leitura: 6 minutos

Há mais de 150 anos terminou a Guerra do Paraguai, mas alguns de seus símbolos continuam atravessando fronteiras, despertando sentimentos e provocando debates sobre memória, identidade e patrimônio histórico.

Um deles voltou ao centro das atenções: o canhão El Cristiano.

Há anos existem manifestações paraguaias pela restituição da peça, hoje pertencente ao acervo do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Para o Paraguai, o enorme canhão possui um significado que ultrapassa sua função militar. Tornou-se parte da memória nacional de um país profundamente marcado pela guerra.

O debate ganhou novo impulso nos últimos dias, diante das informações de que a devolução avançou na esfera política brasileira. No Paraguai, autoridades receberam a possibilidade como um gesto de fraternidade entre os dois países.

É compreensível.

Mas a retomada dessa discussão permite fazer uma pergunta que raramente aparece quando se fala no El Cristiano: se vamos rever o destino dos patrimônios levados ou capturados durante aquela guerra, não deveríamos olhar para os dois lados da fronteira?

Porque existe no Paraguai uma extraordinária peça da história militar brasileira. Seu nome é Anhambaí.

E talvez ela ofereça a oportunidade para que uma discussão sobre devolução se transforme em algo muito maior: um gesto recíproco de reconciliação histórica.

Uma canhoneira brasileira no Paraguai

A Anhambaí foi uma canhoneira da Marinha do Império do Brasil incorporada à Armada Imperial em 1858 e destinada à região de Mato Grosso.

Quando forças paraguaias avançaram sobre território brasileiro em dezembro de 1864, a embarcação participou da defesa do Forte de Coimbra.

A pequena canhoneira teve papel na resistência e também auxiliou na retirada dos defensores brasileiros diante do avanço paraguaio.

Pouco depois, em janeiro de 1865, a Anhambaí foi perseguida e capturada por forças paraguaias. Houve combate e perdas entre seus tripulantes.

A partir dali, um navio que carregava a bandeira do Império do Brasil passou para as mãos do Paraguai.

A Anhambaí foi incorporada ao esforço militar paraguaio e permaneceu envolvida nos acontecimentos da guerra. Nos momentos finais do conflito, acabou afundada junto a outras embarcações para impedir que caíssem novamente nas mãos brasileiras.

E ali permaneceu durante décadas. Se a história terminasse dessa maneira, talvez hoje tivéssemos apenas documentos, desenhos e relatos sobre a embarcação.

Mas o Paraguai fez algo que merece reconhecimento. Seus remanescentes foram recuperados no século XX, preservados e incorporados ao patrimônio histórico daquele país.

Hoje, a Anhambaí pode ser vista no Parque Nacional Vapor Cué, em Caraguatay. É preciso reconhecer o mérito dessa preservação. Foram os paraguaios que recuperaram esses vestígios e permitiram que chegassem às gerações atuais.

E justamente por isso qualquer conversa sobre seu futuro deve nascer do respeito.

O outro lado do El Cristiano

O Paraguai pede de volta o El Cristiano. Há razões históricas e emocionais para isso.

A peça foi produzida durante a Guerra do Paraguai e tornou-se um dos símbolos mais conhecidos daquele conflito. Depois da derrota paraguaia, veio para o Brasil e passou a integrar nosso patrimônio histórico.

O Paraguai nunca deixou de atribuir ao canhão enorme importância simbólica. Essa reivindicação precisa ser ouvida com respeito. Mas ouvir não significa ignorar que o Brasil também possui patrimônios ligados à mesma guerra que permaneceram no Paraguai.

E a Anhambaí talvez seja o exemplo mais eloquente. De um lado, temos um canhão paraguaio preservado no Brasil. Do outro, uma canhoneira brasileira preservada no Paraguai. Ambos atravessaram a fronteira como consequência da mesma guerra.

Ambos sobreviveram por mais de um século. Ambos contam histórias que pertencem à memória nacional de seus povos.

Então por que a discussão precisa se limitar à devolução de apenas um deles?

El Cristiano pela Anhambaí

A proposta que colocamos em debate é simples. O Brasil devolve o El Cristiano ao Paraguai. O Paraguai devolve a Anhambaí ao Brasil. Não como indenização. Não como cobrança.

Não como tentativa de reabrir as feridas de uma guerra encerrada há mais de século e meio. Exatamente o contrário. Que seja um gesto simultâneo de amizade.

Uma troca de patrimônios históricos capaz de demonstrar que brasileiros e paraguaios podem olhar para um passado doloroso sem transformar a memória em ressentimento.

Não estamos afirmando que os dois objetos tenham necessariamente a mesma condição jurídica, museológica ou patrimonial. Essas questões precisariam ser examinadas pelos governos, instituições culturais e especialistas dos dois países.

O que propomos é um princípio político e cultural de reciprocidade. Se existe disposição para devolver, que ela possa existir dos dois lados.

O valor da reciprocidade

Há uma diferença profunda entre simplesmente retirar uma peça de um museu e devolvê-la a outro país e realizar uma cerimônia conjunta na qual duas nações restituem reciprocamente patrimônios ligados à sua história.

No primeiro caso, existe uma devolução. No segundo, existe reconciliação. Imagine o significado de uma cerimônia com representantes dos dois países. O El Cristiano retornando ao Paraguai. A Anhambaí retornando ao Brasil.

As bandeiras brasileira e paraguaia lado a lado, não mais diante de exércitos adversários, mas diante de dois povos que decidiram transformar objetos de guerra em instrumentos de aproximação.

Seria uma mensagem poderosa. Especialmente em uma América do Sul que precisa conhecer sua história sem permanecer prisioneira dela.

Onde deveria ficar a Anhambaí?

Caso algum dia essa proposta avance, a discussão brasileira não deveria terminar simplesmente com a chegada da embarcação ao país.

Seria necessário decidir como preservar e apresentar a Anhambaí às futuras gerações.

Ela poderia integrar um museu ligado à história naval brasileira ou ser exposta em local relacionado aos acontecimentos que protagonizou.

Mais importante que o endereço seria a narrativa.

A Anhambaí deveria contar a história da Marinha Imperial, da defesa do Forte de Coimbra, da invasão de Mato Grosso, de sua captura e também de sua longa permanência no Paraguai.

Inclusive do esforço paraguaio que permitiu sua recuperação e conservação. Trazer a embarcação ao Brasil não deveria significar apagar a parte paraguaia de sua história. Ao contrário.

Essa trajetória binacional é justamente o que torna a peça tão interessante.

O Paraguai também merece contar sua história

O mesmo princípio deve valer para o El Cristiano.

Caso retorne ao Paraguai, o canhão não deveria ser apresentado apenas como símbolo de vitória ou derrota, mas como testemunho de um dos conflitos mais devastadores da história sul-americana.

Patrimônio histórico não existe para ensinar novas gerações a odiar. Existe para ajudá-las a compreender. Brasileiros precisam conhecer melhor a história do Paraguai. Paraguaios precisam conhecer melhor a história do Brasil.

E ambos precisam compreender o tamanho da tragédia humana representada por aquela guerra. É possível honrar soldados, preservar memórias nacionais e reconhecer sofrimentos sem transformar a história em instrumento de hostilidade contemporânea.

Uma dívida de reconhecimento com quem preservou a Anhambaí

Há ainda um ponto indispensável. O Paraguai preservou a Anhambaí.

Seus remanescentes não chegariam ao século XXI nas condições atuais sem o trabalho realizado para recuperá-los.

Qualquer eventual negociação deveria reconhecer formalmente esse esforço.

Uma restituição não poderia ser tratada como se o Brasil estivesse simplesmente recuperando algo abandonado em território estrangeiro. Houve preservação. Houve trabalho. Houve investimento. Houve interesse histórico. Isso merece gratidão e reconhecimento.

Da mesma forma, o Brasil preservou o El Cristiano durante gerações no Museu Histórico Nacional.

Essa história de conservação dos dois lados torna a proposta ainda mais simbólica: cada país cuidou, por décadas, de um patrimônio profundamente ligado à história do outro.

Talvez tenha chegado o momento de perguntar se esses objetos poderiam retornar aos seus países de origem.

O passado não pode ser mudado. O significado dele, sim

Nenhuma troca de patrimônio modificará o que aconteceu entre 1864 e 1870. Não devolverá vidas. Não eliminará sofrimentos. Não mudará batalhas.

E certamente não encerrará os debates historiográficos sobre causas, responsabilidades e consequências da Guerra do Paraguai.

Mas as sociedades podem escolher o que fazem com os símbolos que herdaram. Durante muito tempo, objetos capturados em guerras foram exibidos como troféus. No século XXI, talvez alguns deles possam adquirir outro significado.

O El Cristiano pode deixar de representar aquilo que o Brasil trouxe do Paraguai e tornar-se aquilo que o Brasil decidiu devolver ao povo paraguaio.

A Anhambaí pode deixar de representar apenas uma embarcação brasileira capturada pelo Paraguai e tornar-se aquilo que os paraguaios preservaram e decidiram restituir aos brasileiros.

O passado permaneceria exatamente o mesmo. O significado presente desses patrimônios, entretanto, seria completamente diferente. Dois países. Dois patrimônios. Uma guerra encerrada há mais de 150 anos. E dois gestos simultâneos de respeito.

O historiador Paulo Rezzutti colocou essa questão novamente diante do público brasileiro, e acreditamos que ela merece ser discutida.

Se Brasil e Paraguai estão preparados para conversar sobre a volta do El Cristiano, talvez este seja também o momento de colocar a Anhambaí sobre a mesa.

Não como condição hostil. Não como ultimato. Mas como convite à reciprocidade. El Cristiano pelo Anhambaí. Uma troca justa?

Acreditamos que sim.

Mais do que justa, ela poderia transformar dois antigos troféus de guerra em símbolos permanentes de amizade entre brasileiros e paraguaios.

As informações foram extraídas de textos e proposições do príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Gerhard Erich Boehme e Paulo Rezzutti

Dehon reúne cerca de 150 alunos em simulado completo do Enem em Tubarão

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FOTO Colégio Dehon Divulgação Notisul

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O sábado (22) começou cedo para cerca de 150 estudantes do Ensino Médio do Colégio Dehon, em Tubarão. Das 8h às 13h, eles participaram da primeira etapa de um simulado completo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas, além da Redação. A preparação continua no próximo sábado (29), com outras 90 questões.

Todos os estudantes do Ensino Médio foram convidados. Isso inclui alunos da 1ª e 2ª séries, que puderam participar como treineiros e começar mais cedo a adaptação ao formato de uma das principais avaliações de acesso ao Ensino Superior no Brasil.

As provas do simulado foram preparadas pelo COC, sistema de ensino cujo material didático é utilizado pelo Colégio Dehon.

Dehon reúne 150 alunos em simulado completo do Enem
FOTO Colégio Dehon Divulgação Notisul

Simulado segue divisão das áreas do Enem

A programação foi organizada em dois sábados e contempla as quatro áreas do conhecimento avaliadas pelo Enem, além da produção textual.

Neste sábado (22), os estudantes enfrentam a primeira etapa, com 90 questões divididas entre Linguagens e Ciências Humanas. A Redação completa o treinamento.

A atividade ocorre das 8h às 13h.

No segundo dia, marcado para sábado, 29 de agosto, será a vez de Matemática e Ciências da Natureza. Novamente, serão aplicadas 90 questões.

Ao final das duas etapas, portanto, os estudantes terão enfrentado 180 questões e uma redação.

A divisão permite treinar não apenas o conteúdo. Permanecer durante horas diante da prova também exige concentração, estratégia e administração do tempo.

Alunos da 1ª e 2ª séries também participam

A preparação não ficou restrita aos estudantes que estão concluindo o Ensino Médio.

Alunos da 1ª e 2ª séries também foram convidados para participar como treineiros.

A estratégia permite antecipar o contato com provas extensas e desenvolver experiência antes do período em que o resultado do Enem passa a ser utilizado diretamente para o ingresso no Ensino Superior.

Para quem ainda está nos primeiros anos do Ensino Médio, o resultado também pode ajudar a perceber quais conteúdos e habilidades precisam receber maior atenção ao longo da formação.

Aplicação mobiliza equipe do Colégio Dehon

O simulado deste sábado ocupa dois grandes auditórios do Colégio Dehon.

Três funcionários atuam diretamente como fiscais durante a aplicação. A atividade também envolve direção, coordenadores e professores da instituição.

A mobilização busca reproduzir uma rotina organizada de avaliação e oferecer aos estudantes uma experiência próxima à exigência encontrada em provas de grande porte.

O simulado integra uma preparação que também inclui acompanhamento acadêmico ao longo do Ensino Médio.

Tradição de quase 80 anos na educação em Tubarão

Mantido pela Fundação InoversaSul, o Colégio Dehon tem 79 anos de atuação e atende desde a Educação Infantil até o Pré-Vestibular.

A preparação para processos seletivos é uma das frentes da instituição. O colégio mantém cursos Extensivo e Intensivo e registra presença recorrente entre as escolas privadas de Tubarão com melhores médias no Enem.

A média geral dos estudantes tem figurado na faixa de aproximadamente 643 a 645 pontos, conforme os levantamentos considerados pela instituição.

O trabalho também é direcionado aos vestibulares mais procurados pelos estudantes catarinenses, incluindo processos seletivos da UFSC, Udesc e instituições vinculadas ao sistema Acafe.

Tecnologia e iniciação científica fazem parte da formação

Além da preparação para exames, a proposta pedagógica inclui iniciação científica, tecnologia e atividades culturais e socioemocionais.

A instituição dispõe de laboratórios para atividades científicas, Sala Tech e recursos digitais, incluindo o uso de Chromebooks.

O Dehon também mantém programa de Educação Bilíngue com foco em experiências de imersão cultural e linguística.

Viagens de estudo, atividades literárias e feiras de conhecimento complementam as ações desenvolvidas ao longo da formação escolar.

Na área de tecnologia educacional, o colégio possui reconhecimento como Google for Education Reference School.

Em 2023, também recebeu dois reconhecimentos no Google Cloud Customer Awards, nas áreas de impacto social e tecnologia aplicada à educação.

A estrutura tecnológica, os projetos pedagógicos e a preparação para exames fazem parte de uma mesma estratégia: oferecer diferentes ferramentas para que o estudante desenvolva conhecimento e autonomia ao longo da vida escolar.

Treino para o Enem continua no próximo sábado

Dehon reúne 150 alunos em simulado completo do Enem
ARTE Colégio Dehon Divulgação Notisul

Para os cerca de 150 estudantes envolvidos no simulado, a experiência ainda não terminou.

Depois das cinco horas de prova deste sábado, o próximo desafio está marcado para 29 de agosto.

Desta vez, os alunos terão pela frente Matemática e Ciências da Natureza, novamente com 90 questões e aplicação das 8h às 13h.

A realização das duas etapas permite que estudantes das três séries do Ensino Médio experimentem, ainda dentro da escola, a extensão e a diversidade de conteúdos de uma avaliação nos moldes do Enem.

Serviço

Simulado Enem – Colégio Dehon

1º dia: 22 de agosto
Horário: 8h às 13h
Provas: Linguagens, Ciências Humanas e Redação
Questões: 90 + Redação

2º dia: 29 de agosto
Horário: 8h às 13h
Provas: Matemática e Ciências da Natureza
Questões: 90

Participantes: cerca de 150 estudantes do Ensino Médio, incluindo alunos da 1ª e 2ª séries como treineiros
Local: Colégio Dehon, Tubarão

Horóscopo de hoje: veja as previsões para os 12 signos neste sábado (22)

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IMAGEM IA Notisul

Tempo de leitura: 4 minutos

O horóscopo de hoje, sábado, 22 de agosto de 2026, é marcado por uma mudança de energia ao longo do dia. Durante a maior parte do sábado, a Lua Crescente transita por Sagitário, favorecendo otimismo, liberdade, aventura e expansão de horizontes.

Por volta das 18h, a Lua ingressa em Capricórnio. A mudança traz um clima mais realista, focado e direcionado para metas concretas durante o restante do fim de semana.

Confira abaixo as previsões para cada signo.

♈ Áries — 21/03 a 19/04

A Lua em Sagitário traz entusiasmo para sair da rotina e explorar novas ideias durante o dia.

À noite, com a entrada da Lua em Capricórnio, a atenção se volta para metas profissionais e planos de longo prazo.

♉ Touro — 20/04 a 20/05

O dia favorece a transformação interna e conversas sinceras sobre confiança ou finanças compartilhadas.

A partir do fim da tarde, você sentirá mais clareza e desejo de expandir seus conhecimentos.

♊ Gêmeos — 21/05 a 20/06

Relacionamentos e parcerias estão em destaque no início do dia. O momento favorece conversas transparentes.

À noite, o clima pede introspecção, organização financeira e ajustes práticos.

♋ Câncer — 21/06 a 22/07

Sua rotina e energia física ganham impulso dinâmico durante o dia.

Com a Lua chegando ao signo oposto, Capricórnio, ao final do dia, o foco muda para os vínculos afetivos e acordos a dois.

♌ Leão — 23/07 a 22/08

A energia do dia é leve, criativa e ideal para o lazer, romances e hobbies.

Conforme a noite se aproxima, a Lua em Capricórnio traz a necessidade de organizar a rotina do fim de semana e cuidar da saúde.

♍ Virgem — 23/08 a 22/09

A manhã e a tarde pedem atenção ao lar e ao convívio familiar, com mais leveza.

Conforme o dia avança, o astral melhora para a expressão pessoal, lazer e momentos românticos.

♎ Libra — 23/09 a 22/10

Diálogos francos e trocas intelectuais marcam as primeiras horas do dia.

À noite, com o ingresso da Lua em Capricórnio, o recolhimento e a busca pelo conforto de casa ganham prioridade.

♏ Escorpião — 23/10 a 21/11

A atenção inicial vai para a gestão dos seus recursos e valores.

Mais tarde, a comunicação e as interações sociais ganham uma postura mais séria, responsável e construtiva.

♐ Sagitário — 22/11 a 21/12

A Lua em seu signo durante a maior parte do dia eleva seu magnetismo e vitalidade.

Ao anoitecer, com a mudança para Capricórnio, o foco se volta para a estabilidade e as finanças.

♑ Capricórnio — 22/12 a 19/01

O início do sábado pede desaceleração e descanso para recarregar as energias.

O cenário muda no fim da tarde, quando a Lua entra no seu signo, renovando sua autoconfiança, determinação e liderança.

♒ Aquário — 20/01 a 18/02

Projetos em grupo e conexões com amigos marcam a primeira metade do dia.

No período noturno, a energia sugere recolhimento, silêncio e cuidado com a saúde mental.

♓ Peixes — 19/02 a 20/03

Seus objetivos e ambições estão em evidência até o fim da tarde.

Depois, a energia se torna ideal para planejar projetos futuros e cultivar conversas consistentes com amigos de confiança.

Operação contra tráfico apreende crack e dinheiro no Sul de SC

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FOTO PCSC Divulgação Notisul

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Uma operação contra o tráfico de drogas mobilizou as polícias Civil e Militar nesta sexta-feira (21), em Laguna, no Sul de Santa Catarina. A ação resultou na apreensão de porções de crack, dinheiro em espécie e um telefone celular em um imóvel no bairro Progresso.

A operação foi realizada pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Laguna e contou com apoio do Canil do Batalhão da Polícia Militar do município.

O objetivo foi cumprir um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre suspeitas de tráfico e associação para o tráfico de drogas.

A ordem judicial foi expedida pela Vara Regional de Garantias de Tubarão.

Investigação apura tráfico de drogas em Laguna

Segundo a Polícia Civil, o mandado tem origem em um inquérito policial aberto para investigar a atuação de pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas em Laguna.

Durante as buscas no imóvel, os policiais encontraram porções de crack.

Também foram apreendidos dinheiro em espécie, dividido em notas de diferentes valores, e um aparelho celular.

A Polícia Civil não informou no comunicado a quantidade de droga nem o valor em dinheiro apreendido durante a operação.

Uma mulher que estava na residência foi conduzida à delegacia para prestar interrogatório.

Não há informação, no material divulgado pela Polícia Civil, de que ela tenha sido presa.

Polícia Civil mantém investigação no Sul de SC

O cumprimento do mandado reuniu agentes da Polícia Civil e apoio operacional do Canil da Polícia Militar.

Após as buscas, o material apreendido foi recolhido para os procedimentos relacionados ao inquérito.

A investigação continuará sob responsabilidade da DIC de Laguna.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo agora é identificar e buscar a responsabilização de outros possíveis envolvidos no esquema investigado.

O caso permanece em apuração e eventuais responsabilidades individuais dependerão do avanço das investigações.

PM atende 145 ocorrências em 24 horas na região de Tubarão

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FOTO PMSC Divulgação Notisul

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A Polícia Militar atendeu 145 ocorrências em 24 horas na área do 8º Comando Regional, no Sul de Santa Catarina. O balanço compreende o período entre as 7h de sexta-feira (21) e as 7h deste sábado (22). Entre os atendimentos, três ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas foram classificadas como relevantes pela corporação.

Os casos de maior destaque foram registrados em Tubarão e Braço do Norte. As ações resultaram em prisões, condução de suspeitos e apreensão de maconha, cocaína, substância sintética, dinheiro, celulares e um veículo.

Tubarão concentrou duas das três ocorrências destacadas no relatório regional da Polícia Militar.

Drogas são apreendidas em Tubarão

A primeira ocorrência foi registrada às 11h46 de sexta-feira, no bairro Campestre, em Tubarão.

A Polícia Militar apreendeu 70 gramas de maconha e 19 gramas de cocaína. Conforme a corporação, os entorpecentes estavam escondidos em uma sacola e separados em porções individuais.

Dinheiro também foi encontrado junto aos materiais.

Os policiais realizaram diligências na região, mas não identificaram os responsáveis pelas drogas. O material foi apreendido e a ocorrência registrada em boletim.

Já durante a noite, Tubarão voltou a aparecer no balanço do 8º Comando Regional.

Por volta das 21h13, uma fiscalização de trânsito no bairro Revoredo terminou com um homem de 25 anos preso por suspeita de tráfico de drogas.

Na abordagem, foram encontrados aproximadamente 57,8 gramas de maconha e 4,6 gramas de uma substância sintética. Segundo a PM, parte do material estava acondicionada individualmente para possível comercialização.

Uma mulher de 20 anos que estava no veículo também foi encaminhada como suspeita. Os dois foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil junto com o material apreendido.

Ocorrência em Braço do Norte termina com duas prisões

Braço do Norte também teve uma ocorrência destacada no balanço regional.

Às 18h43, no bairro Trevo, um homem de 25 anos e uma mulher de 20 anos foram presos por suspeita de tráfico de drogas.

A ação ocorreu após informações repassadas pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

Os policiais apreenderam 13 porções de cocaína, totalizando aproximadamente 6,5 gramas, além de R$ 1.924.

Também foram recolhidos telefones celulares, anotações que, conforme a PM, estariam relacionadas à venda de drogas, e um veículo.

Os dois envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil.

Balanço regional teve 145 atendimentos

Somadas, as três ocorrências resultaram na apreensão de aproximadamente 127,8 gramas de maconha e 25,5 gramas de cocaína. Outros 4,6 gramas de substância sintética também foram recolhidos.

O balanço divulgado pelo 8º Comando Regional contabilizou 145 ocorrências policiais no período de 24 horas. Deste total, as três situações relacionadas ao tráfico em Tubarão e Braço do Norte foram classificadas pela PM como as ocorrências relevantes do período.

Os registros mostram atendimentos em diferentes pontos da área de atuação do comando regional, que tem sede em Tubarão.

Incêndio em pousada termina com homem morto no Centro de Garopaba

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FOTO CBMSC Divulgação Notisul

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Um incêndio em uma pousada terminou com a morte de um homem de 42 anos na madrugada deste sábado (22), no Centro de Garopaba, no Sul de Santa Catarina. O fogo atingiu um dos quartos do estabelecimento, na Rua Elmo Kinzeski, e obrigou a retirada preventiva dos demais hóspedes.

O Corpo de Bombeiros Militar de Garopaba foi acionado às 0h09. A informação inicial apontava que poderia haver uma pessoa no interior do imóvel.

Quando as equipes chegaram, encontraram um dos quartos completamente tomado pelas chamas.

Incêndio em Garopaba mata homem de 42 anos em pousada
FOTO CBMSC Divulgação Notisul

Hóspedes foram retirados da pousada em Garopaba

Diversos hóspedes estavam na pousada no momento da chegada dos bombeiros. Todos foram retirados da edificação como medida de segurança.

O proprietário já havia desligado o quadro de disjuntores. Segundo o relatório do 8º Batalhão de Bombeiros Militar, não havia presença de GLP no ambiente atingido.

Para chegar ao local onde a vítima poderia estar, os bombeiros precisaram avançar pelo interior da edificação enquanto realizavam o combate direto às chamas.

Durante as buscas, um homem de 42 anos foi encontrado deitado de costas no banheiro do quarto incendiado.

Ele foi retirado do imóvel, mas já estava sem sinais vitais. A identificação completa não consta nas informações divulgadas pelos bombeiros.

Telhado desabou depois do resgate

Logo após a retirada da vítima, o telhado da área atingida desabou. A cobertura era formada por estrutura de madeira, forro de PVC e telhas de fibrocimento.

Cerca de 1,5 mil litros de água foram utilizados no combate ao incêndio e no trabalho de rescaldo.

O calor e a fumaça também provocaram danos nos quartos vizinhos. Parte do forro de PVC derreteu. Depois do controle da ocorrência, portas e janelas foram abertas para permitir a ventilação natural dos ambientes.

Perícia vai apurar causa do incêndio

A Polícia Civil esteve no local durante o atendimento. A Polícia Científica também foi acionada para realizar a perícia e os procedimentos relacionados à remoção do corpo.

A área atingida foi isolada e ficou sob responsabilidade dos órgãos competentes.

A causa do incêndio em Garopaba ainda não havia sido determinada até a divulgação do relatório. Os exames periciais deverão auxiliar na identificação da origem das chamas.

Atuaram na ocorrência as viaturas ASU-546 e ABTR-50 do Corpo de Bombeiros Militar de Garopaba, além das equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica.

Bastidores da política em SC: debates, candidatos e o eleitor

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O medo do confronto

Por que alguns candidatos estão fugindo dos debates? Seja no campo dos presidenciáveis, dos candidatos aos governos estaduais ou ao Senado, muitos preferem evitar o confronto direto quando ocupam uma posição confortável nas pesquisas. A estratégia é simples: quem está na frente acredita que tem mais a perder do que a ganhar.

No debate, a flecha é atirada

No debate, porém, não há discurso completamente controlado, edição de vídeo ou equipe de assessoria para corrigir uma resposta mal formulada. É justamente ali que o eleitor consegue avaliar o preparo, o equilíbrio e a capacidade do candidato de enfrentar perguntas difíceis para descobrir quem realmente está mais preparado.

Faltar a um debate é péssimo

Faltar a um confronto direto pode ser uma decisão estratégica, mas também transmite uma mensagem clara ao eleitor. Quem pretende governar ou representar milhões de pessoas precisa estar disposto a explicar suas propostas, responder a críticas e debater ideias divergentes.

Afinal, o que se aprende em um debate?

Debates não servem apenas para criar embates ou frases de efeito: eles permitem comparar projetos e conhecer melhor quem busca o voto. Quando um candidato foge desse espaço, evita o adversário, mas também deixa de prestar contas à sociedade. Em uma democracia, o silêncio calculado também deve ser avaliado pelo eleitor, que poderá tirar suas próprias conclusões e mudar a direção do seu voto.

candidatos à Presidência 2026
FOTO TSE Divulgação Notisul Digital

Por que o eleitor anda distante?

A segunda semana de campanha eleitoral passou quase despercebida para boa parte da população — mas não para os candidatos. Enquanto eles intensificam agendas, discursos e publicações nas redes sociais, o eleitor parece mais preocupado com o custo de vida, o emprego, a saúde e os problemas do cotidiano.

Mas quando o cidadão perceber que o seu voto pode mudar muitas coisas, poderá ser tarde demais. Aí, não adianta chorar pelo leite derramado.

Distanciamento ou indiferença?

Ainda é cedo para classificar esse comportamento como um desinteresse definitivo, embora alguns pensem assim. Neste momento, a menos de 40 dias do pleito, percebemos que existe mais distanciamento do que indiferença: muita gente sabe que haverá eleição, mas ainda não sente que a disputa começou de verdade. Quando notar, poderá escolher errado. Essa é a pura verdade.

A conta da desgraça

Na minha opinião, essa aparente indiferença também revela um profundo cansaço com a política. O eleitor já ouviu muitas promessas e assistiu a confrontos que pouco contribuíram para resolver seus problemas reais.

Por isso, parte da população prefere não se envolver agora e deixa a decisão para a véspera da votação — e o resultado poderá apresentar uma conta nada interessante para o nosso futuro.

O eleitor é livre

Esse silêncio, porém, não significa necessariamente falta de opinião. Pode ser uma forma de desconfiança e até de protesto. O desafio dos candidatos será transformar propaganda em credibilidade e apresentar propostas que façam sentido na vida real.

Menos candidatos nesta eleição

Não existe uma causa única para esse fenômeno. A redução no número de candidaturas está ligada principalmente às federações partidárias, às fusões entre siglas e ao endurecimento da cláusula de desempenho, que incentiva os partidos a concentrarem recursos em nomes considerados mais competitivos.

Em Santa Catarina, por exemplo, são 408 candidatos a deputado estadual em 2026, contra 617 em 2022 — uma queda de 33,87%. Podemos entender que, daqui para a frente, teremos menos postulantes nos próximos pleitos, até porque percebe-se a presença de nomes lançados apenas para preencher espaço, sem compromisso real com a população.

A redução em SC

Santa Catarina registrou uma redução expressiva no número de candidatos a deputado estadual. Dez dos 21 partidos com candidaturas à Alesc estão reunidos em cinco federações e, para a composição das nominatas, cada federação funciona como uma única legenda.

Com menos partidos atuando isoladamente, diminui também o espaço disponível para o lançamento de candidaturas. Trata-se de um dado verdadeiro e bastante relevante.

Cláusula de desempenho eleitoral

Os partidos estão mais seletivos. Outro fator decisivo é o endurecimento da cláusula de desempenho, ponto ao qual pouca gente tem dado a devida atenção.

A cláusula de desempenho pressiona as legendas a obterem mais votos e elegerem bancadas maiores para manterem o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na TV e no rádio. Por isso, nem todo gato é pardo em uma eleição: há gato que nem cor tem, mas está lá disputando.

Selecionar é a saída

Com essa exigência, as legendas passaram a selecionar melhor seus quadros e a concentrar recursos naqueles com maior potencial eleitoral. Se, por um lado, a redução evita candidaturas lançadas apenas para “cumprir tabela”, por outro traz um risco evidente: diminuir o espaço para novos nomes e favorecer quem já possui mandato, estrutura política e maior acesso aos recursos de campanha.

Entendo que nenhuma reforma eleitoral vá resolver esse problema por completo. Afinal, ninguém vai votar contra a própria prática.

É difícil conquistar uma vaga

O eleitor terá menos opções, embora ainda existam mais de dez candidatos por vaga. Pensando em Santa Catarina, cuja Assembleia Legislativa conta com 40 deputados, a disputa lembra muito um vestibular concorrido. Se temos cerca de 400 candidatos para 40 vagas, faça você mesmo os cálculos: é difícil, mas ninguém desiste.

Destaque da coluna

Macrodrenagem em Imbituba
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O leitor e amigo engenheiro Rogério Bardini (D) está participando de um encontro importante hoje, em Florianópolis, voltado aos municípios que possuem recursos destinados a obras de macrodrenagem. Da região da Amurel, apenas Imbituba foi agraciada, após apresentar um projeto que tramitava há mais de dez anos. O Engenheiro Rogério é o responsável pela análise da macrodrenagem de Imbituba, obra avaliada em R$ 16 milhões.

Por que estão evitando a Amurel?

É de se estranhar que, nos últimos 50 dias, nenhum candidato ao Governo do Estado ou ao Senado Federal tenha visitado a região da Amurel. Todos passam pela BR-101, mas não entram na região. O destino de quase 100% deles tem sido a cidade de Criciúma. Estranho, muito estranho esse cenário.

Lançamento

Lançamento da candidatura de João Rodrigues
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A coligação formada por PSD, MDB, PP e União Brasil convida para o lançamento oficial da campanha do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ao Governo de Santa Catarina. A largada do número 55 será nas ruas, partindo de frente à prefeitura de Chapecó no sábado, a partir das 10h.

Estarão presentes o candidato a vice-governador, Carlos Chiodini (MDB), além de Antídio Lunelli (MDB), Esperidião Amin (PP) e lideranças regionais de todas as siglas que compõem a aliança.

Outros lançamentos

Até o momento, não temos informações sobre o lançamento oficial de outras chapas pelo interior do Estado. Jorginho Mello (PL) já fez, Gelson Merisio (PSB) já fez e João Rodrigues (PSD) está fazendo. Mas todos podem fazer novos atos ao longo da jornada. Faz parte do jogo.

Agenda dos candidatos

Apenas para lembrar: este espaço permanece aberto a todos os candidatos que enviarem à coluna registros das ações e agendas realizadas ao longo da semana.

Giro pelas campanhas

  • Adesivaço em Pescaria Brava

    Delegado Ulisses em Pescaria Brava
    Reprodução Notisul

    O candidato a deputado estadual Delegado Ulisses (PL) promove no sábado (22/08) um “Adesivaço” em Pescaria Brava. A mobilização ocorre das 8h22 às 14h22, no pátio do Posto Della Giustina, na localidade de Santiago.

  • Cesar Damiani (NOVO)

    Hora de conversar “tête-à-tête”! Cesar Damiani, candidato a deputado estadual, em momento de diálogo direto com a comunidade.

  • Carlos Moisés (União Brasil)

    Mais próximo, impossível. Uma rápida pausa na intensa agenda de campanha para registrar um momento especial. O ex-governador Carlos Moisés é candidato a deputado federal.

  • João Marcelo (MDB)

    Candidato a deputado federal pelo MDB, João Marcelo foi para o semáforo entregar panfletos e se apresentar pessoalmente ao eleitorado.

  • Leatrice Bez (MDB)

    Com um pé na estrada e dialogando diretamente com os eleitores. Não tem tempo ruim: o foco é pedir o voto. Leatrice Bez (MDB) é candidata a deputada estadual.

  • Jorge Koch (MDB)

    Agenda de candidatos Jorge Koch
    FOTO Divulgação Notisul

    O candidato Jorge Koch (MDB) não para. Ele está percorrendo várias regiões do Estado ao lado do deputado Volney Weber (MDB), seu padrinho nesta eleição. A caravana tem percorrido os quatro cantos de Santa Catarina, registrando uma semana altamente produtiva no Oeste catarinense.

  • Expedito Michels (Republicanos)

    Professor e presidente da Univinte, o candidato a deputado estadual pelo Republicanos, Expedito tenta fazer a diferença nesta eleição. Trabalho não vai faltar para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

  • Beto Kuerten (PSD)

    Beto trabalha num ritmo intenso junto ao PSD, dentro do planejamento estratégico da sua campanha. Em Tubarão, realizou uma grande e produtiva reunião nesta semana.

  • Adesivaço Pepê Collaço (PP)
Adesivaço Pepê Collaço
Reprodução Notisul

O deputado estadual Pepê Collaço, candidato à reeleição, realiza neste sábado (22/08) um “Adesivaço” em Tubarão. A mobilização ocorre das 10h às 15h no Comitê Central da campanha, no Revoredo, onde apoiadores poderão adesivar seus veículos.

A coluna reafirma que as agendas acima são enviadas diretamente pelas assessorias e pelos próprios candidatos, sendo publicadas à medida do possível. Espaço totalmente aberto aos demais concorrentes.

Pelo Estado Entrevista – Antídio Lunelli e Esperidião Amin

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A Coluna inicia uma série de entrevistas com os candidatos aos cargos de Senador da República por Santa Catarina. 

Esta semana, a conversa foi com os candidatos da coligação “Santa Catarina acima de tudo”, encabeçada pelo ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues. Confira: 

 

Antídío Lunelli 

Pelo Estado – Qual seria a primeira medida que o senhor defenderia no Senado para beneficiar diretamente Santa Catarina? 

Antídio Lunelli – Minha primeira atitude será usar a força política de um senador para fazer os investimentos de Santa Catarina saírem do papel. Temos obras, projetos e demandas importantes que muitas vezes ficam anos esperando uma decisão em Brasília. Senador precisa ter capacidade de articulação, cobrar ministérios, buscar recursos, saber conversar com o governo — seja ele qual for — e defender os interesses do Estado, com ética e coragem. 

A política hoje tem muita rede social, muito discurso e, muitas vezes, pouco resultado na vida das pessoas. Eu quero fazer diferente. Quero ajudar a destravar investimentos em infraestrutura, saúde, segurança e desenvolvimento e cobrar prazo e resultado. 

Ao mesmo tempo, vou trabalhar por uma mudança estrutural no pacto federativo, para que mais recursos permaneçam nos estados e municípios. Santa Catarina não pode continuar arrecadando tanto, mandando o dinheiro para Brasília e depois tendo que pedir de volta aquilo que ajudou a produzir. 

 

Pelo Estado – Quais são as três pautas nacionais que o senhor considera mais importantes para os próximos quatro anos? 

Antídio Lunelli – A primeira é uma reforma do Estado brasileiro, começando pelo Judiciário. Precisamos restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e deixar claro que cada um deve cumprir o papel definido pela Constituição. Defendo mudanças nas regras do STF, como idade mínima de 60 anos para a nomeação de ministros, restrições à atuação de familiares de ministros em escritórios de advocacia que possam gerar conflito de interesses e limites às decisões monocráticas em temas de grande repercussão. O Brasil precisa de instituições fortes, mas também de regras, equilíbrio e transparência. 

A segunda é combater privilégios, desperdícios, corrupção e o crescimento do crime organizado. O cidadão não aguenta mais pagar uma carga enorme de impostos enquanto vê dinheiro público sendo desperdiçado. Precisamos de uma reforma administrativa séria, penas mais duras para quem rouba dinheiro público e leis capazes de enfrentar as facções criminosas. 

E a terceira é proteger quem trabalha, produz e gera emprego. Precisamos dar condições para a agricultura, a indústria, o comércio e os pequenos empreendedores competirem. Isso significa menos burocracia, segurança jurídica, infraestrutura e uma política econômica que estimule quem produz, em vez de criar dificuldades para quem sustenta o país. 

 

Pelo Estado – O senhor vem da iniciativa privada e da experiência como empresário e ex-prefeito. O que o senhor pretende levar dessa experiência para o Senado que, na sua avaliação, hoje falta na política brasileira? 

Antídio Lunelli – Quero levar para Brasília a cultura do resultado. Passei minha vida na iniciativa privada e também tive a oportunidade de administrar Jaraguá do Sul, a cidade mais segura do Brasil. Nos dois lugares aprendi que não adianta fazer discurso: é preciso planejar, estabelecer prioridades, cuidar do dinheiro e entregar. 

Na empresa, se você administrar mal, ela fecha. Na prefeitura, cada real mal gasto é dinheiro que deixa de ir para a saúde, para a educação, para a segurança ou para uma obra que a população precisa. 

Na política, às vezes parece que basta anunciar, postar e fazer discurso. Eu penso diferente. Política precisa melhorar a vida das pessoas e o resultado precisa aparecer. 

É essa experiência que quero levar ao Senado: gestão, cobrança, responsabilidade com o dinheiro público e coragem para tomar decisões. Não quero ir a Brasília para ocupar uma cadeira. Quero ir para trabalhar, defender Santa Catarina e entregar resultado. 

 

 

Esperidião Amin 

Pelo Estado – O senhor tem cobrado diretamente a ANTT e Ministério dos Transportes sobre o problema do Morro dos Cavalos. Em quanto tempo acredita que a população terá uma resposta concreta para resolver este trecho e qual seria esta resposta? 

Esperidião Amin – Nós estamos cobrando a partir desta semana que nos deem um cronograma, portanto eu não tenho ainda um cronograma. Sei que o prazo limite pra apresentação do projeto e início da obra, ou pelo menos a ordem de serviço para obra é de 180 dias, é isso que está escrito no que foi acordado lá na ANTT. Agora, não sou eu que estou afirmando. Quero as datas mais próximas. Por exemplo, término das sondagens para atualizar o projeto, apresentação do projeto na ANTT, aprovação e emissão da ordem serviço. Eu ainda não tenho essas datas, tenho apenas o limite delas, mas nem posso garantir que esse limite seja cumprido se eu não tiver as datas intermediárias, exatamente por isso que eu quero um cronograma, a partir do cronograma eu cobro as datas intermediárias e vejo se vai ser em 180 dias, em menos, como eu gostaria, ou desgraçadamente em mais. 

 

Pelo Estado – Santa Catarina é um dos estados que mais arrecada e reclama de receber pouco de volta da União. O senhor defende mudar o pacto federativo? Como? 

Esperidião Amin – Eu defendo, em primeiro lugar, que o governo de Santa Catarina dialogue, debata, converse. Oposição política é uma coisa, responsabilidade, ética da responsabilidade, é outra coisa. É obrigação do Esperidião Amin como senador conversar com quem é de qualquer partido pra conseguir aprovar uma lei. Foi assim que nós conseguimos de volta aquele dinheiro que o então governador Moisés utilizou pra pagar faturas e medidas contra o governo federal em obras como a BR-280, 470, 285 e 163, dialogando, não foi mudando o meu voto ou mostrando que eu tenho razão. Agora, se a política que é a arte de dialogar, de discutir, principalmente com quem pensa diferente não for exercitada, nós vamos ficar apenas lacrando, como se diz, xingando, sem resposta. Eu sou pela política de resultado, e o resultado se obtém mesmo junto a quem pensa diferente de nós, argumentando, apresentando propósito, dialogando, concordando e discordando. Sem negociação nós vamos ser uns grandes reclamadores no deserto. 

 

Pelo Estado – Santa Catarina tem uma das maiores economias industriais do país. Como o Senado pode ajudar a indústria catarinense a competir com produtos importados? 

Esperidião Amin – Santa Catarina tem uma das maiores economias industriais do país. Como o Senado pode ajudar a indústria catarinense a competir com produtos importados? 

A única vez que eu votei a favor da criação de uma taxa, de um imposto foi no caso da taxa da blusinha, porque a competição é desfavorável. Eu não preciso dizer que o per capita nós somos os maiores produtores, os maiores integrantes do plantel da indústria têxtil do Brasil. Então, proporcionalmente quem mais precisa disso é Santa Catarina. Por isso, que eu não posso negar, buscar o equilíbrio da competitividade onerando produtos importados. Raramente teremos que fazer isso, mas nesse caso eu fiz e farei de novo. 

 

 

 

 

 

Lula liga para Trump e contesta justificativas para tarifaço contra o Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (21), para discutir as tarifas impostas ao Brasil, a cooperação contra o crime organizado e conflitos internacionais. A conversa durou 1 hora e 20 minutos.

Lula afirmou que as alegações usadas pelo governo norte-americano para justificar o tarifaço contra o Brasil são infundadas. Segundo o governo brasileiro, as novas tarifas afetam negativamente as economias dos dois países.

Durante a ligação, o presidente brasileiro defendeu a retomada das negociações comerciais bilaterais. Trump, segundo o Palácio do Planalto, concordou sobre a necessidade de preservar os vínculos comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Lula contesta justificativas para as tarifas

A conversa ocorreu na manhã desta sexta-feira e foi classificada pelo Planalto como cordial.

Lula afirmou a Trump que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a adoção das novas tarifas não têm fundamento. Entre os argumentos citados pelo governo norte-americano estão questões relacionadas ao desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual e combate à corrupção.

Também foram mencionados o Pix, o etanol e as importações de produtos associados a trabalho forçado.

O presidente brasileiro sustentou que o diálogo é o melhor caminho para os dois países. Ele também destacou os impactos das tarifas sobre as relações comerciais bilaterais.

Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais e propôs um novo encontro entre as equipes diplomáticas dos dois países para dar continuidade às tratativas.

Presidentes discutem combate ao crime organizado

Outro tema tratado na ligação foi a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.

Lula afirmou que grupos criminosos provocam violência cotidiana, especialmente entre populações mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, ressaltou que essas organizações não devem ser confundidas com grupos terroristas.

O presidente apresentou medidas adotadas pelo Brasil para enfrentar o crime organizado. Entre elas, citou ações de asfixia financeira, que já teriam resultado na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões.

Lula também mencionou a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.

Trump, de acordo com o governo brasileiro, se dispôs a reforçar a cooperação bilateral. O presidente norte-americano afirmou que indicará funcionários de alto escalão para avançar nas tratativas entre os dois países.

Lula e Trump abordam guerras e atuação da ONU

A ligação também tratou de conflitos internacionais, principalmente das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

Os dois presidentes concordaram sobre a necessidade de buscar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que se aproxima de cinco anos de duração.

Trump também apresentou considerações sobre as perspectivas dos Estados Unidos para uma possível resolução do conflito com o Irã.

Durante a conversa, Lula criticou a falta de resultados do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante dos conflitos internacionais.

O presidente brasileiro sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para discutir alternativas diplomáticas.

“Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”, declarou Lula.