sexta-feira, 7 agosto , 2026
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Vinhedos do Monte Agudo transforma vinho e gastronomia em experiência turística na Serra Catarinense

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FOTO UNITVSC Divulgação Notisul

Tempo de leitura: 5 minutos

Mais do que produzir vinhos de altitude, a Vinhedos do Monte Agudo, em São Joaquim, aposta na integração entre gastronomia, turismo e atendimento personalizado para proporcionar experiências aos visitantes. A estratégia tem acompanhado o crescimento do enoturismo na Serra Catarinense e contribuído para consolidar a região como um dos principais destinos brasileiros voltados à cultura do vinho.

O diretor da vinícola e sommelier Leônidas Rojas Ferraz afirma que o empreendimento nasceu da paixão da família pelo universo da vitivinicultura e evoluiu ao longo dos anos acompanhando o desenvolvimento do setor na Serra.

A propriedade foi adquirida em 2004, enquanto o plantio das primeiras mudas ocorreu em 2005. A primeira safra comercial foi colhida em 2008.

“Foi um começo cheio de desafios, mas deu certo”, relembra.

Vinho, gastronomia e turismo caminham juntos

Desde 2013, a Vinhedos do Monte Agudo ampliou sua atuação ao investir em experiências de enogastronomia.

Hoje, a programação inclui degustações orientadas, almoços harmonizados, piqueniques entre os vinhedos, eventos corporativos, casamentos e o tradicional Sunset Wine & Music, que reúne vinho, música ao vivo e gastronomia durante o pôr do sol.

Segundo Leônidas, toda a operação permanece sob gestão familiar.

“Minha tia é a chef de cozinha, minha irmã é enóloga, outra irmã cuida da área comercial e meu pai participa do receptivo. É um projeto construído por toda a família.”

O restaurante da vinícola trabalha com menu degustação renovado mensalmente, valorizando ingredientes típicos da Serra Catarinense, como pinhão, truta, cogumelos e maçã.

Sommelier aproxima o vinho do consumidor

Formado em Engenharia Mecânica, Leônidas decidiu dedicar-se integralmente à vinícola em 2016, quando o crescimento do empreendimento passou a exigir acompanhamento permanente.

Durante a entrevista, ele explicou que o trabalho do sommelier difere da atuação do enólogo.

Enquanto o enólogo conduz todo o processo de elaboração do vinho, do cultivo das uvas ao engarrafamento, o sommelier atua na experiência do consumidor, indicando rótulos, harmonizações e orientando cada cliente conforme suas preferências.

“O enólogo vai da uva até a garrafa. O sommelier vai da garrafa até a mesa.”

Para ele, a escolha do vinho está diretamente ligada ao gosto pessoal.

“O melhor vinho é aquele que a pessoa mais gosta.”

Produção prioriza qualidade e coleciona premiações

A Vinhedos do Monte Agudo produz atualmente entre 20 mil e 30 mil garrafas por ano, distribuídas em dez rótulos elaborados a partir das variedades Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Sauvignon Blanc e Chardonnay.

A vinícola prepara ainda o lançamento de um novo vinho elaborado com Riesling Renano.

Os rótulos integram a Indicação Geográfica dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina e acumulam premiações em concursos nacionais e internacionais.

Entre os destaques está um Chardonnay envelhecido por 14 meses em barricas francesas.

Segundo Leônidas, os barris utilizados no amadurecimento dos vinhos ganham novo uso após o ciclo produtivo, sendo transformados em móveis e elementos da estrutura da própria vinícola.

Turismo impulsiona novos investimentos

Grande parte dos visitantes da Vinhedos do Monte Agudo vem de Santa Catarina, mas a vinícola também recebe turistas de estados como São Paulo e Rio de Janeiro.

Com o crescimento do fluxo turístico, a família já estuda ampliar a estrutura de hospedagem na propriedade.

“A produção acompanha o crescimento das vendas e do turismo. Nosso próximo passo pode ser investir em pousadas, cabanas ou chalés.”

Na avaliação de Leônidas, o fortalecimento do enoturismo beneficia toda a cadeia produtiva da Serra Catarinense.

“O enoturismo em São Joaquim cresce a cada ano e isso fortalece toda a região.”

Esta reportagem faz parte do Estúdio de Inverno 2026, projeto dos veículos UNITVSC, portais Notisul e UNITV de Tubarão, Litoral Sul, NotíciasSC e Destaque Santa Catarina de Criciúma, além das rádios Jovem Pan News de Criciúma, Araranguá e Tubarão.

Horóscopo de hoje: confira a previsão para os 12 signos nesta sexta-feira (7)

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IMAGEM IA Notisul

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As previsões astrológicas para esta sexta-feira (7) são marcadas pela influência de Vênus em Libra e pela necessidade de atenção redobrada ao lidar com reações e impulsos. Confira as orientações para o seu signo.

♈ Áries (21/03 a 20/04)

O dia pede cautela extra com provocações ou contratempos. Respire fundo antes de reagir a impaciências alheias. No trabalho e nas parcerias, a diplomacia será sua maior aliada para evitar atritos desnecessários.

♉ Touro (21/04 a 20/05)

Ajustes práticos na rotina trazem alívio imediato. Evite a tentação de elevar gastos para acompanhar padrões que não cabem no seu orçamento atual. O foco deve estar na segurança material e em acordos transparentes.

♊ Gêmeos (21/05 a 20/06)

O entusiasmo cresce, mas precisa vir acompanhado de estratégia. Aproveite o embalo social para fechar acordos benéficos, mas confira com atenção prazos e condições antes de assumir novos compromissos.

♋ Câncer (21/06 a 21/07)

Questões de moradia ou despesas compartilhadas exigem diálogo franco e divisão justa de responsabilidades. Evite carregar o peso do mundo sozinho; estabelecer limites claros reduz tensões familiares.

♌ Leão (22/07 a 22/08)

Sua capacidade de comunicação ganha destaque e facilita negociações. Aproveite para expor suas ideias com clareza, lembrando que ouvir o outro é tão essencial quanto expressar sua própria vontade.

♍ Virgem (23/08 a 22/09)

O dia direciona o olhar para os recursos financeiros e a forma como você lida com valores. Uma negociação ganha equilíbrio se apresentada com números concretos. Não aceite imposições apenas para manter uma falsa harmonia.

♎ Libra (23/09 a 22/10)

Com Vênus firmado no seu signo, o magnetismo pessoal e a facilidade para harmonizar relações atingem um pico positivo. É um excelente momento para valorizar sua imagem, atrair parcerias sólidas e avançar em projetos criativos.

♏ Escorpião (23/10 a 21/11)

A atuação nos bastidores é altamente favorecida. Prefira observar os movimentos ao seu redor e cuidar de assuntos confidenciais com discrição. Conversas reservadas trarão mais resultados do que exposições públicas.

♐ Sagitário (22/11 a 21/12)

O contato com grupos, amigos e projetos coletivos traz ótimas oportunidades. Uma proposta interessante surge, mas precisará ser avaliada com os pés no chão para não sobrecarregar a sua rotina diária.

♑ Capricórnio (22/12 a 20/01)

Sua dedicação profissional atrai reconhecimento, mas cuidado para não assumir cargas excessivas em troca de validação. Busque acordos sustentáveis que preservem o seu bem-estar físico e mental.

♒ Aquário (21/01 a 19/02)

O desejo de expandir horizontes e buscar novos conhecimentos está em alta. Trocas de ideias com pessoas de fora do seu círculo habitual podem inspirar decisões importantes para o seu futuro.

♓ Peixes (20/02 a 20/03)

O momento pede transparência em assuntos financeiros e parcerias íntimas. Conversas que pareçam delicadas no início serão fundamentais para eliminar incertezas e prevenir desgastes futuros.

Operação Mensageiro: ex-prefeito de Capivari de Baixo é condenado a mais de 13 anos de prisão

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FOTO Mídias Sociais Reprodução Notisul

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Oito réus foram condenados em uma ação penal decorrente da Operação Mensageiro, investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sobre um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos em municípios catarinenses. Os oito réus podem recorrer da sentença em liberdade.

As maiores penas foram impostas a Vicente Corrêa Costa, ex-prefeito de Capivari de Baixo, e Glauco Gazola Zanella, ex-secretário municipal. Cada um recebeu pena de 13 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 53 dias-multa.

O processo tramita no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A ação penal foi proposta pelo MPSC e teve como relatora a desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer. O voto foi assinado eletronicamente em 31 de julho de 2026.

O documento disponibilizado corresponde ao voto da relatora. Ele não apresenta, nas páginas fornecidas, a composição completa do colegiado nem os nomes dos demais julgadores.

Confira as penas aplicadas aos oito condenados

1. Vicente Corrêa Costa

Vicente Corrêa Costa foi condenado por participação em organização criminosa e corrupção passiva, esta reconhecida em continuidade delitiva por dez atos.

A pena foi fixada em:

  • 13 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão;
  • regime inicial fechado;
  • 53 dias-multa, calculados individualmente conforme a decisão.

2. Glauco Gazola Zanella

Glauco Gazola Zanella também foi condenado por participação em organização criminosa e corrupção passiva. No caso dele, a decisão reconheceu nove atos de corrupção em continuidade delitiva.

A pena foi fixada em:

  • 13 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão;
  • regime inicial fechado;
  • 53 dias-multa.

3. Cristiane Ruon dos Santos

Cristiane Ruon dos Santos foi condenada por corrupção ativa, na forma de participação prevista no Código Penal.

A pena foi fixada em:

  • 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão;
  • 10 dias-multa.

A decisão considerou os benefícios estabelecidos em acordo de colaboração premiada homologado pelo TJSC.

4. Altevir Seidel

Altevir Seidel foi condenado por oito atos de corrupção ativa praticados em continuidade delitiva.

A pena foi fixada em:

  • 2 anos, 7 meses e 3 dias de reclusão;
  • 10 dias-multa.

O cumprimento deverá observar as condições do acordo de colaboração premiada.

5. Márcio Pires de Moraes

Márcio Pires de Moraes foi condenado por corrupção ativa, na forma de participação.

A pena foi fixada em:

  • 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão;
  • 10 dias-multa.

Também foram aplicados os benefícios previstos em acordo de colaboração premiada.

6. David do Prado

David do Prado foi condenado por corrupção ativa, na forma de participação.

A pena foi fixada em:

  • 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão;
  • 10 dias-multa.

A forma de cumprimento seguirá o acordo de colaboração premiada homologado.

7. Nerci Kurz

Nerci Kurz foi condenado por dois atos de corrupção ativa em continuidade delitiva.

A pena foi fixada em:

  • 1 ano, 9 meses e 23 dias de reclusão;
  • 10 dias-multa.

A decisão também reconheceu os benefícios da colaboração premiada.

8. Odair José Mannrich

Odair José Mannrich foi condenado por dez atos de corrupção ativa praticados em continuidade delitiva.

A pena foi fixada em:

  • 2 anos, 7 meses e 3 dias de reclusão;
  • 10 dias-multa.

O cumprimento da pena deverá observar as condições estabelecidas no acordo de colaboração.

Decisão determina perda de valores e restrição a cargos públicos

Além das penas de prisão e multa, o voto determinou o perdimento de até R$ 45 mil, valor atribuído ao proveito econômico das infrações reconhecidas contra Vicente Corrêa Costa e Glauco Gazola Zanella.

A responsabilidade foi dividida em partes iguais:

  • R$ 22,5 mil para Vicente;
  • R$ 22,5 mil para Glauco.

O valor deverá ser atualizado. Depois do trânsito em julgado, o Município de Capivari de Baixo deverá ser intimado para fornecer os dados bancários destinados a eventual ressarcimento.

A decisão também decretou, para Vicente e Glauco, a perda de eventual cargo público, se houver, e a interdição para exercer função ou cargo público por oito anos após o cumprimento da pena.

As medidas cautelares diversas da prisão que haviam sido impostas aos dois foram revogadas. A relatora entendeu que, com o encerramento da instrução, não permaneciam os fundamentos que justificavam as restrições.

Processo surgiu das apurações do MPSC

Conforme o voto, a ação penal decorre da Operação Mensageiro, investigação que identificou um esquema estruturado de pagamentos indevidos a agentes públicos em diferentes municípios de Santa Catarina. Dr. Vicente Correa Costa, então prefeito de Capivari de Baixo, tornou-se réu e renunciou ao cargo em julho de 2023.

O documento descreve a existência de um núcleo empresarial e outro formado por agentes públicos. Segundo a acusação do MPSC, valores em dinheiro eram organizados e entregues para favorecer interesses empresariais em contratos e procedimentos administrativos.

No caso de Capivari de Baixo, Vicente e Glauco foram apontados como integrantes do núcleo público. Os demais seis condenados estavam ligados ao pagamento ou à operacionalização das vantagens indevidas.

A denúncia foi julgada parcialmente procedente no voto apresentado pela relatora. Como o documento analisado não contém o acórdão completo nem a certidão do julgamento, a reportagem não atribui unanimidade, placar ou participação a outros desembargadores.

Convenções partidárias homologam 13 candidatos à Presidência da República

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FOTO TSE Divulgação Notisul 

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Com o encerramento do prazo das convenções partidárias, em 5 de agosto, partidos e federações homologaram 13 candidatos para disputar a Presidência da República nas eleições de 2026.

A homologação nas convenções representa uma etapa do processo eleitoral. O registro oficial das candidaturas ainda depende de formalização junto à Justiça Eleitoral.

Candidatos homologados

Os números dos candidatos nas urnas e os nomes homologados nas convenções são:

  • 13 – Luiz Inácio Lula da Silva (PT/Federação FE Brasil)
  • 22 – Flávio Bolsonaro (PL)
  • 55 – Ronaldo Caiado (PSD)
  • 30 – Romeu Zema (Novo)
  • 14 – Renan Santos (Missão)
  • 21 – Edmilson Costa (PCB)
  • 80 – Samara Martins (UP)
  • 16 – Hertz Dias (PSTU)
  • 28 – Leonardo Avalanche (PRTB)
  • 29 – Rui Costa Pimenta (PCO)
  • 35 – Wilson Grassi (Democrata)
  • 27 – Clariana Barão (DC)
  • 70 – Augusto Cury (Avante)

Próximas etapas

Os partidos têm até as 19h do dia 15 de agosto de 2026 para protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de registro das candidaturas e das respectivas chapas, incluindo os candidatos a vice-presidente.

Após o recebimento dos pedidos, a Justiça Eleitoral analisará a documentação apresentada e verificará se cada candidatura atende aos requisitos previstos na legislação eleitoral. Somente após essa etapa os registros poderão ser deferidos ou indeferidos.

Colisão frontal entre carro e carreta deixa motorista ferido na SC-435, em Armazém

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FOTO CBMSC Divulgação Notisul

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Um homem de 68 anos ficou ferido após uma colisão frontal entre um automóvel e uma carreta na tarde desta quinta-feira, na SC-435, na localidade de São Cristóvão, em Armazém.

O acidente foi atendido por equipes do 8º Batalhão de Bombeiro Militar, por meio das viaturas ABTR-70 e ASU-548, acionadas às 13h08.

Motorista foi levado ao hospital

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, a colisão envolveu um Volkswagen Fox, conduzido pelo idoso, e uma carreta Volvo FH, dirigida por um homem de 34 anos.

O motorista do automóvel foi encontrado consciente e orientado. Ele apresentava um corte contuso e suspeita de fratura na face.

Após receber os primeiros atendimentos no local, a vítima foi encaminhada ao Hospital Santo Antônio, em Armazém.

Não há informações sobre ferimentos no condutor da carreta.

Bombeiros sinalizaram a rodovia

Após o atendimento à vítima, as equipes realizaram a limpeza e a sinalização da pista para garantir a segurança dos motoristas até a chegada da Polícia Militar Rodoviária, que assumiu os procedimentos da ocorrência.

Orquestra de Baterias de Florianópolis celebra 13 anos com repertório de Queen a CPM 22

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A Orquestra de Baterias de Florianópolis chega à 13ª edição reunindo cerca de 400 músicos de sete estados brasileiros em um espetáculo que transforma a bateria em protagonista. O evento reúne participantes entre um e 78 anos de idade e apresenta um repertório que passeia por clássicos do rock internacional e sucessos da música brasileira, reforçando a proposta de integração entre diferentes gerações, estilos e níveis de experiência.

Criada em 2013 durante a Maratona Cultural de Florianópolis, a iniciativa se consolidou como um dos maiores encontros de bateristas do país e voltou a reunir músicos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará e Mato Grosso do Sul.

Diversidade marca o encontro

Entre os inscritos deste ano, 120 participam pela primeira vez, enquanto 260 retornam após viverem a experiência em edições anteriores. Há inclusive músicos que nunca deixaram de participar desde a criação da orquestra.

Além da diversidade de idade, o encontro reúne profissionais e iniciantes, bateristas ligados ao rock, heavy metal, gospel, sertanejo, música brasileira e pop. Outro destaque é o crescimento da participação feminina, que já representa quase 30% dos integrantes.

O baterista Thales Stipp, participante há vários anos, destaca que a proposta democrática é um dos principais atrativos.

“O que sempre me fez voltar foi a vibe e o negócio de ser muito democrático. Vai da criancinha de 3, 4 anos até a senhora de 84.”

Segundo ele, o evento também movimenta Florianópolis.

“O impacto cultural é gigantesco. Traz turismo, traz as pessoas para Floripa.”

Projeto transforma bateria em protagonista

O idealizador e um dos regentes da orquestra, Alexei Leão, explica que a proposta nasceu justamente para fazer algo incomum.

“A bateria como protagonista não é comum. Quando esse monte de baterias toca junto, cria uma massa sonora rara. As pessoas sempre se emocionam porque é uma experiência muito forte.”

Segundo Alexei, um dos diferenciais do projeto é permitir que familiares e amigos compartilhem o palco.

“O baterista normalmente toca sozinho dentro de uma banda. A orquestra cria esse momento de tocar junto com um amigo, com a esposa, com o marido, com os filhos. É uma grande confraternização.”

Ao longo de mais de uma década, o encontro passou a receber participantes de diferentes regiões do Brasil e também convidados internacionais, fortalecendo Florianópolis como referência para bateristas.

Repertório reúne clássicos do rock e sucessos nacionais

O espetáculo deste ano apresenta versões para bateria de músicas conhecidas do público, entre elas:

  • Song 2 (Blur);
  • Crazy Little Thing Called Love (Queen);
  • Symphony of Destruction (Megadeth);
  • Highway Star (Deep Purple);
  • Heart-Shaped Box (Nirvana);
  • Tarde de Outubro (CPM 22);
  • Admirável Chip Novo (Pitty);
  • Uprising (Muse);
  • Try (Pink);
  • Levitating (Dua Lipa);
  • How You Remind Me (Nickelback);
  • What’s Up? (4 Non Blondes);
  • Remedy (The Black Crowes);
  • We’re Not Gonna Take It (Twisted Sister).

Um dos destaques será a execução de Acordar, da banda catarinense Um Quarto, valorizando a produção musical local dentro de um repertório que reúne diferentes gerações do rock e da música pop.

Experiência acompanha músicos ao longo da carreira

A trajetória de Thales Stipp ilustra o impacto do projeto. Morador de Florianópolis por 12 anos, ele iniciou a carreira na cena independente da cidade e atualmente integra a banda do cantor Di Ferrero, além de ter apresentação prevista no Rock in Rio em setembro.

Mesmo com a carreira profissional em expansão, o músico continua participando da Orquestra de Baterias.

Para Alexei Leão, essa convivência entre diferentes estilos musicais representa a essência do projeto.

“Tem quem toque pop, gospel, metal, sertanejo, música brasileira. Quando todo mundo toca junto, isso deixa de importar. Vira uma massa sonora unida.”

Serviço

A 13ª Orquestra de Baterias de Florianópolis é realizada pelo Instituto Maratona Cultural, com apoio cultural da Ibagy e Hurbana – Cidade para as Pessoas.

O evento conta com patrocínio da Fundação Franklin Cascaes, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Prefeitura de Florianópolis, além de incentivo da ICRH e Tigre, via Programa Estadual de Incentivo à Cultura.

Enólogo vê potencial para a Serra Catarinense produzir vinhos ainda melhores

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FOTO UNITVSC Divulgação Notisul

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A Serra Catarinense ainda tem espaço para elevar o padrão de qualidade dos seus vinhos. Essa é a avaliação do enólogo Átila Zavarize, responsável pela produção da Vinícola Thera, localizada na Fazenda Bom Retiro, em Bom Retiro. Segundo ele, o conhecimento adquirido a cada safra sobre o terroir e o comportamento das uvas permite uma evolução constante dos rótulos produzidos na região.

“Os nossos melhores vinhos ainda estão por vir. A cada safra adquirimos mais conhecimento sobre o terroir, sobre os vinhedos e sobre o comportamento das uvas. Isso se reflete diretamente na qualidade dos vinhos”, afirma.

Vinícola integra projeto de enoturismo

A Thera faz parte de um empreendimento que reúne hotel boutique, gastronomia, experiências enoturísticas, natureza e um condomínio residencial na Fazenda Bom Retiro.

De acordo com Átila, um dos diferenciais do projeto é permitir que moradores do condomínio acompanhem a elaboração dos próprios vinhos, sempre com orientação técnica da equipe da vinícola.

“Nós deixamos que a pessoa participe das escolhas, mas também orientamos todo o processo para que ela viva essa experiência e produza um vinho do qual tenha orgulho de compartilhar com a família e os amigos.”

O empreendimento também oferece degustações conduzidas por sommeliers, harmonizações, visitas aos vinhedos e experiências voltadas ao contato com a natureza. A propriedade conta ainda com um parque de esculturas em desenvolvimento, reforçando a integração entre vinho, arte e paisagem.

Produção própria garante controle de qualidade

Toda a matéria-prima utilizada na produção dos vinhos é cultivada pela própria vinícola. Para Átila, acompanhar o vinhedo durante todo o ciclo produtivo permite um controle mais preciso sobre a qualidade das uvas.

“Como também sou viticultor, acompanho o vinhedo durante todo o ano. Conheço cada área, cada planta e sei o potencial de cada parcela. Isso nos permite trabalhar com muito mais precisão.”

Atualmente, a Thera possui 28 hectares de vinhedos, com possibilidade de expansão para cerca de 36 hectares. A produção anual varia entre 150 mil e 160 mil garrafas, com limite planejado de aproximadamente 200 mil garrafas.

Segundo o enólogo, a estratégia da empresa não é ampliar indefinidamente a produção, mas preservar o padrão de qualidade dos rótulos.

Hoje, a vinícola produz mais de 20 rótulos, distribuídos entre a linha Ânima, a linha Thera e uma seleção de vinhos ícones, composta por espumantes com envelhecimento sur lie de 36 meses e um Pinot Noir elaborado apenas em safras especiais.

Rosé premiado e reconhecimento nacional

Entre os rótulos de maior destaque está o vinho rosé da vinícola, que conquistou reconhecimento nacional logo nos primeiros anos de produção.

“Na nossa segunda safra, o rosé já foi eleito o melhor rosé do Brasil. Depois disso, voltamos a conquistar esse reconhecimento outras vezes.”

Segundo Átila, o objetivo foi desenvolver um rosé mais elegante e delicado, em um momento em que predominavam no mercado estilos mais intensos.

A vinícola também possui diversos rótulos premiados e integra a Indicação de Procedência dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina.

Vinhos de altitude fortalecem a região

Os vinhedos da Thera estão localizados acima dos 900 metros de altitude, característica que favorece a produção dos chamados vinhos de altitude da Serra Catarinense.

Para Átila, embora os vinhos tintos ainda liderem a preferência do consumidor brasileiro, os brancos e rosés apresentam crescimento consistente.

“O consumo de vinhos brancos e rosés aumenta a cada ano. Já os tintos permanecem mais estáveis, mas o Brasil ainda tem muito espaço para crescer no consumo de vinho.”

Na avaliação do enólogo, a combinação entre clima, altitude e aprendizado acumulado ao longo das safras mantém a Serra Catarinense entre as regiões com maior potencial para a produção de vinhos de alta qualidade no país.

“Cada safra acrescenta um pouco mais de qualidade aos nossos vinhos. É uma construção contínua, e isso é o que mais nos motiva.”

Esta reportagem faz parte do Estúdio de Inverno 2026, projeto dos veículos UNITVSC, portais Notisul e UNITV de Tubarão, Litoral Sul, NotíciasSC e Destaque Santa Catarina de Criciúma, e rádios Jovem Pan News de Criciúma, Araranguá e Tubarão.

Tubarão realiza primeiro mutirão de psicopedagogia para reduzir fila de espera

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Foto: Magnific/PMT Divulgação Notisul

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A Secretaria de Saúde de Tubarão promove neste sábado (8) o primeiro Mutirão de Psicopedagogia do município. A ação será realizada nos períodos da manhã e da tarde, na Policlínica, para atender pacientes que já aguardavam por consultas especializadas no Sistema de Regulação (SISREG).

A iniciativa busca ampliar o acesso ao atendimento especializado, reduzir o tempo de espera e dar mais agilidade à assistência prestada pela rede municipal de saúde.

Pacientes já foram agendados

Os pacientes atendidos nesta primeira edição foram previamente agendados e estão sendo comunicados pelas equipes das unidades de saúde, que repassam as orientações sobre o horário e o local das consultas.

Segundo a Secretaria de Saúde, o mutirão faz parte das ações voltadas ao fortalecimento da atenção especializada e ao aumento da capacidade de atendimento da rede municipal.

Secretaria reforça importância do comparecimento

A secretária de Saúde, Carina Portão, destaca que o comparecimento dos pacientes é essencial para garantir o melhor aproveitamento das vagas disponíveis.

“É fundamental que todos compareçam, pois cada vaga representa uma oportunidade de atendimento para quem aguarda na fila de regulação. Caso o paciente não possa estar presente, a orientação é avisar a unidade de saúde o mais breve possível. Assim, a consulta poderá ser cancelada antecipadamente no SISREG e disponibilizada para outra pessoa, garantindo melhor aproveitamento dos horários e mais eficiência no atendimento”, afirma.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a realização do primeiro mutirão representa mais um avanço na ampliação da atenção especializada, com foco em um atendimento mais ágil, organizado e humanizado para a população.

Serviço

O quê: 1º Mutirão de Psicopedagogia de Tubarão

Quando: Sábado (8), nos períodos da manhã e da tarde

Onde: Policlínica de Tubarão

Público-alvo: Pacientes previamente agendados pelo SISREG

Orientação: Em caso de impossibilidade de comparecimento, o paciente deve comunicar a unidade de saúde com antecedência para que a vaga possa ser disponibilizada a outra pessoa.

Dia D dos Pais leva atrações gratuitas e comércio aberto ao Centro de Tubarão neste sábado

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FOTO PMT Divulgação Notisul

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O Centro de Tubarão recebe neste sábado (8) mais uma edição do Dia D + Sábado em Família, promovido pela CDL Tubarão. A programação será realizada das 9h às 17h, na Avenida Marcolino Martins Cabral, reunindo atrações gratuitas, lazer, gastronomia e comércio aberto em preparação para o Dia dos Pais.

Além da programação especial, as lojas participantes permanecerão abertas até as 17h, oferecendo aos consumidores mais tempo para realizar as compras da data comemorativa.

Programação reúne atrações para todas as idades

Ao longo do dia, moradores e visitantes poderão aproveitar diversas atividades gratuitas voltadas para toda a família.

Entre os destaques estão a Feira da Economia Criativa, praça de alimentação, música ao vivo, área kids, ações de saúde, coleta de lixo eletrônico, exposição de carros da Hot Wheels, apresentação de aeromodelismo e uma exposição de supercarros.

A expectativa é reunir famílias de Tubarão e de municípios da região em um ambiente de lazer, entretenimento e incentivo ao comércio local.

Comércio aposta no movimento para o Dia dos Pais

A ação integra a campanha de Dia dos Pais da CDL Tubarão e busca fortalecer o comércio da cidade em uma das principais datas do calendário varejista.

O Dia D dos Pais é uma realização da CDL Tubarão, com apoio do Sesc, Fecomércio Senac e Prefeitura de Tubarão, produção da Goones Eventos e patrocínio da Serra Geral Internet e Grupo Geração.

Serviço

O quê: Dia D + Sábado em Família

Quando: Sábado (8), das 9h às 17h

Onde: Avenida Marcolino Martins Cabral, Centro de Tubarão

Entrada: Gratuita

Atrações: Música ao vivo, Feira da Economia Criativa, gastronomia, chopp, área kids, ações de saúde, coleta de lixo eletrônico, exposição de carros da Hot Wheels, aeromodelismo e exposição de supercarros.

Comércio: Lojas participantes abertas até as 17h.

Split Payment: quando a simplificação tributária exige empresas financeiramente mais fortes

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IMAGEM Geração IA Notisul

A Reforma Tributária brasileira foi concebida para resolver um problema histórico: um sistema complexo, caro e pouco eficiente. A unificação dos tributos sobre o consumo por meio do IBS e da CBS representa um avanço institucional importante, e poucos especialistas discordam da necessidade dessa modernização.

Entretanto, reformas econômicas raramente produzem apenas vencedores imediatos. Toda mudança redistribui custos, adaptações e riscos. No caso do Split Payment, a maior parte desse esforço tende a recair justamente sobre as pequenas e médias empresas, responsáveis por grande parcela da geração de empregos e da atividade econômica nacional.

O novo mecanismo elimina uma das principais vantagens financeiras existentes no atual modelo tributário: o tempo entre o recebimento da venda e o pagamento dos impostos.

O caixa deixa de financiar a operação

Durante décadas, empresários organizaram seu fluxo financeiro considerando um ciclo relativamente previsível. A empresa recebia pela venda, utilizava esses recursos para manter sua operação e, posteriormente, recolhia os tributos.

Não era apenas uma questão tributária.

Esse intervalo funcionava como uma fonte gratuita de liquidez, especialmente importante para negócios de pequeno porte.

Com o Split Payment, essa lógica muda completamente.

A parcela correspondente ao IBS e à CBS deixa de passar pelo caixa da empresa. O dinheiro segue diretamente para o Fisco no instante em que ocorre a liquidação financeira da venda.

Sob o ponto de vista fiscal, o sistema é mais eficiente.

Sob a perspectiva empresarial, significa trabalhar diariamente com menos recursos disponíveis.

Isso altera indicadores de liquidez, reduz a folga financeira e aumenta a necessidade de planejamento do capital de giro.

A reforma pode aumentar a dependência do crédito

Uma consequência pouco discutida é o provável crescimento da demanda por financiamento bancário.

Empresas que hoje utilizam seu próprio fluxo operacional como instrumento de financiamento passarão a depender mais de capital próprio ou de crédito de curto prazo.

Em um ambiente econômico marcado por juros historicamente elevados e acesso desigual ao crédito, essa mudança merece atenção.

Na prática, parte do financiamento que antes era proporcionado pelo calendário tributário tende a ser substituída por operações financeiras remuneradas.

O custo de adaptação da Reforma Tributária, portanto, poderá ser maior justamente para empresas com menor capacidade de acesso ao sistema financeiro.

A eficiência do sistema dependerá da tecnologia

Outro pressuposto do Split Payment é que todas as informações fiscais circulem em tempo real entre empresas, instituições financeiras e administração tributária.

A teoria é simples.

A prática é significativamente mais complexa.

Pequenos erros de emissão de notas fiscais, problemas de integração entre ERPs, falhas de comunicação ou atrasos tecnológicos podem gerar retenções superiores ao imposto efetivamente devido.

Quando isso acontece, o empresário perde liquidez imediatamente e passa a depender de compensações futuras.

Em outras palavras, a eficiência financeira do novo sistema dependerá diretamente da eficiência tecnológica de milhares de agentes públicos e privados.

Crédito tributário não paga fornecedor

O modelo parte da premissa de que créditos tributários serão automaticamente utilizados para reduzir novas retenções.

Se esse mecanismo funcionar de forma instantânea, o sistema tende a operar com equilíbrio.

Mas qualquer atraso cria um efeito econômico relevante.

A empresa acumula créditos perante o governo enquanto continua precisando pagar salários, fornecedores, energia elétrica e aluguel.

Do ponto de vista contábil, o ativo existe.

Do ponto de vista financeiro, o dinheiro não está disponível.

Essa diferença entre patrimônio e liquidez costuma ser justamente uma das maiores causas de dificuldades financeiras em empresas de pequeno porte.

A nova burocracia será tecnológica

Muito se afirma que a Reforma Tributária reduzirá a burocracia.

Isso é verdadeiro apenas parcialmente.

A emissão de guias, diversas declarações e parte das rotinas fiscais realmente serão simplificadas.

Por outro lado, cresce a necessidade de controles eletrônicos, integração de sistemas, auditoria digital e conciliação financeira.

A burocracia deixa de ser documental para tornar-se tecnológica.

O empresário passará a administrar um ambiente onde cada venda precisará ser conciliada considerando o valor bruto, os descontos financeiros do meio de pagamento e a retenção automática dos tributos.

Essa mudança exigirá equipes mais qualificadas e sistemas mais sofisticados.

Competitividade também depende de adaptação

As grandes empresas tendem a absorver essas mudanças com relativa facilidade.

Possuem departamentos fiscais estruturados, ERPs integrados, equipes de tecnologia e acesso facilitado ao crédito.

Já as PMEs enfrentarão um desafio diferente.

Além de compreender as novas regras, precisarão investir em modernização tecnológica e fortalecer sua gestão financeira.

A adaptação deixa de ser apenas uma obrigação tributária.

Passa a ser uma estratégia de sobrevivência.

O verdadeiro desafio da Reforma

O sucesso do Split Payment não será medido apenas pela arrecadação ou pela redução da evasão fiscal.

Seu êxito dependerá da capacidade de preservar a liquidez das empresas, garantir rapidez na utilização dos créditos tributários e oferecer segurança operacional aos contribuintes.

Se esses elementos funcionarem adequadamente, o novo sistema poderá entregar ganhos expressivos de eficiência.

Caso contrário, existe o risco de transferir para o setor produtivo um custo financeiro que hoje não existe na mesma intensidade.

A Reforma Tributária representa uma oportunidade histórica para simplificar o ambiente de negócios brasileiro. Mas simplificar impostos não significa, necessariamente, simplificar a vida financeira das empresas.

Para as pequenas e médias empresas, o verdadeiro desafio do Split Payment não estará na tributação em si, mas na capacidade de manter o caixa saudável em um modelo no qual o dinheiro circulará de forma muito diferente daquela que o mercado aprendeu a administrar nas últimas décadas.