domingo, 16 agosto , 2026
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Hercílio Luz projeta chegar à Série A do Brasileiro em até sete anos

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FOTO Mídias Sociais Reprodução Notisul

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O Hercílio Luz trabalha com a meta de chegar à Série A do Campeonato Brasileiro em um prazo de seis a sete anos. O planejamento foi apresentado pelo diretor executivo de futebol, Diego Cope, durante entrevista coletiva na sexta-feira (14), no Estádio Aníbal Torres Costa, em Tubarão.

O dirigente também detalhou os próximos passos da SAF. Entre os assuntos estão a reformulação do elenco, a Copa Santa Catarina, a troca do gramado do Aníbal Costa, a construção de um novo estádio e de um centro de treinamento.

Hercílio Luz Série A
FOTO Mídias Siciais Reprodução Notisul

SAF traça caminho do Hercílio Luz até a Série A

Ao falar sobre o planejamento de médio e longo prazo, Cope afirmou que a chegada à principal divisão do futebol nacional faz parte dos objetivos da SAF.

“A médio e longo prazo, sem arrogância, em seis ou sete anos, planejamos estar na Série A do Campeonato Brasileiro. Com isso, a gente precisa que este ano continue sendo uma temporada de vitórias. Com pé no chão, humildade, mas o futebol precisa ser planejado, não pode ser um acidente. O nosso acesso foi planejado desde janeiro, antes do meu anúncio”,

declarou.

Antes de apresentar os próximos objetivos, o executivo agradeceu aos profissionais envolvidos no processo de reconstrução do clube. Também destacou a atuação do presidente da SAF, Vinicius.

Segundo Cope, mesmo sem estar constantemente diante da torcida e da imprensa, o presidente teve participação central na estruturação do projeto.

Copa Santa Catarina é parte do planejamento

No curto prazo, o Hercílio Luz concentra as atenções na Copa Santa Catarina. A competição terá duas funções dentro do planejamento: preparar a equipe para o Campeonato Catarinense e buscar uma vaga na Série D do Brasileiro.

“Encaramos a Copa com dois objetivos: servir como pré-temporada para o Catarinense e buscar a vaga na Série D. A continuidade do projeto e do elenco é importante para sair na frente na questão do entrosamento”,

explicou Cope.

O clube renovou com aproximadamente 65% do elenco. De acordo com o diretor, as novas contratações estão sendo escolhidas de acordo com o modelo de jogo desenvolvido pelo Hercílio Luz.

A tendência é de poucas movimentações adicionais.

“Podem chegar mais duas ou três peças, no máximo. E, quem sabe, uma oportunidade de mercado. Talvez uma peça chegue antes da estreia na Copa Santa Catarina”,

afirmou.

A participação na Copa SC não estava inicialmente prevista no orçamento anual da SAF. Por isso, houve uma adequação financeira. Segundo Cope, a opção será trabalhar com um grupo menor, sem reduzir a qualidade pretendida.

Para o Campeonato Catarinense, a previsão é de investimento maior devido ao nível da competição.

Hercílio Luz negocia permanência de Wagner Coradin

Outro assunto abordado foi a situação de Wagner Coradin. O diretor explicou que a permanência depende de questões contratuais envolvendo o Marília.

“Ele tem vontade de ficar, e a gente está muito perto de um finalmente”,

afirmou.

Já Alan James deverá retornar ao Hercílio Luz depois de encerrar sua participação na competição que disputa pelo CSA.

Segundo Cope, o jogador manifestou o desejo de tentar o acesso pelo clube alagoano antes de voltar ao Leão do Sul.

Aníbal Costa terá troca de gramado

Fora das quatro linhas, uma das principais mudanças previstas envolve o Estádio Aníbal Torres Costa. O Hercílio Luz pretende substituir o gramado, mas ainda avalia qual tecnologia será adotada.

“Vai trocar o gramado do estádio. Só não está definido se será sintético ou natural, ainda estamos em negociação”,

explicou o executivo.

A intervenção poderá afetar os mandos de campo durante a Copa Santa Catarina. O Hercílio Luz deverá estrear em casa, mas ainda não definiu onde disputará as partidas seguintes caso a obra aconteça durante a competição.

O Caravaggio colocou seu estádio à disposição para receber jogos do clube, segundo Cope. Outras possibilidades também estão sendo analisadas.

“Estamos na fase de definição de orçamento e prazo com relação à troca do gramado”,

disse.

Novo estádio e CT fazem parte dos planos

A estrutura física também aparece como ponto importante para sustentar o projeto de chegar à Série A.

Cope afirmou que o Hercílio Luz permanecerá por um período no Aníbal Costa, mas reiterou os planos para construção de um novo estádio.

“O novo estádio vai sair. O CT vai começar a ser construído no mesmo lugar. Não temos prazo ainda, mas, provavelmente, vai sair mais rápido que o estádio”,

afirmou.

Segundo o dirigente, melhorar a infraestrutura será necessário para acompanhar o crescimento esportivo pretendido pela SAF e oferecer condições aos jogadores contratados nas próximas temporadas.

Sócio-torcedor e experiência no estádio

O Hercílio Luz também prepara ações para ampliar a relação com a torcida. Depois da Copa Santa Catarina, o clube pretende lançar um programa de sócio-torcedor com pelo menos três modalidades.

A ideia, segundo o executivo, é transformar os dias de partida em uma experiência que vá além dos 90 minutos.

“O torcedor precisa chegar ao estádio sabendo que o jogo é o evento principal, mas também que ele viva a experiência antes da partida, curta um ‘Hercílio Day’. Tudo voltado para o torcedor que nos ajudou a chegar até aqui”,

declarou.

Categoria de base terá parceria

Na formação de atletas, o planejamento prevê que o trabalho com a categoria Sub-18 seja desenvolvido com um parceiro.

“A ideia é trabalhar o Sub-18 com um parceiro, porque o nosso foco total estará na infraestrutura, no profissional e em atingir a Série A. Não queremos dividir os focos”,

explicou Cope.

O diretor também relembrou a reação da equipe após a derrota para o Fluminense-SC. Segundo ele, o resultado marcou uma mudança de postura do grupo e foi tratado internamente como a “virada de chave” na caminhada para alcançar o objetivo esportivo da temporada.

Com a reconstrução em andamento, o Hercílio Luz agora tenta combinar resultados imediatos com um projeto de longo prazo. A busca pela Série D é o próximo passo esportivo, enquanto a SAF estabelece a Série A do Brasileiro como objetivo para os próximos seis ou sete anos.

Quem é Diego Cope

Diego Cope é executivo de futebol do Hercílio Luz desde fevereiro de 2026 e acumula mais de uma década de experiência na gestão do futebol brasileiro. Antes de chegar ao Leão do Sul, passou por clubes como Boavista-RJ, Marcílio Dias, Votuporanguense, Marília, XV de Piracicaba, Desportivo Brasil e Bragantino. Entre os resultados da carreira, conquistou a Copa Santa Catarina pelo Marcílio Dias e foi vice-campeão da Taça Rio pelo Boavista, campanha que garantiu vagas na Série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Cope também possui formação complementar na área de gestão esportiva, com cursos da Universidade do Futebol, Gestão Master Brunoro e participação na Brasil Futebol Expo, promovida pela CBF em 2019.

Prisões por suspeita de agressão e tráfico marcam plantão da PM na região

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FOTO PMSC Divulgação Notisul

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Duas prisões, uma apreensão de maconha e a fuga de um suspeito estão entre os destaques do plantão da Polícia Militar entre sexta-feira (15) e sábado (16) em Tubarão e Laguna. No período de 24 horas, das 7h às 7h, a corporação atendeu 185 ocorrências e classificou três delas como relevantes.

Os registros ocorreram entre a tarde e a noite de sexta-feira. Os casos envolveram suspeita de lesão corporal contra uma mulher, posse de maconha e suspeita de tráfico de cocaína.

Homem é preso após companheira relatar agressão em Laguna

A primeira ocorrência relevante foi registrada às 14h39, no bairro Portinho, em Laguna.

Segundo a Polícia Militar, uma mulher de 30 anos relatou ter sido agredida com socos pelo companheiro. Ela apresentava uma lesão no rosto durante o atendimento.

O homem, de 40 anos, compareceu ao local enquanto os policiais atendiam a ocorrência e recebeu voz de prisão por suspeita de lesão corporal dolosa.

Os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos decorrentes do caso.

PM apreende maconha no bairro Oficinas

Cerca de meia hora depois, às 15h07, outra ocorrência foi registrada no bairro Oficinas, em Tubarão.

Durante uma abordagem, policiais militares encontraram 4,7 gramas de maconha com um homem de 21 anos.

Conforme a PM, porções da substância estavam nos bolsos do abordado. Também foram encontrados cigarros parcialmente consumidos da mesma substância.

A maconha foi apreendida. A Polícia Militar confeccionou o boletim de ocorrência e um auto de infração administrativa.

O homem permaneceu no local após os procedimentos.

Jovem é preso por suspeita de tráfico em Tubarão

O terceiro caso destacado pela corporação ocorreu às 20h19, no bairro Fábio Silva, em Tubarão.

Um homem de 19 anos foi abordado e preso por suspeita de tráfico de drogas.

Com ele, conforme o boletim da Polícia Militar, foram encontradas duas porções de cocaína, que totalizaram 0,5 grama, além de R$ 39 em dinheiro.

O suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

A Polícia Militar informou ainda que um segundo homem, que estaria envolvido na comercialização da droga, conseguiu fugir. Ele não foi identificado.

PM registrou 185 atendimentos em 24 horas

Os três casos foram classificados pela Polícia Militar como ocorrências relevantes entre as 185 atendidas no período de 24 horas.

O balanço compreende os atendimentos realizados entre as 7h de sexta-feira e as 7h de sábado pelo 8º Comando Regional de Polícia Militar.

Dos três registros destacados no boletim, dois ocorreram em Tubarão e um em Laguna. Duas ocorrências terminaram com prisões.

Casas Bahia fecha loja em Tubarão após 20 anos no Farol Shopping

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FOTO Farol Shopping Reprodução Notisul

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A Casas Bahia encerrou as atividades da loja localizada no Farol Shopping, em Tubarão. A unidade, que acompanhou praticamente toda a história do centro comercial, funcionava no endereço havia 20 anos. O fechamento integra o processo de reestruturação do Grupo Casas Bahia, que já atingiu centenas de lojas e milhares de trabalhadores no país.

Um comunicado sobre o encerramento, a partir do dia 14 de agosto, foi colocado na entrada da unidade. Com o fechamento em Tubarão e o encerramento da loja do Centro de Criciúma, o Sul de Santa Catarina fica sem unidades físicas da rede.

A saída também encerra um capítulo da história do varejo de Tubarão. A Casas Bahia começou a operar no endereço antes mesmo da abertura oficial do Farol Shopping, inaugurado em 26 de outubro de 2006. Para permitir a antecipação da operação da varejista, a loja ganhou acesso externo próprio.

O Farol Shopping completará 20 anos em 26 de outubro de 2026. A data oficial de inauguração do empreendimento é confirmada pelo próprio centro comercial.

Casas Bahia deixam Tubarão após 20 anos
Reprodução Notisul / Pesquisa na Internet aponta fechamento definitivo da loja de Tubarão

Casas Bahia abriu antes do próprio Farol Shopping

A trajetória da unidade chama atenção pela relação com a implantação do primeiro grande shopping regional de Tubarão.

Enquanto o Farol Shopping ainda se preparava para receber oficialmente o público, a Casas Bahia antecipou sua operação. Um acesso externo foi disponibilizado para que os consumidores pudessem entrar diretamente na loja antes da abertura completa do centro comercial.

Com isso, a varejista passou a fazer parte da história do empreendimento desde seus primeiros momentos.

O Farol Shopping abriu oficialmente as portas em 26 de outubro de 2006. Segundo informações institucionais do empreendimento, o complexo foi criado com proposta regional, reunindo comércio, alimentação, lazer e serviços para consumidores de Tubarão e municípios vizinhos.

O encerramento da Casas Bahia ocorre, portanto, poucos meses antes do aniversário de duas décadas do shopping.

Reestruturação fechou 298 lojas no Brasil

O fechamento da Casas Bahia em Tubarão ocorre em meio a uma ampla reestruturação da companhia no Brasil.

Ao todo, 298 lojas foram fechadas no país, número equivalente a quase 30% das unidades físicas que integravam a operação.

Os cortes também atingiram o quadro de funcionários. Cerca de 1,9 mil trabalhadores foram desligados em dois dias após o fechamento das unidades, segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor). A entidade anunciou uma ação coletiva relacionada às demissões.

O movimento faz parte das medidas adotadas pela companhia para reduzir despesas e reorganizar suas operações.

Santa Catarina perde 18 das 23 unidades

O impacto da reestruturação também é significativo em Santa Catarina. Das 23 unidades mantidas anteriormente no estado, 18 tiveram as atividades encerradas.

Com isso, cinco lojas permanecem abertas, conforme os dados levantados: Joinville, Balneário Camboriú, Itajaí, Brusque e Navegantes.

Não foi divulgado um balanço oficial consolidado sobre quantos trabalhadores foram demitidos especificamente em Santa Catarina.

Considerando, porém, uma média estimada entre 15 e 20 trabalhadores por estabelecimento, o fechamento de 18 unidades representa entre 270 e 360 postos de trabalho atingidos.

O cálculo é apenas uma estimativa proporcional e não deve ser interpretado como número oficial de demissões. O quadro de funcionários pode variar de uma loja para outra, além da possibilidade de transferências ou outras formas de remanejamento.

Tubarão e Criciúma ficam sem lojas físicas da rede

Casas Bahia encerra atividades em Criciúma
Reprodução Notisul / Pesquisa revela também o fechamento definitivo da loja de Criciúma

No Sul catarinense, a reestruturação atingiu dois dos principais centros comerciais da região.

Além da unidade do Farol Shopping, em Tubarão, a loja localizada no Centro de Criciúma também encerrou as atividades.

Com os dois fechamentos, a região deixa de contar com lojas físicas das Casas Bahia, dentro dos dados disponíveis sobre a nova configuração da rede em Santa Catarina.

Em Tubarão, o encerramento ganha peso adicional pela longevidade da operação. A loja atravessou praticamente as duas primeiras décadas de funcionamento do Farol Shopping e estava presente desde antes da inauguração oficial do empreendimento.

Agora, às vésperas de o shopping completar 20 anos, o espaço encerra um ciclo iniciado ainda em 2006.

MPC recomenda aprovação das contas de Pescaria Brava, mas aponta restrições

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FOTO PMPB Divulgação Notisul

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O Ministério Público de Contas de Santa Catarina (MPC-SC) recomendou a aprovação das contas da Prefeitura de Pescaria Brava referentes ao exercício de 2025. O parecer conclui que as irregularidades identificadas não possuem gravidade suficiente para comprometer as contas, mas também registra restrições e pede apuração específica de questões relacionadas à transparência e ao atraso na prestação de contas.

A manifestação consta do Parecer MPC/CF/453/2026, no processo PCP 26/00058006. O documento é assinado pela procuradora Cibelly Farias.

A administração do prefeito Henrique Castro de Souza considera a manifestação um marco para o município e afirma ser a primeira recomendação favorável do MPC-SC às contas de um prefeito de Pescaria Brava desde a emancipação.

Município cumpriu limites de Saúde, Educação e pessoal

Entre os pontos favoráveis, o parecer registra que Pescaria Brava encerrou 2025 com superávit de execução orçamentária e superávit financeiro. Também houve variação financeira positiva em relação ao exercício anterior.

O município cumpriu os limites constitucionais e legais avaliados nas áreas de Saúde e Educação.

Na Saúde, a aplicação ficou acima do mínimo de 15% das receitas de impostos e transferências.

Na Educação, o investimento em manutenção e desenvolvimento do ensino superou o mínimo constitucional de 25%.

O parecer também registra cumprimento das exigências relacionadas ao Fundeb, incluindo aplicação mínima de 70% para pagamento dos profissionais da educação básica.

As despesas com pessoal permaneceram abaixo dos limites legais tanto no conjunto do município quanto individualmente nos poderes Executivo e Legislativo. A tabela apresentada pelo próprio MPC nas páginas 4 e 5 registra como “cumpridos” esses indicadores.

Parecer também identifica quatro restrições

Apesar da recomendação pela aprovação, a análise técnica não foi livre de apontamentos.

O relatório registra quatro restrições de ordem legal.

Uma delas envolve R$ 176,7 mil em despesas inscritas em restos a pagar e/ou registradas como despesas de exercícios anteriores com recursos do Fundeb, sem disponibilidade financeira.

Também foram apontados registros indevidos de ativo financeiro em duas fontes de recursos.

As outras duas restrições envolvem transparência fiscal e atraso no envio da prestação de contas.

Na avaliação da transparência, Pescaria Brava deixou de cumprir dois dos 11 critérios essenciais considerados: a divulgação do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO).

O parecer chama atenção ainda para a reincidência do gestor nessa questão e considera necessária a abertura de autos apartados para analisar a impropriedade.

O atraso no encaminhamento da prestação de contas também deverá ser examinado separadamente.

Problemas não foram considerados suficientes para rejeição

Mesmo diante das restrições, o MPC concluiu que não foi identificada impropriedade com gravidade suficiente para comprometer a análise das contas.

Na conclusão, a procuradora manifesta-se expressamente pela emissão de parecer recomendando à Câmara Municipal a aprovação das contas da Prefeitura de Pescaria Brava relativas a 2025.

O órgão também recomenda adequações nas políticas públicas municipais e determina a formação de autos apartados para examinar as questões relacionadas à transparência e ao atraso na prestação de contas.

Portanto, a manifestação favorável não elimina os apontamentos encontrados durante a fiscalização.

Saneamento e Educação também recebem observações

O documento apresenta ainda avaliações sobre políticas públicas.

No saneamento, o MPC registra que Pescaria Brava ainda está abaixo das metas de universalização previstas no marco legal para abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto.

Na Educação, foram identificadas metas ainda não atingidas relacionadas ao atendimento em creches, pré-escola e universalização do ensino fundamental.

Já o Plano Municipal de Saúde aparece como aprovado na avaliação considerada pelo órgão.

Diante desses indicadores, o MPC recomenda que a Prefeitura faça as adequações necessárias para atender aos aspectos avaliados nas políticas públicas municipais.

Prefeito destaca resultado da análise

Para o prefeito Henrique Castro, a recomendação representa o reconhecimento do trabalho realizado pela equipe municipal.

“Não poderia ter recebido um presente melhor. A gente trabalha todos os dias com muita responsabilidade, transparência e respeito pelo dinheiro público”,

declarou.

A manifestação foi disponibilizada no dia 5 de agosto, data do aniversário do prefeito.

“É um momento histórico para Pescaria Brava. Desde que o município existe, é a primeira vez que temos uma recomendação dessa natureza do Ministério Público de Contas”,

afirmou Henrique.

O prefeito atribuiu o resultado à administração municipal e aos servidores.

“Esse não é um resultado apenas do prefeito. É da gestão Henrique e Janaína e de toda uma equipe que trabalha diariamente para fazer uma gestão séria, responsável e comprometida com a população”,

completou.

Processo ainda não está encerrado

A recomendação do Ministério Público de Contas não representa o julgamento definitivo das contas.

O parecer integra o processo de controle externo e recomenda à Câmara Municipal a aprovação das contas referentes a 2025.

Ao mesmo tempo, permanecem as recomendações para correção dos problemas encontrados e a determinação para abertura de procedimentos específicos sobre as impropriedades relacionadas à transparência e ao atraso na prestação de contas.

Assim, o resultado representa uma manifestação favorável à aprovação, mas acompanhada de ressalvas que deverão continuar sob acompanhamento dos órgãos de controle.

Capivari de Baixo prepara moradores para agir em emergências climáticas

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IMAGEM PMCB Divulgação Notisul

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Moradores dos bairros Ilhotinha e Centro, em Capivari de Baixo, terão dois encontros na próxima semana para aprender como agir diante de enchentes, vendavais, deslizamentos e outras situações de emergência. As reuniões integram o projeto Social + Perto de Você – Guardiões da Comunidade e ocorrem na segunda (17) e terça-feira (18), às 19h30.

A iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil percorre as comunidades para ampliar a prevenção e preparar moradores para situações que possam colocar famílias em risco.

Os encontros também vão explicar como funciona a rede municipal de proteção e qual é o papel dos órgãos públicos durante eventos adversos.

Ilhotinha recebe primeira reunião na segunda-feira

A primeira atividade da próxima semana será no bairro Ilhotinha, na segunda-feira (17).

A reunião começa às 19h30, na Associação de Moradores do bairro.

Na terça-feira (18), também às 19h30, será a vez dos moradores do Centro. O encontro ocorrerá na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, na Rua Gonçalves Dias, 251.

A proposta é aproximar a população das equipes responsáveis pela resposta municipal e criar uma rede de moradores preparados para colaborar quando houver necessidade.

Bairros terão núcleos de voluntários

Além das orientações sobre prevenção, o projeto pretende identificar moradores interessados em atuar voluntariamente durante situações de emergência.

Os participantes poderão receber capacitações sobre primeiros socorros e atendimento inicial à população.

O programa também aborda a organização de abrigos temporários e a logística necessária para receber, separar e distribuir donativos.

Outro objetivo é esclarecer as responsabilidades de cada órgão público durante a resposta a um desastre.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Capivari de Baixo, Adam Dutra, a intenção é formar uma estrutura de voluntários nos bairros.

“Todo o bairro terá um núcleo de voluntários e, através de parceria com a Defesa Civil do Estado, haverá oportunidade de capacitação destas pessoas para atuarem quando necessário”,

explica.

Assistência Social orienta sobre abrigos e donativos

A Secretaria de Desenvolvimento Social participa do projeto principalmente nas questões relacionadas ao acolhimento das famílias.

Em situações mais graves, moradores podem precisar deixar temporariamente suas casas. Dependendo das consequências da ocorrência, o afastamento também pode se prolongar.

A secretária de Desenvolvimento Social, Thayse Izidro, destaca que a Assistência Social também atua na organização dos abrigos e dos donativos.

“O setor de Assistência Social do município participa desta iniciativa com o intuito de atuar, caso necessário, no acolhimento destas pessoas, que muitas vezes precisam deixar seus lares temporária ou definitivamente”,

afirma.

Segundo ela, a área também desempenha papel importante na gestão dos donativos destinados às famílias atingidas.

Projeto busca preparar população antes das emergências

A proposta do Guardiões da Comunidade é desenvolver a preparação antes que uma ocorrência grave aconteça.

O prefeito Claudir Bitencourt afirma que a participação dos moradores é importante para melhorar a resposta diante de eventos climáticos.

“Precisamos envolver a comunidade para que todos possam saber como proceder em situações de emergências climáticas”,

declara.

Além de enchentes, a iniciativa trabalha a preparação para vendavais, deslizamentos e outras ocorrências capazes de provocar danos e deixar famílias em situação de vulnerabilidade.

Serviço

Ilhotinha
Data: segunda-feira, 17 de agosto
Horário: 19h30
Local: Associação de Moradores do bairro Ilhotinha

Centro
Data: terça-feira, 18 de agosto
Horário: 19h30
Local: Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 251, Centro
Horário: 19h30

Operação prende dois suspeitos de exigir mais de R$ 100 mil de vítima em Meleiro

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FOTO PCSC Divulgação Notisul

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Dois investigados por suspeita de extorsão foram presos preventivamente na manhã deste sábado (15), em Meleiro, no Sul de Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, eles teriam ameaçado uma vítima e exigido o pagamento de mais de R$ 100 mil.

As prisões ocorreram durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar de Santa Catarina. Além dos dois mandados de prisão preventiva, as equipes cumpriram mandados de busca e apreensão.

Investigados teriam ameaçado vítima

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Meleiro.

Conforme as informações divulgadas pela polícia, os dois investigados são suspeitos da prática do crime de extorsão.

A apuração aponta que a vítima teria sido ameaçada pelos suspeitos. Eles teriam exigido mais de R$ 100 mil como parte da ação investigada.

Outros detalhes sobre as circunstâncias das ameaças, a identidade da vítima e a origem da cobrança não foram divulgados.

Polícia também cumpriu mandados de busca

Durante a operação deste sábado, as forças de segurança também deram cumprimento a mandados de busca e apreensão relacionados à investigação.

Não foram informados quais materiais foram eventualmente recolhidos durante as buscas.

Após o cumprimento das ordens judiciais, os dois investigados foram encaminhados ao sistema prisional.

Eles permanecem à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil de Meleiro dá continuidade à investigação.

Solidariedade à mesa: evento reúne 14 cozinhas e celebra 60 anos da Apae de Tubarão

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Solidariedade, gastronomia e integração marcaram a 19ª edição do “Lugar de Homem é na Cozinha”, realizada na noite de quinta-feira (13), no Parque Diamante +Energia, em Capivari de Baixo. O tradicional jantar beneficente reuniu 14 cozinhas voluntárias para arrecadar recursos destinados à Apae de Tubarão, que celebra 60 anos em 2026.

Empresas, entidades e lideranças da região formaram as equipes responsáveis pelos pratos. As receitas foram mantidas em segredo até o jantar, uma das características tradicionais do evento.

A jornalista Aline Araújo comandou o cerimonial da noite.

Evento ajuda a financiar necessidades da Apae de Tubarão

O “Lugar de Homem é na Cozinha” é considerado a principal ação de arrecadação promovida pela Apae de Tubarão.

Os ingressos foram comercializados por R$ 170. Os recursos obtidos são destinados a despesas e investimentos da instituição que não possuem cobertura de verbas públicas.

Entre as necessidades estão melhorias na frota de ônibus, manutenção da estrutura física e aquisição de equipamentos especializados para os serviços prestados pela entidade.

A expectativa para a 19ª edição era superar o resultado obtido em 2025, quando aproximadamente R$ 92 mil foram arrecadados.

O valor final obtido na edição de 2026 ainda não foi informado.

Lugar de Homem é na Cozinha
FOTO Notisul

Jantar também celebra os 60 anos da Apae

A edição deste ano teve um significado especial para a instituição. O evento integra as comemorações pelos 60 anos de atuação da Apae de Tubarão.

Para o presidente da entidade, Marciano Michels, a mobilização demonstra a solidariedade da comunidade de Tubarão e dos municípios da região.

Segundo Michels, o apoio é necessário para garantir recursos que permitam à Apae aprimorar projetos, ampliar a qualidade dos serviços e manter o atendimento às pessoas que necessitam do trabalho da instituição.

A participação das 14 cozinhas também reforçou o caráter comunitário do jantar. Os grupos doaram os pratos preparados para a noite, contribuindo diretamente com a ação beneficente.

Notisul retorna ao evento que ajudou a criar

Lugar de Homem é na Cozinha 2026
FOTO Notisul traz Dura, Daniel, Fernando Henrique e Bruno

A 19ª edição também marcou o retorno do Notisul às cozinhas do evento.

O portal participou da criação do “Lugar de Homem é na Cozinha” e posteriormente doou a iniciativa para que a Apae de Tubarão assumisse sua condução e gestão.

Neste ano, a equipe do Notisul preparou filé em tiras acompanhado de arroz com pimentões e lascas de bacon.

O prato foi elaborado pelos chefs Dura, Daniel Beltrame e Bruno Possidonio, com a participação do empresário Fernando Henrique Teixeira da Silva.

A receita do Scatola Restaurante esteve entre as atrações gastronômicas da noite e marcou a retomada da participação do portal no evento.

Gastronomia mobiliza comunidade em favor da instituição

Ao longo de 19 edições, o jantar transformou a gastronomia em instrumento de mobilização em benefício da Apae.

Além da arrecadação financeira, a proposta aproxima empresas, profissionais, entidades e moradores do trabalho realizado pela instituição.

Em 2026, essa mobilização ganhou simbolismo adicional pelos 60 anos da Apae de Tubarão.

O encontro reforçou uma trajetória que une voluntariado e participação da comunidade para ajudar a manter e aprimorar serviços oferecidos pela entidade.

Horóscopo deste sábado 15: equilíbrio e boas conexões marcam o dia

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IMAGEM IA Notisul

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O horóscopo deste sábado (15) aponta um dia favorável às conexões, às conversas e à busca por equilíbrio nas relações. O momento pede sabedoria nas trocas sociais e atenção para conciliar ambição, responsabilidades e leveza.

Para alguns signos, o sábado favorece projetos e novas ideias. Para outros, o conselho é controlar gastos, evitar conflitos desnecessários e dedicar mais atenção aos relacionamentos.

Confira a previsão para cada signo:

♈ Áries (21/03 a 20/04)

O dia traz maior sintonia nas relações e favorece momentos leves. Use sua presença para estimular boas experiências com quem está ao redor. Apenas tenha cuidado para não colocar somente os próprios desejos no centro das decisões ou demonstrar insensibilidade diante das necessidades alheias.

♉ Touro (21/04 a 20/05)

O sábado favorece a convivência com amigos e estimula a criatividade. Nas decisões coletivas, procure soluções capazes de beneficiar todos os envolvidos. Assuntos financeiros exigem atenção para evitar que diferenças de opinião acabem provocando atritos.

♊ Gêmeos (21/05 a 20/06)

Boas oportunidades podem surgir ao seu redor. Evite gastar energia com preocupações repetitivas ou conversas que não avançam. No trabalho e nos projetos pessoais, organização e clareza nas informações serão importantes para aproveitar melhor o momento.

♋ Câncer (21/06 a 22/07)

Flexibilidade será importante nos relacionamentos neste sábado. Escute antes de tirar conclusões e procure reconhecer também o valor do próprio esforço. Uma postura madura pode ajudar a alinhar expectativas e evitar desentendimentos com pessoas próximas.

♌ Leão (23/07 a 22/08)

Conversas estimulantes, novas ideias e aprendizados ganham espaço. É um bom momento para compartilhar conhecimentos e ouvir perspectivas diferentes. Apenas evite transformar divergências de opinião em disputas desnecessárias.

♍ Virgem (23/08 a 22/09)

O sábado favorece uma revisão dos gastos e daqueles pequenos hábitos da rotina que podem estar consumindo recursos sem necessidade. Nas relações pessoais, demonstre afeto, mas evite assumir compromissos financeiros ou tomar decisões importantes por impulso.

♎ Libra (23/09 a 22/10)

A confiança pessoal ganha força e pode ajudar você a defender objetivos e colocar planos em movimento. No amor, equilíbrio será fundamental. Evite disputas por controle ou espaço e valorize relações nas quais exista respeito pela individualidade.

♏ Escorpião (23/10 a 21/11)

A proximidade emocional tende a aumentar, mas será importante respeitar seus próprios limites físicos e mentais. Liderança e capacidade de decisão estarão em evidência. Use essas características com equilíbrio e avalie as consequências antes de fazer escolhas.

♐ Sagitário (22/11 a 21/12)

Planos para o futuro e ideias mais ousadas ganham força. Confie na percepção sobre os próximos passos, mas transforme entusiasmo em planejamento. Organizar datas, prioridades e prazos pode evitar dispersão e ajudar os projetos a avançarem.

♑ Capricórnio (22/12 a 20/01)

Não permita que o receio do julgamento alheio impeça você de colocar boas ideias em prática. Concentre energia no que realmente importa. O sábado também favorece a revisão das despesas e a divisão de responsabilidades que não precisam ficar somente sob seu controle.

♒ Aquário (21/01 a 19/02)

Parcerias sinceras e produtivas ganham destaque. Aproveite o sábado para perceber quais conversas e relações realmente acrescentam algo à sua vida. Encerrar discussões improdutivas pode abrir espaço para novas trocas e projetos mais interessantes.

♓ Peixes (20/02 a 20/03)

O momento favorece a resolução tranquila de tarefas e pendências. Evite deixar para depois aquilo que pode ser concluído agora. No amor e nas amizades, valorize o acolhimento e a proximidade sem abrir mão da sua independência.

Arrecadar mais não resolve o descontrole dos gastos públicos

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O Brasil vive uma contradição que deveria ocupar o centro do debate econômico. A arrecadação federal alcança valores elevados, mas o governo continua enfrentando dificuldades para financiar despesas e cumprir as próprias regras fiscais. Se entra mais dinheiro e ainda assim falta espaço no Orçamento, é necessário discutir não apenas quanto o Estado arrecada, mas principalmente quanto, onde e como gasta.

Uma nota técnica da Consultoria de Orçamento do Senado Federal ajuda a dimensionar o problema em 2026. A análise aponta uma insuficiência de R$ 105,5 bilhões para cobrir o conjunto de despesas não obrigatórias considerado no estudo.

São R$ 330,9 bilhões em compromissos diante de um limite de desembolso de R$ 225,4 bilhões. A diferença corresponde a 31,9% do montante analisado.

O número é expressivo por si só. Torna-se ainda mais relevante quando observado ao lado de uma arrecadação federal elevada.

O contribuinte não pode ser sempre a solução

Quando as contas públicas ficam pressionadas, aumentar receitas costuma aparecer como uma das primeiras alternativas.

Na prática, porém, receita pública não surge espontaneamente. Ela vem da sociedade.

Impostos sobre consumo chegam às famílias por meio dos preços. Tributos sobre empresas afetam custos, investimentos e competitividade. Impostos sobre renda reduzem a parcela dos recursos que permanece com trabalhadores e empreendedores.

Mesmo quando determinado tributo é formalmente pago por uma empresa, parte do custo pode ser incorporada aos preços, reduzir margens ou limitar investimentos.

Por isso, comemorar recordes de arrecadação sem discutir a qualidade do gasto público apresenta apenas metade da equação.

Para o Estado, arrecadação é receita. Para quem produz, trabalha e consome, é dinheiro retirado da economia privada para financiar as funções públicas.

A questão fundamental é saber se esses recursos estão sendo utilizados com eficiência.

Mais receita não substitui controle das despesas

Nenhum país administra suas contas públicas apenas aumentando receitas indefinidamente.

Existe um limite econômico para a capacidade de transferir recursos de famílias e empresas para o Estado sem produzir consequências.

Quanto maior a carga sobre a atividade econômica, maior pode ser o impacto sobre consumo, investimento, contratação e competitividade.

O equilíbrio fiscal sustentável exige atuação também sobre o outro lado da conta: a despesa.

Isso significa avaliar programas, eliminar desperdícios, estabelecer prioridades, revisar estruturas ineficientes e medir resultados.

Controle de gastos não significa simplesmente cortar serviços essenciais.

Ao contrário. Uma administração eficiente deveria justamente proteger Saúde, Educação, Segurança e investimentos relevantes, reduzindo despesas de menor retorno social e melhorando a produtividade do dinheiro público.

R$ 105,5 bilhões revelam um problema estrutural

A insuficiência apontada pela Consultoria do Senado não pode ser interpretada como simples falta de arrecadação.

Grande parte do Orçamento brasileiro está comprometida com despesas obrigatórias.

Previdência, pessoal, benefícios e outras obrigações determinadas pela Constituição ou pela legislação reduzem a capacidade de administração dos recursos.

Quando essas despesas crescem, sobra menos espaço para investimentos e custeio.

O resultado é paradoxal: o Estado pode arrecadar mais e continuar com dificuldade para financiar aquilo que não está protegido por regras de execução obrigatória.

É nesse ponto que o debate sobre responsabilidade fiscal precisa superar a discussão simplificada entre “arrecadar mais” ou “gastar menos”.

O Brasil precisa gastar melhor.

Empresas também pagam a conta da incerteza fiscal

O impacto das contas públicas não termina no pagamento dos impostos.

Empresas precisam decidir se ampliam fábricas, contratam trabalhadores, compram equipamentos ou desenvolvem novos projetos olhando também para as condições econômicas futuras.

Quando cresce a percepção de risco fiscal, aumenta a incerteza.

E uma economia com incerteza elevada tende a exigir juros maiores para compensar riscos.

Juros altos encarecem crédito imobiliário, financiamento de veículos, capital de giro e investimentos empresariais.

Assim, o desequilíbrio das contas públicas pode chegar à população por diferentes caminhos: tributação, inflação, juros, menor investimento e crescimento econômico mais fraco.

Para Santa Catarina, onde pequenas e médias empresas têm presença relevante na economia, esse ambiente também importa.

Indústria, comércio, serviços e agronegócio dependem de crédito, previsibilidade e capacidade de investimento.

Emendas e fundos também precisam fazer parte do debate

O Orçamento de 2026 prevê aproximadamente R$ 61 bilhões relacionados a emendas parlamentares.

Há ainda quase R$ 5 bilhões destinados ao Fundo Eleitoral, além dos recursos do Fundo Partidário.

Essas despesas seguem regras próprias. Parte das emendas possui execução obrigatória e financia serviços e investimentos importantes nos municípios.

Seria tecnicamente incorreto afirmar que bastaria cancelar essas rubricas para resolver automaticamente a insuficiência apontada pelo Senado.

Isso não significa, contudo, que devam ficar fora do debate sobre prioridades.

Em um cenário de restrição fiscal, todo gasto público precisa ser submetido a critérios de transparência, necessidade, eficiência e resultado.

Essa cobrança deve valer para ministérios, Congresso, Judiciário, fundos públicos, empresas estatais e qualquer estrutura financiada pelo contribuinte.

Responsabilidade fiscal não deveria depender de quem controla determinada parcela do Orçamento.

A saída não pode ser simplesmente criar outra receita

Há uma tentação recorrente no poder público: diante de uma despesa crescente, buscar uma nova fonte de arrecadação.

O problema dessa lógica é que ela posterga reformas.

Se cada aumento permanente de gasto for acompanhado por uma tentativa de arrecadar mais, o Estado não recebe incentivo suficiente para revisar suas próprias despesas.

A sociedade, por outro lado, enfrenta uma transferência crescente de recursos para sustentar uma estrutura que também precisa demonstrar eficiência.

Uma política fiscal equilibrada exige escolhas.

Nem todo programa precisa continuar indefinidamente. Nem toda estrutura precisa crescer. Nem toda despesa aprovada no passado precisa permanecer intocável no futuro.

Governar também significa estabelecer prioridades.

O debate precisa começar pelo resultado entregue à sociedade

A discussão sobre contas públicas frequentemente se transforma em uma disputa de números bilionários que parecem distantes da vida cotidiana.

Mas a pergunta pode ser muito mais simples.

Quanto o cidadão entrega ao Estado e o que recebe em troca?

Uma sociedade pode aceitar financiar serviços públicos robustos quando percebe qualidade, eficiência e resultados.

O problema aparece quando a arrecadação cresce, a carga permanece elevada e, mesmo assim, faltam recursos para investimentos e serviços considerados prioritários.

Os R$ 105,5 bilhões apontados pela Consultoria de Orçamento do Senado deveriam servir como alerta.

O Brasil não pode depender permanentemente de arrecadar mais para acomodar despesas crescentes.

Antes de buscar novamente o bolso do contribuinte, o poder público precisa demonstrar que fez dentro de casa aquilo que exige de qualquer família ou empresa: estabelecer prioridades, eliminar desperdícios, controlar despesas e gastar dentro de limites sustentáveis.

Responsabilidade fiscal não é uma defesa de menos Estado ou de mais Estado.

É a exigência de que o Estado consiga financiar suas responsabilidades sem transformar trabalhadores, consumidores e empresas em uma fonte aparentemente inesgotável de recursos.

Por que faltam R$ 105,5 bilhões para despesas no Orçamento de 2026?

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Uma diferença de R$ 105,5 bilhões entre despesas não obrigatórias e o limite disponível para desembolsos pressiona a execução do Orçamento federal em 2026. O cálculo consta de nota técnica da Consultoria de Orçamento do Senado Federal e ajuda a explicar por que ministérios enfrentam restrições mesmo em um período de arrecadação elevada.

A conta considera R$ 330,9 bilhões em compromissos. São R$ 226,3 bilhões referentes ao orçamento anual e cerca de R$ 104 bilhões em restos a pagar, nome dado a despesas assumidas em exercícios anteriores e transferidas para pagamento nos anos seguintes.

O limite de desembolso considerado é de R$ 225,4 bilhões. Isso deixa R$ 105,5 bilhões sem cobertura dentro do montante analisado, o equivalente a 31,9%.

A restrição recai sobre uma parcela importante para o funcionamento do governo: as chamadas despesas discricionárias.

O que são despesas discricionárias?

Diferentemente dos gastos obrigatórios, as despesas discricionárias são aquelas nas quais existe maior margem de decisão sobre a execução.

É com esses recursos que o governo financia parte dos investimentos, manutenção de órgãos, funcionamento de serviços, obras e diferentes programas dos ministérios.

Do outro lado estão as despesas obrigatórias.

Benefícios previdenciários, salários e outras obrigações determinadas pela Constituição ou pela legislação não podem ser reduzidos livremente quando o governo precisa adequar as contas às regras fiscais.

Na prática, quanto maior o peso das despesas obrigatórias, menor fica a parcela disponível para ajustes.

É sobre essa fatia mais flexível que bloqueios, contingenciamentos e limites de pagamento tendem a exercer maior pressão.

Como pode faltar dinheiro com arrecadação em alta?

A aparente contradição entre arrecadação elevada e falta de espaço no Orçamento está relacionada à forma como as despesas públicas estão estruturadas.

A União pode arrecadar mais e, ao mesmo tempo, continuar com pouca margem para ampliar investimentos e custeio.

Isso ocorre porque uma parcela expressiva da receita já está comprometida com obrigações existentes.

Algumas despesas também crescem automaticamente por estarem relacionadas à inflação, ao salário mínimo ou a regras constitucionais e legais.

Há ainda os compromissos acumulados de exercícios anteriores.

No cálculo apresentado pela Consultoria do Senado, aproximadamente R$ 104 bilhões correspondem justamente a restos a pagar.

Assim, o crescimento da arrecadação não significa que toda receita adicional esteja disponível para novas despesas.

Saúde, Educação e Cidades sentem pressão sobre orçamento

A limitação ganha impacto direto sobre a administração pública porque ministérios com grandes estruturas e programas nacionais dependem de despesas discricionárias para executar parte das políticas.

Saúde, Educação e Cidades estão entre as pastas apontadas como mais afetadas pelas restrições.

Isso não significa que os recursos dessas áreas tenham sido integralmente bloqueados.

Também não significa que despesas obrigatórias, pisos constitucionais ou transferências protegidas por regras específicas deixem automaticamente de ser pagas.

A pressão ocorre sobre a parcela do orçamento sujeita à programação financeira do governo.

O Ministério do Planejamento e Orçamento informou que os limites e bloqueios não são necessariamente definitivos. Os valores podem ser alterados conforme as revisões das receitas e despesas realizadas durante o ano.

O que Santa Catarina tem a ver com a restrição?

Embora o problema esteja nas contas da União, a execução do Orçamento federal alcança todas as regiões brasileiras.

Santa Catarina recebe recursos da União por meio de programas, transferências, convênios, obras e investimentos executados pelos ministérios.

Municípios catarinenses também dependem de diferentes repasses federais para complementar políticas públicas.

Por isso, restrições nas despesas discricionárias podem afetar o ritmo de determinadas ações nos estados.

Não é possível, porém, concluir que Santa Catarina perderá uma parcela específica dos R$ 105,5 bilhões.

O efeito precisa ser identificado conforme cada programa, ministério e modalidade de transferência.

Emendas parlamentares somam cerca de R$ 61 bilhões

Outro componente que chama atenção no Orçamento de 2026 é o volume destinado às emendas parlamentares.

O montante relacionado a essas programações chega a aproximadamente R$ 61 bilhões.

As emendas impositivas representam cerca de R$ 37,8 bilhões. Dentro desse grupo, aproximadamente R$ 26,6 bilhões correspondem às emendas individuais de deputados e senadores e R$ 11,2 bilhões às bancadas estaduais.

As emendas de comissão somam outros R$ 12,1 bilhões.

Há ainda cerca de R$ 11,1 bilhões relacionados a outras programações e projetos incorporados às despesas.

Emendas parlamentares podem financiar investimentos, equipamentos, obras e serviços nos estados e municípios.

Parte delas possui execução obrigatória por determinação constitucional. Portanto, não se trata simplesmente de retirar R$ 61 bilhões das emendas para cobrir a insuficiência de R$ 105,5 bilhões.

A comparação ajuda, entretanto, a mostrar como diferentes parcelas do Orçamento possuem graus distintos de proteção e flexibilidade.

Fundo Eleitoral chega a quase R$ 5 bilhões

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha também integra as despesas previstas para 2026, ano de eleições gerais no Brasil.

O montante reservado é de aproximadamente R$ 4,96 bilhões.

O dinheiro é destinado ao financiamento das campanhas eleitorais e distribuído aos partidos conforme critérios estabelecidos pela legislação.

Existe ainda o Fundo Partidário, utilizado para financiar as atividades regulares das legendas.

Somados, os dois mecanismos representam mais de R$ 6 bilhões em financiamento público destinado ao sistema político-partidário no ano eleitoral.

Assim como ocorre com as emendas, são despesas submetidas a regras próprias. A existência desses recursos não significa que eles possam ser automaticamente transferidos para Saúde, Educação ou outras áreas.

Problema revela rigidez do Orçamento brasileiro

Mais do que uma simples diferença entre receitas e despesas, os R$ 105,5 bilhões apontados pela Consultoria do Senado revelam a dificuldade do governo em administrar uma parcela cada vez mais restrita do Orçamento.

Quando despesas obrigatórias aumentam, o ajuste necessário para respeitar os limites fiscais fica concentrado nos gastos sobre os quais existe maior liberdade de decisão.

É justamente nessa parcela que estão muitos investimentos e despesas necessárias ao funcionamento cotidiano dos ministérios.

O cenário ainda pode mudar ao longo de 2026.

Revisões da arrecadação, comportamento das despesas e novas avaliações fiscais podem permitir liberação ou exigir novas restrições.

Para estados como Santa Catarina, o impacto concreto dependerá de quais programas e investimentos federais terão recursos efetivamente disponibilizados até o fim do exercício.

Os números do Orçamento de 2026

Despesas consideradas pela análise: R$ 330,9 bilhões

Orçamento do exercício: R$ 226,3 bilhões

Restos a pagar: cerca de R$ 104 bilhões

Limite disponível para desembolso: R$ 225,4 bilhões

Insuficiência apontada: R$ 105,5 bilhões

Percentual sem cobertura: 31,9%

Emendas parlamentares: aproximadamente R$ 61 bilhões

Emendas impositivas: R$ 37,8 bilhões

Emendas individuais: R$ 26,6 bilhões

Emendas de bancada: R$ 11,2 bilhões

Emendas de comissão: R$ 12,1 bilhões

Fundo Eleitoral: aproximadamente R$ 4,96 bilhões