segunda-feira, 1 junho , 2026
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Tentativa de agressão: Ex-aluno ameaça diretora de escola

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Maycon Vianna
Tubarão

Um ex-aluno de 16 anos do Escola Básica Professor Noé Abatti, localizado no bairro Andrino, foi protagonista de uma grande confusão que envolveu alunos, policiais militares e funcionários da instituição de ensino. Segundo a diretora, Edmar Nunes de Medeiros, o jovem estava escondido em cima de uma árvore no pátio da escola e tentou entrar na aula de educação física.

“Ele não precisava esconder-se. Foi um fato isolado na manhã de hoje (ontem). Quando tentamos retirá-lo do colégio, ele veio com ameaças de que estragaria o meu carro e quase quebrou uma das portas de vidro com um tapa”, relata Edmar.
A PM foi acionada para apreender o ex-aluno por perturbação do sossego. Ele ainda tentou fugir do local com a bicicleta de um aluno. “O rapaz cismou que um funcionário da escola tinha pego a bicicleta dele. Mas ninguém fez isso, então, acionamos os policiais militares”, ressalta a diretora.

Um policial militar que atendeu a ocorrência reclama que houve desacato por parte do menor. O garoto foi levado à Delegacia de Polícia Civil da Criança, do Adolescente e de Proteção à Mulher e ao Idoso de Tubarão. Foi registrado um boletim de ocorrência contra o ex-aluno que foi liberado.

Policial preso em Tubarão pode ser transferido

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Maycon Vianna
Tubarão

Segue preso em um alojamento do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão um policial rodoviário estadual que atuava no posto de Gravatal. Ele foi pego em flagrante com armas e munições quarta-feira na ‘Operação Desarmamento’, realizada por policiais militares de Tubarão e Braço do Norte. O mandado de busca e apreensão foi expedido pelo juiz da comarca de Armazém. “Ele encontra-se em um quarto isolado, vigiado por soldados. Tem direito a assistência jurídica e banho de sol. É uma lei comum que será cumprida com rigor”, revela o comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel Silvio Ricardo Alves.

Segundo o comandante, o policial pode ser transferido para uma prisão em Florianópolis. “Existe esta possibilidade. Até segunda ordem, ele fica preso aqui, mas já solicitamos a sua transferência para a capital, onde há locais mais apropriados com grades e portas reforçadas para mantê-lo detido”, avalia.
A prisão em flagrante foi registrada na Delegacia de Polícia Civil Gravatal pelo delegado da comarca de Armazém, César Augusto Reynaud. Aproximadamente 17 armas realizadas em uma operação de policiais militares de Tubarão e Braço do Norte.

Prisão causa surpresa

A prisão do policial rodoviário estadual que atuava no posto de Gravatal trouxe surpresa para o comandante da Polícia Militar Rodoviária Estadual (PMRv), sub-tenente Moacir Alves do Amaral. Ele é acusado de comercializar armas com criminosos da região. “Certamente, pegou-me de surpresa. Não desconfiamos. Ele mexia com armas para a prática de tiro ao prato. Ninguém imaginava que fosse algo tão sério. É lamentável”, revela Moacir.

Entre as armas apreendidas, estão revólveres calibre 38, espingardas com silenciadores e várias munições. A agência de inteligência da PM de Braço do Norte (por meio de denúncias anônimas e escutas telefônicas) havia levantado informações do comércio ilegal de armas de fogo e munições. Às 7h30min de quarta-feira, em operação simultânea, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na casa do seu irmão de 44 anos, de Gravatal, e na residência do policial, de 48 anos, que mora em Tubarão.

No complemento da operação, foram abordados dois homens, de 25 e 44 anos, na localidade de Rio Bonito, em Braço do Norte. Após a entrega das armas e munições na Central de Polícia Civil de Tubarão, os outros dois envolvidos pagaram fiança e foram liberados.

Movimenta-Cão: Finalmente o convênio é aprovado

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Amanda Menger
Tubarão

A aprovação, por unanimidade, do projeto que autoriza o convênio entre a prefeitura de Tubarão e a ONG Movimenta-Cão, ontem, na câmara, pode dar a entender que os vereadores da base governista e da mesa diretora chegaram a um entendimento. Ledo engano. A sessão foi novamente tumultuada.

Os vereadores sucederam-se na tribuna para falar do projeto. As alfinetadas foram mútuas. “Será que vamos discutir com tanto destaque projetos sobre o futuro das crianças como com os cães?”, questionou o presidente João Fernandes (PSDB).
Maurício da Silva (PMDB) justificou a demora na apreciação do projeto. “A bancada não precisou ser sensibilizada. Temos que ser responsáveis com o uso do dinheiro público”, alfinetou o vice-presidente da Casa. Deka May (PP) retrucou. “Não é porque solicitamos a votação em urgência urgentíssima que somos irresponsáveis. Isso é uma prerrogativa dos vereadores”, rebateu.

A sessão pegou fogo com o pedido do vereador Edson Firmino (PDT) para que a sessão fosse suspensa. O objetivo era atender uma solicitação do Notisul para a realização de uma foto dos vereadores com os integrantes da ONG. O pedido não foi aceito e Edson e João discutiram o regimento. O debate ficou acalorado e a sessão foi suspensa. A mesa diretora não aceitou fazer a foto, e os integrantes da base governista retiram-se do plenário.
Jarrão começou a ler seus requerimentos sob protesto da base. “Eles não podiam continuar. Não tem quórum. É contra o regimento”, reclamou Edson. A sessão foi encerrada em seguida.

Dia do Voluntariado: uma doação realmente sem preço

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Cíntia Abreu
Tubarão

Doar algo que fará a diferença na vida de outro ser humano, para muitos, é um ato admirável. Trabalhos voluntários são um ótimo exemplo de participação e solidariedade, onde alguém muitas vezes sem conhecer o beneficiado doa seu tempo, trabalho e talento de maneira espontânea. Com todos estes méritos, estas pessoas receberam um dia especial.

O Dia Nacional do Voluntariado foi instituído pela Lei de nº 7.352, de 28 de agosto de 1985. Portanto, hoje é um dia propício para conhecer um pouco sobre um dos grupos que faz a alegria dos pacientes internados na ala do Sistema Único de Saúde (SUS) do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

No ano de 2000, da vontade de fazer diferente nasceu o grupo de voluntários Raio de Luz. “Todas às terças-feiras, às 14 horas, nos reunimos para tocar e cantar para os pacientes. Muitos não recebem visitas há tempos. Além da música, minha especialidade é fazer as mágicas”, conta com entusiasmo o voluntário Gurine Vieira.
No mesmo dia, porém à noite, o grupo realiza o trabalho de “escuta”. “Puxamos um assunto então. Eles falam muito, contam sobre suas vidas e nós ficamos ali, dando a atenção merecida”, salienta seu Vieira.

Para quem pensa que o beneficiado é somente o paciente, seu Vieira afirma com brilho nos olhos o quanto é gratificante ser voluntário. “Às vezes, chego lá sem ânimo e saio com uma energia muito positiva. Faço bem para mim mesmo”, comemora o voluntário.

Contato
O grupo Raio de Luz é formado por pessoas de diferentes faixas etárias. Quem tiver interesse em ser voluntário pode entrar em contato com o Hospital Nossa Senhora da Conceição e a loja Foto Vieira, com Gurine Vieira. Ele poderá indicar também o contato com a presidente da entidade, Maria José Silvestre.

Interpraias: Recomendações terão que constar em cronograma

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Amanda Menger
Tubarão

As recomendações feitas pelos técnicos do Instituto Chico Mendes (ICMBio), em Brasília, sobre a pavimentação asfáltica da SC-100, a Interpraias, entre a balsa em Laguna e o Balneário Camacho, em Jaguaruna, não impedem a licitação da obra. A garantia foi dada ontem ao deputado federal Edinho Bez de Oliveira (PMDB), em audiência.

“Os técnicos disseram que, com a autorização já concedida, a Fatma pode tocar o processo de licenciamento ambiental e que eles não fizeram condicionantes, e sim recomendações”, afirma o deputado.
Entre as recomendações, está a elaboração de dois cronogramas que serão acompanhados pelos técnicos do instituto. “Um deles é referentes ao material usado na obra, onde eles serão depositados e onde serão as áreas de bota-fora. O outro é sobre o período de permanência de aves migratórias e fauna na região, se elas serão afetadas e como será o manejo”, afirma o deputado. Estes cronogramas têm que estar prontos até o início das obras.

A data prevista para o lançamento do edital de licitações é 19 de setembro. “O governador fará o descerramento de uma placa no início da estrada do Camacho, no centro de Jaguaruna, por volta das 10h30min. Depois, nós seguiremos para a barra do Camacho e, às 11h30min, vamos inaugurar a ponte que será fundamental para a obra da SC-100. O lançamento do edital será feito durante o almoço, na comunidade do Camacho mesmo”, revela Edinho.

Baixa arrecadação faz com que convênios sejam cancelados

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Tatiana Stock
Laguna

A não renovação de convênios, entre a prefeitura de Laguna e entidades locais, faz com que uma série de serviços sejam suspensos à população. Um exemplo é a Epagri. O órgão está entre os que não receberam mais auxílio financeiro e poderá fechar. O secretário de governo da prefeitura, Jefferson Araújo Crippa, condiciona a falta de convênios à baixa arrecadação do município.
“Com a diminuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), do ICMS e da arrecadação, a qual ficou R$ 2 milhões menor neste ano, até agora, tivemos dificuldades em fechar convênios como o da Epagri, o do Hospital de Caridade Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos, o da Apae e do asilo”, enumera Crippa.

Apesar de reconhecer a importância dos serviços prestados por estas entidades, Crippa esclarece que os convênios são anuais e a prefeitura não tem obrigação de acordar valor com as entidades todos os anos. No caso da Epagri, por exemplo, a competência em manter o órgão, remete o secretário, é do estado, e não do município.
O secretário de desenvolvimento regional em Laguna, Mauro Candemil, está ciente do problema e garante que o governo estuda a melhor alternativa de resolver a questão. “Caso o convênio não seja firmado, a Epagri fechará e os projetos serão transferidos de escritório. Mas isso se existir contrato de colaboração mista em outros municípios”, afirma Candemil.

O prefeito Célio Antonio (PT) encaminhou à câmara de vereadores um projeto de lei a fim de abrir crédito adicional suplementar no orçamento deste ano, no valor de R$10.092.708,00. A manobra visa injetar recursos em todas as secretarias, fundações municipais e instituições – como a Apae e o hospital, por exemplo.

Mitos e verdades sobre a maçonaria

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Zahyra Mattar
Tubarão

Notisul – De onde surgiu a maçonaria?
Emilson
– Esta é a pergunta que todos fazem e também a mais difícil de responder (risos). É que não há registros categóricos do início. A maçonaria vem de outras ordens como os Templários, por exemplo, é uma espécie de evolução. A Ordem Maçônica começa a contar a partir de 1717 quando, na Inglaterra, juntaram-se pessoas para construir catedrais. Maçom significa pedreiro.

Notisul – Como dividem-se as potências?
Emilson
– No Brasil, existe a potência Grande Oriente Brasil, da qual nós fazemos parte, assim como todos os outros irmãos do país. Depois, em Santa Catarina, temos duas grandes potências: a Grande Loja de Santa Catarina e o Grande Oriente de Santa Catarina. Potências nada mais são do que organizações administrativas. Os princípios, os objetivos são os mesmos em todas as potências.

Notisul – E quem administra esta estrutura toda?
Emilson
– Dentro da ordem, existe uma hierarquia. Fica mais fácil de entender se comparar com a política, ainda que a maçonaria não tenha absolutamente nada a ver com política: tem um “presidente”, que seria o soberano grão-mestre. Ele é o “chefe” da potência Grande Oriente do Brasil. Depois, temos um “governador”, que é o eminente irmão grão-mestre. Ele administra a Grande Loja de Santa Catarina. Então, tem um “gerente regional”, que são os delegados de circunscrição, que é o meu caso.

Notisul – Por que a denominação lojas? Quantas lojas existem em Tubarão e na região?
Emilson
– É a denominação dada para agrupar um número de membros. Nos reunimos em um templo e, dentro dele, podem existir várias lojas. Em Tubarão, temos três templos que abrigam, juntos, 11 lojas maçônicas. Por exemplo, naquele templo da Vila Moema, que é o mais conhecido, existem três lojas. Na região, temos 19 lojas. Cada loja agrupa, aproximadamente, 40 membros.

Notisul – Quem vê fotos ou vai a um templo maçônico vê uma série de símbolos: chão quadriculado, pedra, um olho em cima de um altar. O que significam?
Emilson
– O grande foco da loja maçônica é o aprimoramento, o desenvolvimento cultural e espiritual. Para facilitar este aprendizado, ao longo da história da ordem, utilizamos alguns símbolos. Por exemplo: utilizamos um triângulo para remeter a três importantes linhas da vida: a liberdade do homem, a igualdade e a fraternidade. Estes são três grandes princípios da maçonaria e, nas reuniões, fica mais fácil transmitir a mensagem através destes símbolos. O chão quadriculado, por exemplo, significa a diversidade do globo e das raças e da oposição de diversos contrários (bem e mal, espírito e corpo). A pedra simboliza as imperfeições do espírito e nos lembra aquilo que precisamos corrigir. O olho significa o ser supremo que nos guia.

Notisul – Mesmo com uma maior abertura hoje em dia, a maçonaria ainda é cercada de mitos para a maioria das pessoas. O que faz um maçom?
Emilson
– O objetivo do maçom é buscar uma oportunidade, um momento, um espaço, para se conhecer interiormente. Na realidade, o grande trabalho da ordem é justamente este: o aperfeiçoamento do ser humano, de si mesmo. Primeiro, temos que nos aperfeiçoar para depois doar algo, ensinar algo. A grande dificuldade das pessoas é justamente se conhecer para depois conhecer os outros: olhamos e logo traçamos um pré-conceito.

Notisul – É verdade que maçom só ajuda maçom?
Emilson
– É verdade que maçom trabalha para si mesmo: preparando-se, vai ajudar a sua família. Para nós, a nossa família, em um primeiro momento, são os maçons. Como nossos princípios estão fundamentados na evolução do ser humano, procuramos crescer espiritualmente para, primeiro, ajudar nossa família de sangue, depois a nossa família da loja, a família do bairro, da cidade, do estado, e assim por diante. Então, é um mito que maçom só ajuda maçom. Não! Maçom de princípio mesmo ajuda a todos, mas cada qual dentro das possibilidades e no tempo certo.

Notisul – De onde são tirados estes ensinamentos?
Emilson
– Esta é a nossa constituição (o professor estava com um livrinho azul). Mas aqui não tem nada de ensinamento. O que tem de ensinamento está no livro sagrado, que pode ser a Bíblia ou outro conforme a crença. Acho que aqui em Tubarão a maioria das lojas deve utilizar a Bíblia, mas não há relação religiosa, então, cada um pode usar qualquer escritura sagrada que desejar.

Notisul – Então, não há preconceitos com religiões?
Emilson
– Não! A ordem não exige que os membros tenham religião, exige apenas que você acredite em um ser superior, que pode ser Deus, Jeová, Buda, não importa o nome que se dê a Ele.

Notisul – Quais os critérios para ser maçom?
Emilson
– Na realidade, não existem critérios para ser iniciado na ordem. O que há é um perfil. Em primeiro lugar, a pessoa tem que ser livre, ter uma trajetória de bons costumes, até mesmo para internalizar nossa linha disciplinar, nossos marcos. A condição é basicamente esta. Também precisa ter independência econômica para não pensar que vai até a loja e não vai trabalhar porque será ajudado. A maçonaria não é estepe de ninguém. Nós ajudamos uns aos outros, mas não é este o foco. Quem entra jovem na ordem é porque já tem certa estabilidade. Todos são convidados. Não é necessário ter uma condição financeira boa para entrar na ordem, mas tem que ter o perfil, ou seja, ser livre, de bons costumes e capacidade para melhorar como ser humano.

Notisul – Há quanto tempo o senhor é maçom? O que o senhor mais aprendeu com a maçonaria? O que mudou?
Emilson
– Estou na ordem há 16 anos. Sob o ponto de vista social, entendo que evoluí bastante. Ajudou-me, inclusive, nas atividades profissionais, porque aprendi a me manifestar publicamente, aprendi a fazer leituras de cenários e fatos do dia-a-dia que antes não tinha capacidade aguçada para tal. Neste aspecto, é uma contribuição que a ordem me deu e que serei eternamente grato.

Notisul – Por que as mulheres não participam?
Emilson
– Elas participam e de maneira bem ativa na ordem maçônica. A única diferença é que não são iniciadas. O que não é reservada a elas são as reuniões ditas ordinárias. Temos vários grupos de cunhadas que são formados por nossas esposas, grupos de sobrinhas e sobrinhos, que são nossas filhas e filhos. A questão da não participação da mulher também é algo histórico. No começo da maçonaria, lá em 1717, eram os homens que construíam catedrais. Além disso, foi feita uma espécie de legislação na qual estava prescrito que era apenas para homens. Então, seguimos piamente estes preceitos, este costume. Não tem nada a ver com machismo.

Notisul – E por que é tudo tão fechado?
Emilson
– Entendemos que é um grupo reservado. Na verdade, não tem motivo para ser assim, poderíamos ser mais abertos. Mas percebo que estamos evoluindo. Antes de vir para cá (a entrevista foi no Notisul, quinta-feira à noite), minha esposa perguntou se eu vinha, eu disse que sim. Aí ela me viu pegando as insígnias: “Mas você vai com as insígnias? Eu pensei que não podia aparecer” (risos). Esta reserva é algo que remete ao passado da maçonaria. Nossos irmãos eram muito cobrados, especialmente pela igreja católica, que mandava politicamente no mundo. Então, houve uma perseguição. Daí a reserva. Hoje, isso também ocorre, mas não como antigamente, claro. A partir do momento que me identifico como maçom, as pessoas começam a me vigiar. Se eu cometer um deslize, serei cobrado e colocarei a ordem em xeque. As pessoas, nós, somos assim: generalizamos.

Notisul – Por falar em insígnias, o que significam?
Emilson
– Serve mais para definir posições dentro da ordem e também nos disciplinar. O avental, por exemplo, é o elemento principal das insígnias maçônicas. Simboliza o trabalho. O branco é para os aprendizes e companheiros, branco orlado de vermelho ou azul celeste – varia conforme a potência da loja ou com o rito praticado – para os mestres.

Notisul – Depois de tudo que o senhor explicou, acho que o mundo todo deveria ser maçom.
Emilson
– (Muitos risos) Não sei se todos precisariam ser maçons, mas poderiam seguir os preceitos, os princípios que norteiam a maçonaria: a igualdade, a liberdade, a fraternidade e a evolução humana.

Hercílio Luz: Leão do Sul vira e vence fora de casa

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Maycon Vianna
Videira

A noite não poderia ser melhor para o Leão do Sul. Campo pequeno, torcida em cima, frio, pressão. Todos estes fatores não impediram a vitória de virada por 2 a 1 contra o Videira, fora de casa, que manteve o Hercílio Luz na liderança do returno da Divisão Especial do Catarinense.

O jogo começou truncado no meio campo. As duas equipes estudavam-se. Foi quando o atacante Edivaldo aproveitou a falha do goleiro Tiago e abriu o marcador para a equipe da casa. Não demorou muito para o empate. Em uma jogada de ataque, o artilheiro Renato escorou de cabeça e o zagueiro Carlinhos aproveitou para mandar para o fundo do gol.

O lance ocorreu aos 33 minutos, na falha do zagueiro Lucas, do Videira. A partida mudou completamente e os minutos finais da primeira etapa foram bastante disputados. Os dois times passaram a atacar mais e proporcionaram grandes emoções.
Na segunda etapa, o atacante Edson Bugrão entrou em campo e deu mais movimentação para o Hercílio Luz. Logo no início do segundo tempo, falta em favor do colorado.

Renato pediu para bater e chutou no canto alto do goleiro do Videira.
A torcida do time da casa ficou calada. O Hercílio Luz cresceu e veio para cima do Videira, que tentava jogadas isoladas com o atacante Somália.
O meia Rodrigo Silva entrou aos 37 minutos e, já nos acréscimos, Somália perdeu um gol incrível cara-a-cara com o Tiago.

Brasileiro de Tiro: Tubaronense está na ponta

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Tubarão

O tubaronense Maicon dos Reis Soares assumiu a ponta na categoria “A” do Campeonato Brasileiro de Tiro ao prato. Fim de semana, em Criciúma, o atirador quebrou 190 pratos dos 200 possíveis.
“Desde o começo do campeonato, vínhamos brigando com atiradores de outros estados e tentando chegar e, felizmente, com o resultado que alcancei nessa etapa, consegui assumir a primeira colocação na tabela”, argumenta o atirador.

Outro resultado positivo foi alcançado pelo também tubaronense Valdir Abel (mas que atira pela equipe de Criciúma), que levou a primeira colocação e também se manteve em primeiro na tabela na categoria “AA”.

Jornada de trabalho: Redução divide as opiniões

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Amanda Menger
Tubarão

De um lado os trabalhadores, de outro os empregados. É assim, polarizado, que começam os debates em torno da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A câmara dos deputados começou nesta semana a rodada de discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que diminui a carga horária. Ainda não há previsão de quando a matéria irá a votação no plenário.

Para a presidenta do Sindicato dos Comerciários de Tubarão e Região, Elizandra Rodrigues Anselmo, a redução poderá criar empregos. “A tendência é que os empresários contratem mais pessoas para suprir a demanda. Além disso, tem a melhoria da qualidade de vida dos funcionários”, argumenta a sindicalista. Esta visão é compartilhada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário de Tubarão e Região, Carlos Zamparetti. “Defendemos a jornada de 40 horas porque a maior parte dos trabalhadores desta área são mulheres. Elas terão mais tempo para a família, e assim trabalharão melhor”, avalia Zamparetti.

As justificativas dos sindicalistas são rechaçadas pelos representantes dos empresários. “Este é um projeto eleitoreiro. A redução da jornada aumentará o gasto das empresas com os empregados e isso terá que ser repassado para o preço final. Não tem como ser competitivo desta forma”, argumenta o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Eduardo Nunes.

Além da possibilidade de desemprego, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão, Walmor Jung Júnior, vê outro problema na PEC. “O projeto aumenta de 50% para 75% o valor da hora extra. Não é assim que teremos a geração de emprego. Acredito que só poderemos criar novas vagas com uma Reforma Tributária”, pondera Walmor.

Dieese defende
a redução

A nota técnica formulada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresenta 17 argumentos na defesa da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Entre os principais pontos, está a diminuição dos índices de desemprego.

“A média de desemprego hoje nas capitais brasileiras é de 15%. Com a redução da jornada, poderá se gerar 2,3 milhões de empregos. Com isso, mais trabalhadores terão renda e poderão consumir. A consequência é a geração de mais empregos”, observa o supervisor técnico do Dieese no estado, José Álvaro Cardoso.
O Dieese fez um cálculo sobre o aumento dos custos de produção. “Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a força de trabalho custa hoje para a indústria 22%; já a redução da jornada, teria um custo de 1,99%. No produto final, teríamos que calcular o que representa 1,99% sobre os 22%. Na verdade, o aumento é pequeno e pode ser absorvido, parte pela empresa, e parte pelos consumidores”, diz José.

Outro ponto considerado fundamental para a Dieese é apropriação dos ganhos de produtividade por parte dos trabalhadores. “Desde a última redução de jornada, em 1988, a produtividade cresceu 84,2%, mas isso não foi repassado para os trabalhadores”, afirma o supervisor técnico.