terça-feira, 2 junho , 2026
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Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
Questões subjetivas, emocionais e espirituais mostram-se importantes neste domingo. Você sente a força do que está ocorrendo nos bastidores. E ainda continua a tensão entre o que gostaria de fazer e o que deve fazer.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Amizade é hoje um tema crucial para os taurinos. Percepção dos novos rumos que as amizades devem tomar e das novas pessoas, ideias e grupos com os quais você se afina. Atitudes e expectativas passadas não mais encontram eco no coração.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Um conflito entre a tradição e a inovação está ocorrendo, para impulisonar os geminianos a novas atitudes que levem a um diferente desenvolvimento profissional e que também signifique estarem mais centrados sobre os próprios pés.

Câncer (22/06 a 22/07)
A Lua, regente canceriano, está no signo de Peixes, ativando a sensibilidade, a intuição e o psiquismo. Simboliza a sintonia com a fé, as sutilezas, os sinais, que são a manifestação da sabedoria divina, desta ordem que há no Universo.

Leão (23/07 a 22/08)
Sexualidade e emoções são aspectos que estão mudando na vida dos leoninos. Acontecimentos inusitados e inconvencionais fazem com que percebam as mudanças necessárias para relacionamentos mais plenos.

Virgem (23/08 a 22/09)
Relacionamento é um tema que vem passando por grandes mudanças em sua vida, virginiano. Desde o final de 2004 você vem sentindo esta energia, que pede para não se ater a antigas formas de se relacionar.

Libra (23/09 a 22/10)
Você percebe a necessidade de um cotidiano mais inovador, inventivo, original. Convém encontrar atividades e interesses que possam absorver o tipo de energia que não se conforma a uma rotina.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Os sentimentos escorpianos vem passando por grandes transformações e tomando caminhos que antes pareceriam totalmente inusitados, mas que agora fazem parte do seu novo ser. Você não deve aprisionar as emoções em formas tradicionais.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Questões domésticas e emocionais podem estar incomodando os sagitarianos, que anseiam interiormente por mudanças. E isso se reflete no lar, na privacidade. Mudanças em família.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Intuição. Inquietação mental. interesse por coisas diferentes de outrora. E isso é positivo para o seu descondicionamento e evolução. Momento oportuno para estudos autodidatas.

Aquário (20/01 a 18/02)
Valores, emoções e finanças são temas evidenciados e requerem uma resposta diferente da qual você estava acostumado. O que atualmente você valoriza é muito diferente do que foi importante no passado. Cuidado com atitude precipitadas.

Peixes (19/02 a 20/03)
Lua e Urano estão em seu signo, indicando o clima inovador e rebelde deste domingo. Por conta disso é importante estar ciente da individualidade, do que lhe faz bem e que não depende de ninguém, a não ser de você mesmo.

História é história, preserve-a

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A o ler os artigos de uma das páginas do Notisul de 4/08, deparei-me com uma matéria que diz o seguinte: “É parte da história”. Realmente, é parte da história; mas de uma história que infelizmente está para ser destruída num ato que virou rotina em nossa cidade.

Estou falando da casa onde morou e fez história nosso ilustre e saudoso pintor Willy Zumblick, hoje colocada à venda e que, se for concretizada, provavelmente será derrubada para dar lugar a uma construção moderna. Mas não é isso que deva acontecer e sim tombada como patrimônio histórico, para nossa cidade.
Acima, falei que fatos como este vêm acontecendo em nossa cidade; lembram-se da nossa Catedral? Até hoje, pessoas que a conheceram ainda lamentam pela falta da igreja que por longos anos foi alvo de grandes eventos da comunidade católica da região.

Aqui fica uma pergunta: se fosse hoje, aquele monumento histórico seria destruído?
Para nós, na época em que vivemos, um acontecimento de destruição desta natureza, seria taxado como desrespeito à população católica de Tubarão e região. Será que foi por falta de um terreno para construir uma nova Catedral? Acho que não. Com certeza, houve outras razões ainda não explicadas aos tubaronenses. Aos mandantes desta tragédia, que adjetivos aplicá-los, com a decisão tomada na época?

Continuando, digo mais: a belíssima casa da família Medeiros, outro monumento que deveria ser tombado como patrimônio histórico, foi vendida, segundo comentários por R$ 2 milhões, e hoje deu lugar a um estacionamento de veículos. Onde está a força do nosso poder público municipal? Gente, R$ 2 milhões são gastos por uma comitiva que vai ao exterior para analisar projetos que podem beneficiar o município, e que muitas vezes não saem do papel. Pense bem, custava investir neste patrimônio, que viria a ser algo mais aos olhares de turistas que nos visitam?

Tratando-se de história de nossos antepassados e do município, vamos preservá-los. O modernismo nem sempre atrai a população e muito menos aos olhares dos turistas.
Vejam um exemplo que o Brasil todo e o mundo admiram, Aparecida do Norte. A construção de uma grande e imponente Basílica não foi motivo para que a pequena e acanhada igreja antiga fosse alvo de derrubada, e sim para orgulho da pequena cidade, foi tombada como patrimônio histórico nacional, até hoje muito respeitada por quem a visita. Assim muitos outros, por esse Brasil afora.

A catedral metropolitana em Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz, que hoje fazem parte da história e respeito do povo catarinense, são monumentos tombados que estão sendo reformados, por quê? Porque a história de um povo e de uma cidade, estado e de um país não se derruba assim, como pedras de um jogo de dominós.
Como disse na reportagem ao Notisul a neta de Willy, Andréia Zumblick: “se a prefeitura mostrasse interesse em transformar em museu, com certeza, apoiaríamos”.
Então, senhor prefeito, está em vossas mãos a canetada, que poderá transformar esta casa em museu, e com as obras do saudoso pintor lá existentes e outras.

Assim se fará justiça conservando um acervo histórico de nossa cidade, para que amanhã nossos netos e gerações futuras venham a conhecer um pouco da história de nossos antepassados e da Cidade Azul. Numa cidade que se fala tanto em incrementar o turismo, é mais uma oportunidade para reafirmar seus objetivos. Não vamos esconder e sim mostrar um pouco de nossa história.
Vamos dizer aos brasileiros que Tubarão fez e tem história.

Lei da adoção: As mudanças só reforçam o que já ocorria

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Cíntia Abreu
Tubarão

A Lei nº 12.010, a Lei da Adoção foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as novidades, está o tempo máximo de dois anos de menores em abrigos, com o objetivo de acelerar o processo. Após isto, meninos e meninas devem retornar à família biológica ou serem colocados para adoção. Atualmente, no Brasil, cerca de 80 mil crianças vivem em casas de proteção. Destas, aproximadamente 10% estão disponíveis para adoção.

Na opinião do juiz da vara da Família, Infância e Juventude de Tubarão, Jefferson Zanini (foto abaixo), a lei só reforça o que já ocorria no dia-a-dia. “Trabalhávamos com a ideia de tentar deixar a criança com familiares. Somente esgotadas estas alternativas, enviávamos às famílias substitutas, ou, então, a abrigos”, detalha o juiz.
Infelizmente, os processos de adoção continuam com alguns percalços. Os pré-conceitos dos candidatos a pais são fatores relevantes. “Eles têm preferência por crianças brancas, meninas e recém-nascidas. Quanto mais ‘velho’, mais difícil fica conseguir realizar a adoção”, lamenta Zanini.

São poucos, mas há exceções quanto às preferências também. Em Tubarão, a família Matos é a prova que não existe idade para receber amor. Dona Maria Angélica Zanetta Matos adotou mais dois filhos. Ela já tinha quatro biológicos. “Soubemos que Juliana e Rogério eram irmãos e seriam separados. Não poderíamos ficar passivos a isto. Em uma semana eles estavam conosco”, comemora a mãe.
Orgulhosa, Angélica garante não ter tido problemas por eles já serem “grandes”. “Como em qualquer idade, é necessário paciência e muito amor. Somos uma família feliz e, agora, mais completa”, sublinha Angélica.

Outras mudanças:
• A Lei da Adoção exige a preparação prévia dos pais adotivos e de acompanhamento familiar pós-acolhimento;
• A adoção internacional será possível apenas em última hipótese, caso não haja brasileiros habilitados nos cadastros internos. O estágio de convivência deve ser cumprido dentro do território nacional por, no mínimo, 30 dias.
• Crianças indígenas e quilombolas devem ser adotadas preferencialmente dentro de suas próprias comunidades na intenção de preservar a identidade cultural.

BR-101: Empresas conseguem linha de crédito

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Zahyra Mattar
Tubarão

Se o que as empresas responsáveis pelas obras de duplicação da BR-101 precisavam era uma linha de crédito para garantir capital de giro, isto está resolvido. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza a partir de hoje o Programa de Empréstimo de Crédito (PEC) a fim de garantir a verba necessária às empresas. Todas as empreiteira poderão financiar até R$ 30 milhões diretamente junto ao banco – abaixo disso pode ser com agentes financeiros -, a juros especiais pré-estabelecidos pelo BNDES.

O BNDES anunciou ainda a criação de um produto específico às empresas que atuam na duplicação da rodovia federal. “O banco não financia capital de giro. Sua função é (financiar) investimentos, que são a garantia do próprio empréstimo. Neste caso, as empresas poderão dar como garantia o Seguro Garantidor de Término de Obra. As empresas que precisam do empréstimo já e têm certidão negativa de débito já o podem pegar o dinheiro”, adianta o deputado federal Jorge Boeira (PT).

Amanhã, uma nova reunião ocorre para definir como será feito o repasse do seguro das obras como garantia ao banco. O fraco desempenho da maioria das empresas que atuam na duplicação remete ainda à época da licitação da obra. Em 2004, a obra no trecho sul da BR-101 foi o primeiro grande empreendimento do governo federal.

Quase que na totalidade, as empresas concorreram com preço até 33% abaixo do de mercado. Até então, obras públicas não eram pagas em dia. Porém, com o bom momento econômico do país, a situação mudou de configuração e a maioria das empresas não conseguiu arcar com as despesas. Atualmente, 92% do valor necessário para concluir a duplicação já está pago ou reservado.

Reciclagem: Município poderá implantar a coleta seletiva de lixo

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Após a polêmica em torno dos excessivos gastos da coleta de lixo em Braço do Norte (são quase R$ 100 mil por mês), os vereadores do município foram conhecer uma alternativa para tentar diminuir o valor. O grupo esteve em Grão-Pará, onde o sistema de coleta seletiva e reciclagem do lixo é executado. A intenção é sugerir que a prefeitura implante um sistema idêntico.

O engenheiro agrônomo e coordenador do projeto em Grão-Pará, Guilherme Nunes Bressan, explicou que a cidade de 3,5 mil habitantes produz 60 toneladas de lixo por mês. Com a coleta seletiva, mais de 60% do material é reaproveitado. “Apesar de não suprir os gastos, já que os preços dos recicláveis tiveram forte queda, o município acertou ao cumprir com o termo de ajuste conduta. Além de emprego, há reflexo direto sobre o meio ambiente”, considera o engenheiro.

Os materiais são recolhidos separadamente, tanto no centro como no interior do município. Todo o lixo é separado em três partes: rejeito, reciclável e orgânico. O primeiro é levado para um aterro sanitário, o segundo é novamente separado conforme as características. O material orgânico é vendido como adubo . O processo é lento, já que é necessário esperar a decomposição, mas também oferece bons resultados.

No caso de Braço do Norte, Guilherme enfatiza que, para o município absorver o sistema, deve organizar a coleta a partir de cooperativas. “A região é grande e precisa ser dividida em áreas. O processo deve ser terceirizado para que as pessoas estejam mesmo envolvidas”, sugere.
Conforme o cálculo do vereador Cleber Manoel da Silva (PP), com a implantação do sistema de coleta seletiva, Braço do Norte deverá economizar aproximadamente R$ 400 mil por mês.

Cliente de capacete pode ser detido

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Amanda Menger
Tubarão

Dois homens usam capacetes. Um deles entra no estabelecimento comercial armado. Ele anuncia o assalto, leva o dinheiro das vítimas e foge com o motociclista que o aguarda do lado de fora. A cena é a mesma em diversos assaltos lojas e supermercados em Tubarão e região.

Além da ação rápida, o uso do capacete dificulta a identificação dos agentes. Exatamente por isso, diversas cidades brasileira criaram leis para proibir o uso de capacetes em estabelecimentos comerciais. Tubarão pode entrar nesta lista também.
Na volta do recesso, o vereador Ivo Stapazzol (PMDB) apresentou um projeto de lei neste sentido. “Estes dias, um sobrinho meu parou a moto na frente da minha residência e de capacete entrou no pátio. Eu não reconheci a moto e nem ele. Depois de estar dentro de casa, ele tirou o capacete. Se eu fiquei com medo, imagina o que não passam os comerciantes! Além disso, tem muitos relatos de assaltos com motos e o uso do capacete como uma espécie de ‘máscara’”, afirma o autor da lei.

Após a apresentação, a proposta tramita nas comissões. “Acredito que em mais 30 dias ela estará aprovada. Ainda não definimos se entra em vigor tão logo seja publicada, ou se terá algum tempo de adaptação, porque os comerciantes poderão afixar cartazes proibindo a entrada usando capacete”, diz Ivo.

Caso a pessoa não tire o acessório, ela poderá ser presa. “O comerciante poderá chamar a Polícia Militar em situações como esta”, observa Ivo. O presidente do Conselho Municipal de Segurança, vereador Maurício da Silva (PMDB), apoia o projeto. “Criciúma já adotou esta medida. Acredito que será aprovado aqui também. A intenção é coibir as ações criminosas”, avalia Maurício.

Assalto : Trabalhadora é alvejada em assalto

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Zahyra Mattar
Tubarão

Uma dupla de motociclistas é procurada pela polícia de Tubarão. Eles são acusados de efetuarem um roubo à mão armada, no fim da noite de sábado, na pizzaria La Taverna, no bairro Humaitá, em Tubarão.

Conforme o relato do proprietário do estabelecimento à Polícia Militar, um dos homens entrou no lugar com uma arma em punho – provavelmente uma pistola -, seguiu em direção ao caixa e atirou. O disparo atingiu uma funcionária na região pélvica.
Com o susto do disparo, o rapaz pegou a caixa registradora, com R$ 100,00 dentro, e correu para a rua, onde o seu comparsa o esperava. Eles fugiram em uma motocicleta Honda CG Titan 125, em direção ao bairro Revoredo.

A funcionária tem 37 anos e foi socorrida pelo Auto-Socorro de Urgência (ASU) do Corpo de Bombeiros de Tubarão. Ela foi levada para o Hospital Nossa Senhora da Conceição e não corre risco de morte.
A PM fez várias rondas nas imediações, mas ninguém foi preso. Agora, o caso será investigado pela equipe da Central de Polícia Civil de Tubarão. A dupla poderá ser atuada por roubo à mão armada e tentativa de homicídio.

Microempreendedor individual: Implantação da lei é discutida em Tubarão

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Tubarão

A lei que regulamenta o Microempreendedor Individual (MEI) entrou em vigor no começo do mês passado. Embora não esteja disponível ainda no sistema de Santa Catarina, os órgãos impactados pela nova regra já se organizam para que não haja nenhum atropelamento na hora do registro.

Das categorias enquadradas na nova lei, os preços de tributos e taxas e as exigências municipais são levantadas. Com a implantação do MEI, o empreendedor sairá da informalidade, terá direito a aposentadoria, auxílio doença e acidente, salário família e maternidade, além de os dependentes terem direito a pensão por morte e auxílio reclusão, acesso a créditos, à justiça e às licitações.

No caso do Corpo de Bombeiros, os procedimentos de vistoria serão os mesmos. Quanto à Vigilância Sanitária do município, os serviços já aplicados serão mantidos. A única alteração será a cobrança de um manual de boas práticas. O setor de normas urbanísticas da prefeitura será responsável por dar o aval de viabilidade do local onde a empresa funcionará.

Nova gripe: Agora, são sete mortes suspeitas na região

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Zahyra Mattar
Tubarão

A possível oitava vítima do vírus A (H1N1) na região pode ter sido registrada às 19h40min de sábado. Uma mulher de apenas 33 anos morreu por complicações pulmonares na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. Ela era da cidade e apresentou sintomas que podem ser o da nova gripe.

O caso, porém, somente será confirmado após a chegada dos exames laboratoriais. O resultado dos testes de outras seis pessoas que morreram por pneumonia na região também são esperados. São quatro de Tubarão e duas em Laguna.
Entre os óbitos, está o do tio da gestante Noemi Souza Martins Cascaes, 22 anos. Jackson Martins, 31, morreu na semana passada. Noemi é o único caso de morte confirmado por ser em decorrência de complicações causadas pelo vírus A (H1N1). Ela morreu no dia 22 de julho.

Até as 22 horas de ontem, a 20ª gerência de saúde em Tubarão não havia conseguido contabilizar quantos atendimentos por conta da nova gripe haviam sido feitos na região. O movimento durante o fim de semana foi extremamente intenso.
“Nossa sorte é que a parceria com os municípios é ótima. As secretarias de saúde das prefeituras de Laguna e Tubarão disponibilizaram um técnico cada para nos ajudar. Trabalhamos incansavelmente e ainda assim não estamos conseguindo dar conta da demanda”, lamenta a gerente regional Maria Lucia Gomes Matos.

Somente na madrugada de sábado, foram realizados 47 procedimentos de coleta de material em pessoas consideradas suspeitas de terem contraído a nova gripe. As equipes foram acionadas em Tubarão, Laguna, Braço do Norte, Rio Fortuna, Jaguaruna e Capivari de Baixo.

Previna-se: Etiqueta da tosse
O que fazer quando estiver com gripe ou resfriado:
• Na rua – cubra nariz e a boca. Se não tiver lenço, procure um local para lavar as mãos. O ideal nesse caso é carregar álcool gel na bolsa.
• Nas escolas ou trabalho – em caso de doença febril com tosse, o melhor é evitar sair de casa, pois, em escolas, creches ou no local de trabalho, o contato é bastante próximo. Mas, se não for possível, respeite as regras de etiqueta da tosse.

• À mesa – quando a tosse aparecer, vire-se de lado, com a cabeça baixa e coloque o guardanapo à boca. Se a tosse continuar, levante-se e deixe a mesa. Procure beber água e espere a crise passar.
• No cinema ou teatro – procure sentar nas poltronas laterais das fileiras. Quando tossir, abafe o som com um lenço ou saia da sala até que a crise passe.

Postos registram 35 atendimentos por dia, em média

A medida adotada pela prefeitura de Tubarão na semana passada surtiu efeito imediato e positivo fim de semana. As três clínicas da cidade que ficaram abertas sábado e domingo, das 8 às 18 horas (Becker, Humaitá e Caic), registraram uma média de 35 atendimentos por dia.

Isto refletiu na quantidade de pessoas na emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). O setor, porém, voltou a lotar após o fechamento das clínicas municipais. Na do Humaitá, por exemplo, ainda com os atendimentos, o movimento foi considerado tranquilo.

“A maioria tem sintomas de resfriado comum. Hoje (ontem), apenas uma pessoas foi encaminhada ao HNSC”, confirma a enfermeira Simone Roffmann Maiato. O médico clínico geral Diogo Santana atuou ontem na clínica do Humaitá e sábado no Becker, reforça os principais sintomas que podem ser os da nova gripe: falta de ar, febre e tosse.

Medidas preventivas são adotadas nas igrejas

Preocupado com a situação vivida pela cidade diante da disseminação do vírus A (H1N1), o administrador diocesano de Tubarão, Dom Jacinto Bergmann, anunciou, ontem, medidas preventivas para as paróquias da comarca de Tubarão.

O mutirão de acolhida e visitação, agenda para ocorrer na Semana da Família (entre ontem até o próximo domingo), foi adiado. As aulas de catequese também estão suspensas por tempo indeterminado. Os encontros voltarão a ocorrer quando o município anunciar a volta às aulas.
As festas e atividades com aglomeração de pessoas nos salões paróquias e comunitários também foram suspendidos, assim como a concentração catequética, que ocorreria no próximo dia 30, em Tubarão.

Dom Jacinto não anunciou o fechamento das igrejas e suspensão das missas. Porém, reiterou aos padres que adotem medidas preventivas para não colocarem a si e aos fiéis em situação de risco. Uma delas é efetuar a comunhão nas mãos do cidadão e não mais na boca.

As relações de poder são arcaicas no Brasil

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Amanda Menger
Tubarão

Notisul – Hoje, é comum os brasileiros mudarem-se para Portugal, mas o senhor fez o contrário. Como decidiu vir para Santa Catarina?
Alberto
– Eu venho para o Brasil desde jovem. Estive aqui pela primeira vez em 1978. Vim outras vezes, casei com um brasileira, e em 2002 em vim para Santa Catarina já para trabalhar na Unisul. Eu tinha vindo em setembro de 2001 para acertar a contratação com a universidade. Em 2002, vim de mala e cuia.

Notisul – Quando você veio para o Brasil em 1978, foi a passeio?
Alberto
– Foi a passeio, para conhecer algumas pessoas com as quais eu tinha contato. Tinha 23 anos na época e conheci parte do Brasil. Estive mais de um mês, fiz Rio, São Paulo, Minas, interior de Goiás, Mato Grosso, Bahia. Eu vim mais vezes depois de conhecer a minha esposa. Ela é de Bom Retiro e nos conhecemos. Ela foi para Portugal,, moramos lá sete anos, em Lisboa, e decidimos vir para o Brasil.

Notisul – Como foi essa mudança, uma vez que o senhor morava na capital de Portugal, e decidiu vir para Tubarão?
Alberto
– Há sempre um choque. Nós compartilhamos a mesma língua, mas dentro do países existem diferenças culturais grandes.Encontrei aqui um Brasil que eu não tinha conhecimento. Um Brasil bastante europeu. Conhecia antes o norte, nordeste, o chamado Brasil tropical. E, quando vim morar aqui, deparei-me com um país diferente. Visto que a imigração de alemães e italianos é mais recente, 1870, 1880, e os açorianos e portugueses do continente um pouco antes, 1740. Portanto, é um fênomeno recente e deixa as suas marcas na cultura.

Notisul – Na sua avaliação, o sul é de fato, mais europeu?
Alberto
– Eu acho que em algumas coisas sim. Já houve uma miscigenação grande. O fator português, açoriano, italiano e alemão estão bem compensados, não existem clivagens. Mas as características são diferentes do restante do Brasil. As comunidades são mais fechadas, reservadas e nisso são muito europeias (risos).
Notisul – Como o Brasil é visto lá em Portugal? Porque aqui você deve ter ouvido muitas piadas de português…
Alberto – Como nós fomos os colonizadores do Brasil, o conhecimento sobre a cultura e a história são maiores, mas ele não é aprofundado. Por exemplo, quando se fala de Brasil, o povão, o que se imagina? Rio, São Paulo, nordeste, as praias com coqueiros.

Notisul – O Brasil Carmem Miranda?
Alberto
– Ela foi a imigrante portuguesa/brasileira de maior sucesso nos Estados Unidos (risos). Essa ideia da tropicalidade que ela representa é o que se pensa do Brasil. De sol, de praia, de mar, calor, coqueiros. Mas o sul é pouco conhecido e é diferente. O Brasil é visto com muito carinho pelos portugueses, afinal, nós fomos os colonizadores, apesar das muitas críticas, ao modelo português, com tudo que há de bom e de mais ruim.

Notisul – Politicamente, como o Brasil é visto? Mudou muito após as viagens de Fernando Henrique (PSDB) e de Lula (PT)?
Alberto
– Eu acho que não é muito visto por lá, porque não há informações. Os jornais falam quando há eleições, mas os escândalos não têm repercussão lá, até porque não é interesse deles. Lá, a população está voltada para os seus próprios políticos e com a União Europeia.

Notisul – Nos artigos que você escreveu para o Notisul, falou da possibilidade dos municípios saírem da Amurel. Como você vê essa questão?
Alberto
– O que eu escrevi é o que eu penso. Com base na experiência acumulada com a União Europeia. A integração funciona mais do que a desintegração. Nós estamos em um mundo global, onde as relações são complexas e complicadas. Complexas porque são interligadas, vem do latim complexus. Edgar Morin fala que é complexo algo que é tecido em conjunto. E hoje há uma interdependência muito grande entre as coisas e pessoas. Isso significa que é muito difícil uma pessoa, um país, uma região, um município tenha um protagonismo grande se trabalhar sozinho. Hoje, isso não existe mais. Justamente porque as relações são profundas, têm uma diversidade de fatores que tudo parece ir ao encontro a uma ideia de cooperação e integração. Essa é a tônica que a União Europeia tem dado nas últimas décadas. Não apenas em relação a si mesma, mas também multilaterais. Então, transportando tudo isso para o sul catarinense, eu acho que os municípios ganham mais se integrarem-se em uma filosofia de cooperação, de relações entre iguais, do que três ou quatro quererem criarem uma outra associação, porque ela será apenas virtual. Porque hoje nada é feito isolado.

Notisul – Essa certa rivalidade que obsersavamos na região pode ser usada como analogia para o Mercosul? Desta dificuldade de se ver o bloco econômico funcionar de fato, já que a Argentina puxa de um lado, o Brasil de outro?
Alberto
– Essa rivalidade é antiga. Esse arquétipo funciona desde uma escala global, para os continentes, países, indíviduos e até entre os indivíduos e organizações. Hoje, uma das grandes tônicas da gestão moderna é justamente a integração das competências para criar algo em comum. Algo que seja mais forte, mais competitivo. Acho que hoje é a única saída, ou ao menos uma cooperação entre iguais, para que haja o desenvolvimento economicamente sustentável e também ambientalmente sustentável.

Notisul – E você, como profissional da área de gestão, como observa essa preocupação com o meio ambiente, os empresários estão mais conscientes disso?
Alberto
– Aqui no Brasil, tem alguns aspectos mais adiantados, outros menos do que na Europa. As empresas hoje estão pretendendo um desenvolvimento econômico em harmonia com o meio ambiente. Na Europa, esse esforço é um pouco mais antigo, até porque eles foram grandes poluidores. Na década de 1950, houve um boom industrial no pós guerra, com muitas fábricas e sem os cuidados adequados. Viu-se então que esse não era o melhor caminho. Já nos anos 1980, começaram a trabalhar em tecnologias limpas. E no Brasil essa preocupação é mais recente, até porque o desenvolvimento industrial do país é mais recente.

Notisul – Poderia ser também um reflexo do conceito de que os recursos naturais no Brasil são infindáveis?
Alberto
– Uma pelo atraso do desenvolvimento industrial, que é normal, e depois com a ideia de achar que os recursos não acabarão, porque é tudo muito abundante no país. Como o Brasil é muito grande, acham que as matas não têm fim, que a água não tem fim, e não é bem assim. Hoje, está se vendo que estes recursos tem um limite. Eu acrescento ainda um outro fator: uma ambição desmedida dos empresários. Se nota que o empresário quer ter um lucro imediato, rápido, investindo pouco e sem se ater muito às regras. Há muitos anos observo isso no Brasil, essa questão do imediatismo. E nisso se enquandra a questão ambiental, os desmatamentos.

Notisul – Podemos ter aí um certo resquício da colonização portuguesa? Porque a ideia dos colonizadores era sair de Portugal, vir para o Brasil, ‘ficar rico’ e voltar para a Europa…
Alberto
– Eu acredito que existe um eco. O país sempre foi um pouco assim e hoje continua, de certa forma. Em Portugal, houve mudanças, um amadurecimento do pensamento político, social e humano e hoje deu uma nova mentalidade. Aqui, o processo é mais lento. No Brasil, os resquícios da escravidão, este estado de senhor e escravo, de um ter totais direitos e outro nada poder, foi perpetuado por muito mais tempo do que em Portugal. São resquícios de um tempo que não volta mais e é insustentável manter isso, não apenas em relações pessoais, mas também com o meio ambiente.

Notisul – Esse amadurecimento que você fala também tem que ser conquistado na área política?
Alberto
– Sim. Mas isso não apenas no Brasil, também em outros lugares, como os países islâmicos, oriente médio. Eles ainda não derrubaram um certo feudalismo. Só que eu vejo que o Brasil precisa avançar mais. O país tem potencial para alcançar o reconhecimento internacional. Para competir com outros países, com relações políticas mais sofisticadas, é preciso seguir algumas regras, até por uma certa ética. Aí é que está o problema. O Brasil tem que evoluir mais. Encontramos aqui pessoas muito inteligentes, preparadas em muitas áreas, técnicas, humanas, mas as relações de poder são muito arcaicas. Eu vejo o Brasil ao mesmo tempo em muitas épocas. Ou seja, há um Brasil que se encontra na Idade Média, outro que está no Renascimento, no Iluminismo, na Revolução Francesa, na Revolução Industrial, na Modernidade e outro ainda que é Pós-Moderno. Mas a parte antiga continua a puxar muito e a condicionar o desenvolvimento, não apenas econômico, mas social. E isso se reflete no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Por exemplo, os últimos números mostraram que em termos de Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é a décima economia do mundo, mas em IDH está lá embaixo. Já o índice de corrupção, é um dos mais altos. Há uma série de disparidades que precisam ser ajustadas. Para que realmente o desenvolvimento seja compatível com o potencial do Brasil.

Notisul – Isso ocorre por que a nossa visão de estado ainda é muito paternalista, mas que ao mesmo tempo não é um estado de bem estar social?
Alberto
– Eu até uso como um paradigma um filme que foi sucesso nos anos de 1980. É um filme italiano chamado Padre Padrone, ou seja, um pai patrão. O enredo é sobre uma criança que é extremamente reprimido por um pai com excesso de autoridade. O paradigma político aqui é bem esse, padre, padrone. É um pai que é altamente protetor, mas pensa muito nele mesmo e que esquece dos próprios filhos. Porque os filhos querem crescer, estudar, viver melhor, bons hospitais, boas estradas, mas o pai retém boa parte da riqueza. Eu não comparo Brasil com Europa, porque são duas realidades diferentes. O que eu vejo é que, no Brasil, o país poderia estar melhor, se fosse menos arcaico de relações de poder, de organização da administração pública.

Notisul – Na história, fala-se do fato, do contexto e da estrutura. No caso do Brasil, mudou-se o fato e o contexto, mas a estrutura não. É isso que você observa quando fala de relações arcaicas?
Alberto
– É isso aí. O problema é estrutural e, por sua vez, acaba sendo sistêmico. Assim, a estrutura reflete-se nas pontas. E, por ser sistêmico, reflete-se também no comportamento humano. O que falta é a cooperação, daí essa a minha crítica de Brasília como Versailhes. A corte de Luiz 16, no século 18, consumia praticamente tudo o que a França produzia. O resultado é que o povo era subdesenvolvido, pobre, faminto e resultou na revolução feita pelos intelectuais. E no Brasil, o problema hoje é que a maior parte das riquezas, do PIB, fica no bolso de poucos e é mal distribuído, não como uma dádiva, e sim como investimento no ser humano. Porque tudo é feito pelo ser humano.

Notisul – E voltando à área de gestão. Pela sua experiência, os empresários estão mais preocupados em remunerar melhor os funcionários?
Alberto
– Sim. Observo muito isso em pesquisas, em leituras. Há cases de sucesso em áreas de responsabilidade humana, social e de um novo estilo de gestão. Uma gestão mais participativa. Com a capacidade de se delegar, de ser flexível, rápido, ágil e responsável. Tudo isso faz parte de novas ideias que podem ser aplicadas desde a política às empresas. Em alguns países como a Inglaterra, Portugal, Holanda, tem se buscado também a eficiência de gestão na administração pública. Aplicando modelos de gestão semelhantes à iniciativa privada, reduzindo custos da máquina pública e oferencendo melhores serviços aos cidadãos.