terça-feira, 2 junho , 2026
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Microempreendedor individual: Implantação da lei é discutida em Tubarão

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Tubarão

A lei que regulamenta o Microempreendedor Individual (MEI) entrou em vigor no começo do mês passado. Embora não esteja disponível ainda no sistema de Santa Catarina, os órgãos impactados pela nova regra já se organizam para que não haja nenhum atropelamento na hora do registro.

Das categorias enquadradas na nova lei, os preços de tributos e taxas e as exigências municipais são levantadas. Com a implantação do MEI, o empreendedor sairá da informalidade, terá direito a aposentadoria, auxílio doença e acidente, salário família e maternidade, além de os dependentes terem direito a pensão por morte e auxílio reclusão, acesso a créditos, à justiça e às licitações.

No caso do Corpo de Bombeiros, os procedimentos de vistoria serão os mesmos. Quanto à Vigilância Sanitária do município, os serviços já aplicados serão mantidos. A única alteração será a cobrança de um manual de boas práticas. O setor de normas urbanísticas da prefeitura será responsável por dar o aval de viabilidade do local onde a empresa funcionará.

Nova gripe: Agora, são sete mortes suspeitas na região

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Zahyra Mattar
Tubarão

A possível oitava vítima do vírus A (H1N1) na região pode ter sido registrada às 19h40min de sábado. Uma mulher de apenas 33 anos morreu por complicações pulmonares na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. Ela era da cidade e apresentou sintomas que podem ser o da nova gripe.

O caso, porém, somente será confirmado após a chegada dos exames laboratoriais. O resultado dos testes de outras seis pessoas que morreram por pneumonia na região também são esperados. São quatro de Tubarão e duas em Laguna.
Entre os óbitos, está o do tio da gestante Noemi Souza Martins Cascaes, 22 anos. Jackson Martins, 31, morreu na semana passada. Noemi é o único caso de morte confirmado por ser em decorrência de complicações causadas pelo vírus A (H1N1). Ela morreu no dia 22 de julho.

Até as 22 horas de ontem, a 20ª gerência de saúde em Tubarão não havia conseguido contabilizar quantos atendimentos por conta da nova gripe haviam sido feitos na região. O movimento durante o fim de semana foi extremamente intenso.
“Nossa sorte é que a parceria com os municípios é ótima. As secretarias de saúde das prefeituras de Laguna e Tubarão disponibilizaram um técnico cada para nos ajudar. Trabalhamos incansavelmente e ainda assim não estamos conseguindo dar conta da demanda”, lamenta a gerente regional Maria Lucia Gomes Matos.

Somente na madrugada de sábado, foram realizados 47 procedimentos de coleta de material em pessoas consideradas suspeitas de terem contraído a nova gripe. As equipes foram acionadas em Tubarão, Laguna, Braço do Norte, Rio Fortuna, Jaguaruna e Capivari de Baixo.

Previna-se: Etiqueta da tosse
O que fazer quando estiver com gripe ou resfriado:
• Na rua – cubra nariz e a boca. Se não tiver lenço, procure um local para lavar as mãos. O ideal nesse caso é carregar álcool gel na bolsa.
• Nas escolas ou trabalho – em caso de doença febril com tosse, o melhor é evitar sair de casa, pois, em escolas, creches ou no local de trabalho, o contato é bastante próximo. Mas, se não for possível, respeite as regras de etiqueta da tosse.

• À mesa – quando a tosse aparecer, vire-se de lado, com a cabeça baixa e coloque o guardanapo à boca. Se a tosse continuar, levante-se e deixe a mesa. Procure beber água e espere a crise passar.
• No cinema ou teatro – procure sentar nas poltronas laterais das fileiras. Quando tossir, abafe o som com um lenço ou saia da sala até que a crise passe.

Postos registram 35 atendimentos por dia, em média

A medida adotada pela prefeitura de Tubarão na semana passada surtiu efeito imediato e positivo fim de semana. As três clínicas da cidade que ficaram abertas sábado e domingo, das 8 às 18 horas (Becker, Humaitá e Caic), registraram uma média de 35 atendimentos por dia.

Isto refletiu na quantidade de pessoas na emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). O setor, porém, voltou a lotar após o fechamento das clínicas municipais. Na do Humaitá, por exemplo, ainda com os atendimentos, o movimento foi considerado tranquilo.

“A maioria tem sintomas de resfriado comum. Hoje (ontem), apenas uma pessoas foi encaminhada ao HNSC”, confirma a enfermeira Simone Roffmann Maiato. O médico clínico geral Diogo Santana atuou ontem na clínica do Humaitá e sábado no Becker, reforça os principais sintomas que podem ser os da nova gripe: falta de ar, febre e tosse.

Medidas preventivas são adotadas nas igrejas

Preocupado com a situação vivida pela cidade diante da disseminação do vírus A (H1N1), o administrador diocesano de Tubarão, Dom Jacinto Bergmann, anunciou, ontem, medidas preventivas para as paróquias da comarca de Tubarão.

O mutirão de acolhida e visitação, agenda para ocorrer na Semana da Família (entre ontem até o próximo domingo), foi adiado. As aulas de catequese também estão suspensas por tempo indeterminado. Os encontros voltarão a ocorrer quando o município anunciar a volta às aulas.
As festas e atividades com aglomeração de pessoas nos salões paróquias e comunitários também foram suspendidos, assim como a concentração catequética, que ocorreria no próximo dia 30, em Tubarão.

Dom Jacinto não anunciou o fechamento das igrejas e suspensão das missas. Porém, reiterou aos padres que adotem medidas preventivas para não colocarem a si e aos fiéis em situação de risco. Uma delas é efetuar a comunhão nas mãos do cidadão e não mais na boca.

As relações de poder são arcaicas no Brasil

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Amanda Menger
Tubarão

Notisul – Hoje, é comum os brasileiros mudarem-se para Portugal, mas o senhor fez o contrário. Como decidiu vir para Santa Catarina?
Alberto
– Eu venho para o Brasil desde jovem. Estive aqui pela primeira vez em 1978. Vim outras vezes, casei com um brasileira, e em 2002 em vim para Santa Catarina já para trabalhar na Unisul. Eu tinha vindo em setembro de 2001 para acertar a contratação com a universidade. Em 2002, vim de mala e cuia.

Notisul – Quando você veio para o Brasil em 1978, foi a passeio?
Alberto
– Foi a passeio, para conhecer algumas pessoas com as quais eu tinha contato. Tinha 23 anos na época e conheci parte do Brasil. Estive mais de um mês, fiz Rio, São Paulo, Minas, interior de Goiás, Mato Grosso, Bahia. Eu vim mais vezes depois de conhecer a minha esposa. Ela é de Bom Retiro e nos conhecemos. Ela foi para Portugal,, moramos lá sete anos, em Lisboa, e decidimos vir para o Brasil.

Notisul – Como foi essa mudança, uma vez que o senhor morava na capital de Portugal, e decidiu vir para Tubarão?
Alberto
– Há sempre um choque. Nós compartilhamos a mesma língua, mas dentro do países existem diferenças culturais grandes.Encontrei aqui um Brasil que eu não tinha conhecimento. Um Brasil bastante europeu. Conhecia antes o norte, nordeste, o chamado Brasil tropical. E, quando vim morar aqui, deparei-me com um país diferente. Visto que a imigração de alemães e italianos é mais recente, 1870, 1880, e os açorianos e portugueses do continente um pouco antes, 1740. Portanto, é um fênomeno recente e deixa as suas marcas na cultura.

Notisul – Na sua avaliação, o sul é de fato, mais europeu?
Alberto
– Eu acho que em algumas coisas sim. Já houve uma miscigenação grande. O fator português, açoriano, italiano e alemão estão bem compensados, não existem clivagens. Mas as características são diferentes do restante do Brasil. As comunidades são mais fechadas, reservadas e nisso são muito europeias (risos).
Notisul – Como o Brasil é visto lá em Portugal? Porque aqui você deve ter ouvido muitas piadas de português…
Alberto – Como nós fomos os colonizadores do Brasil, o conhecimento sobre a cultura e a história são maiores, mas ele não é aprofundado. Por exemplo, quando se fala de Brasil, o povão, o que se imagina? Rio, São Paulo, nordeste, as praias com coqueiros.

Notisul – O Brasil Carmem Miranda?
Alberto
– Ela foi a imigrante portuguesa/brasileira de maior sucesso nos Estados Unidos (risos). Essa ideia da tropicalidade que ela representa é o que se pensa do Brasil. De sol, de praia, de mar, calor, coqueiros. Mas o sul é pouco conhecido e é diferente. O Brasil é visto com muito carinho pelos portugueses, afinal, nós fomos os colonizadores, apesar das muitas críticas, ao modelo português, com tudo que há de bom e de mais ruim.

Notisul – Politicamente, como o Brasil é visto? Mudou muito após as viagens de Fernando Henrique (PSDB) e de Lula (PT)?
Alberto
– Eu acho que não é muito visto por lá, porque não há informações. Os jornais falam quando há eleições, mas os escândalos não têm repercussão lá, até porque não é interesse deles. Lá, a população está voltada para os seus próprios políticos e com a União Europeia.

Notisul – Nos artigos que você escreveu para o Notisul, falou da possibilidade dos municípios saírem da Amurel. Como você vê essa questão?
Alberto
– O que eu escrevi é o que eu penso. Com base na experiência acumulada com a União Europeia. A integração funciona mais do que a desintegração. Nós estamos em um mundo global, onde as relações são complexas e complicadas. Complexas porque são interligadas, vem do latim complexus. Edgar Morin fala que é complexo algo que é tecido em conjunto. E hoje há uma interdependência muito grande entre as coisas e pessoas. Isso significa que é muito difícil uma pessoa, um país, uma região, um município tenha um protagonismo grande se trabalhar sozinho. Hoje, isso não existe mais. Justamente porque as relações são profundas, têm uma diversidade de fatores que tudo parece ir ao encontro a uma ideia de cooperação e integração. Essa é a tônica que a União Europeia tem dado nas últimas décadas. Não apenas em relação a si mesma, mas também multilaterais. Então, transportando tudo isso para o sul catarinense, eu acho que os municípios ganham mais se integrarem-se em uma filosofia de cooperação, de relações entre iguais, do que três ou quatro quererem criarem uma outra associação, porque ela será apenas virtual. Porque hoje nada é feito isolado.

Notisul – Essa certa rivalidade que obsersavamos na região pode ser usada como analogia para o Mercosul? Desta dificuldade de se ver o bloco econômico funcionar de fato, já que a Argentina puxa de um lado, o Brasil de outro?
Alberto
– Essa rivalidade é antiga. Esse arquétipo funciona desde uma escala global, para os continentes, países, indíviduos e até entre os indivíduos e organizações. Hoje, uma das grandes tônicas da gestão moderna é justamente a integração das competências para criar algo em comum. Algo que seja mais forte, mais competitivo. Acho que hoje é a única saída, ou ao menos uma cooperação entre iguais, para que haja o desenvolvimento economicamente sustentável e também ambientalmente sustentável.

Notisul – E você, como profissional da área de gestão, como observa essa preocupação com o meio ambiente, os empresários estão mais conscientes disso?
Alberto
– Aqui no Brasil, tem alguns aspectos mais adiantados, outros menos do que na Europa. As empresas hoje estão pretendendo um desenvolvimento econômico em harmonia com o meio ambiente. Na Europa, esse esforço é um pouco mais antigo, até porque eles foram grandes poluidores. Na década de 1950, houve um boom industrial no pós guerra, com muitas fábricas e sem os cuidados adequados. Viu-se então que esse não era o melhor caminho. Já nos anos 1980, começaram a trabalhar em tecnologias limpas. E no Brasil essa preocupação é mais recente, até porque o desenvolvimento industrial do país é mais recente.

Notisul – Poderia ser também um reflexo do conceito de que os recursos naturais no Brasil são infindáveis?
Alberto
– Uma pelo atraso do desenvolvimento industrial, que é normal, e depois com a ideia de achar que os recursos não acabarão, porque é tudo muito abundante no país. Como o Brasil é muito grande, acham que as matas não têm fim, que a água não tem fim, e não é bem assim. Hoje, está se vendo que estes recursos tem um limite. Eu acrescento ainda um outro fator: uma ambição desmedida dos empresários. Se nota que o empresário quer ter um lucro imediato, rápido, investindo pouco e sem se ater muito às regras. Há muitos anos observo isso no Brasil, essa questão do imediatismo. E nisso se enquandra a questão ambiental, os desmatamentos.

Notisul – Podemos ter aí um certo resquício da colonização portuguesa? Porque a ideia dos colonizadores era sair de Portugal, vir para o Brasil, ‘ficar rico’ e voltar para a Europa…
Alberto
– Eu acredito que existe um eco. O país sempre foi um pouco assim e hoje continua, de certa forma. Em Portugal, houve mudanças, um amadurecimento do pensamento político, social e humano e hoje deu uma nova mentalidade. Aqui, o processo é mais lento. No Brasil, os resquícios da escravidão, este estado de senhor e escravo, de um ter totais direitos e outro nada poder, foi perpetuado por muito mais tempo do que em Portugal. São resquícios de um tempo que não volta mais e é insustentável manter isso, não apenas em relações pessoais, mas também com o meio ambiente.

Notisul – Esse amadurecimento que você fala também tem que ser conquistado na área política?
Alberto
– Sim. Mas isso não apenas no Brasil, também em outros lugares, como os países islâmicos, oriente médio. Eles ainda não derrubaram um certo feudalismo. Só que eu vejo que o Brasil precisa avançar mais. O país tem potencial para alcançar o reconhecimento internacional. Para competir com outros países, com relações políticas mais sofisticadas, é preciso seguir algumas regras, até por uma certa ética. Aí é que está o problema. O Brasil tem que evoluir mais. Encontramos aqui pessoas muito inteligentes, preparadas em muitas áreas, técnicas, humanas, mas as relações de poder são muito arcaicas. Eu vejo o Brasil ao mesmo tempo em muitas épocas. Ou seja, há um Brasil que se encontra na Idade Média, outro que está no Renascimento, no Iluminismo, na Revolução Francesa, na Revolução Industrial, na Modernidade e outro ainda que é Pós-Moderno. Mas a parte antiga continua a puxar muito e a condicionar o desenvolvimento, não apenas econômico, mas social. E isso se reflete no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Por exemplo, os últimos números mostraram que em termos de Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é a décima economia do mundo, mas em IDH está lá embaixo. Já o índice de corrupção, é um dos mais altos. Há uma série de disparidades que precisam ser ajustadas. Para que realmente o desenvolvimento seja compatível com o potencial do Brasil.

Notisul – Isso ocorre por que a nossa visão de estado ainda é muito paternalista, mas que ao mesmo tempo não é um estado de bem estar social?
Alberto
– Eu até uso como um paradigma um filme que foi sucesso nos anos de 1980. É um filme italiano chamado Padre Padrone, ou seja, um pai patrão. O enredo é sobre uma criança que é extremamente reprimido por um pai com excesso de autoridade. O paradigma político aqui é bem esse, padre, padrone. É um pai que é altamente protetor, mas pensa muito nele mesmo e que esquece dos próprios filhos. Porque os filhos querem crescer, estudar, viver melhor, bons hospitais, boas estradas, mas o pai retém boa parte da riqueza. Eu não comparo Brasil com Europa, porque são duas realidades diferentes. O que eu vejo é que, no Brasil, o país poderia estar melhor, se fosse menos arcaico de relações de poder, de organização da administração pública.

Notisul – Na história, fala-se do fato, do contexto e da estrutura. No caso do Brasil, mudou-se o fato e o contexto, mas a estrutura não. É isso que você observa quando fala de relações arcaicas?
Alberto
– É isso aí. O problema é estrutural e, por sua vez, acaba sendo sistêmico. Assim, a estrutura reflete-se nas pontas. E, por ser sistêmico, reflete-se também no comportamento humano. O que falta é a cooperação, daí essa a minha crítica de Brasília como Versailhes. A corte de Luiz 16, no século 18, consumia praticamente tudo o que a França produzia. O resultado é que o povo era subdesenvolvido, pobre, faminto e resultou na revolução feita pelos intelectuais. E no Brasil, o problema hoje é que a maior parte das riquezas, do PIB, fica no bolso de poucos e é mal distribuído, não como uma dádiva, e sim como investimento no ser humano. Porque tudo é feito pelo ser humano.

Notisul – E voltando à área de gestão. Pela sua experiência, os empresários estão mais preocupados em remunerar melhor os funcionários?
Alberto
– Sim. Observo muito isso em pesquisas, em leituras. Há cases de sucesso em áreas de responsabilidade humana, social e de um novo estilo de gestão. Uma gestão mais participativa. Com a capacidade de se delegar, de ser flexível, rápido, ágil e responsável. Tudo isso faz parte de novas ideias que podem ser aplicadas desde a política às empresas. Em alguns países como a Inglaterra, Portugal, Holanda, tem se buscado também a eficiência de gestão na administração pública. Aplicando modelos de gestão semelhantes à iniciativa privada, reduzindo custos da máquina pública e oferencendo melhores serviços aos cidadãos.

Divisão Especial: Hercílio x Imbituba enfrentam-se

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Priscila Loch
Tubarão

A grande incidência de casos suspeitos de nova gripe em Tubarão fez o prefeito Manoel Bertoncini baixar um decreto pelo qual determina a suspensão dos eventos na cidade a partir de segunda-feira (leia mais nas páginas 3 e 4). O assunto é acompanhado de perto pelos dirigentes do Hercílio Luz, mas, por enquanto, não é pensado mais a fundo.

“Por se tratar de um evento em local aberto, acredito que não terá problema. No máximo, que ocorra como o jogo Coritiba x Santos, com a torcida de máscara”, analisa o supervisor de futebol do Leão, André Barcelos.
Por ora, o Hercílio foca apenas o jogo contra o CFZ Imbituba, neste domingo, às 15h30min, no Estádio Anibal Costa, pela última rodada do turno da Divisão Especial do Campeonato Catarinense. A meta é somar pontos e subir na tabela, já que perdeu nas últimas duas partidas.
E a tarefa não deve ser fácil, já que o Imbituba luta pelo título da primeira fase da competição. Para a ‘batalha’, o técnico Arnaldo Lira contará com cinco dos seis jogadores contratados durante a semana.

Apenas Ricardo não estreia. Além de não estar 100% bem fisicamente, o atacante não foi inscrito a tempo, já que a Federação Cearense não encaminhou o termo de empréstimo. O time titular deve ser decidido por Lira somente no trabalho tático deste sábado, mas a escalação provável é: Thiago, Jairo Santos, Carlinhos e Renato Tilão, Hudson, Jhony, Alessandro, Diones e Rodrigo Silva, e Renato e Edson Bugrão.

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
As ações devem ter foco, para que não se dispersem ao vento. Você pode ter muitas idéias, mas a questão é como operacionalizá-las. Encontra algumas resistências, que servem para que aprimore as atitudes e seja mais flexível.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Com Vênus em Câncer e a Lua em Peixes, você percebe os sentimentos com mais intensidade. Quer aconchego, proteção, uma conversa íntima ou uma comunicação que mesmo sem palavras diga tudo.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Mercúrio, o regente geminiano, faz aspecto com Vênus, simbolizando o encontro entre a mente e o coração, a expressão do que sentimos, o diálogo sobre o afeto. Sobre as escolhas, os valores, o que consideramos importante.

Câncer (22/06 a 22/07)
Os dois planetas que simbolizam a energia feminina do afeto e da sensibilidade, Lua e Vênus, estão posicionados em signos de elemento água, sinalizando o tom emotivo do atual momento. A percepção de que somos uma grande família.

Leão (23/07 a 22/08)
Você está agora redescobrindo o significado de amor, de família, de tudo o que lhe nutre emocionalmente e faz com que irradie a energia tão amorosa que possui. Se nasceu em Leão, é para que aprenda o significado do verbo amar.

Virgem (23/08 a 22/09)
Mercúrio em seu signo sinaliza a mente perspicaz, a habilidade de perceber o que precisa ser melhor analisado. Mas a compreensão não se faz apenas pela mente racional. É quando integramos coração e mente que alcançamos a verdadeira compreensão.

Libra (23/09 a 22/10)
Trabalho não é apenas cumprir tarefas ou ter meios de subsistência material. É uma forma de utilizar os seus talentos, aprimorar dons, e colocar o coração no que faz. Somente assim é que você se sente verdadeiramente realizado.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Um dia com forte energia emocional, sintonizada com a alma escorpiana fascinada pelos mistérios da vida, e dentre eles a emoção, o sentimento, aquilo que embora pareça tão abstrato, tem vida, tem corpo.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Os sagitarianos parecem estar à procura de um lar, simbolizando o seu desejo de se sentirem aconchegados, acolhidos e amados. Mas isso não deve ser esperado dos outros, mas partir de si.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Busque o entendimento, perceba o que une, e não o que separa, capricorniano. Mas isso não significa ficar preso a carências ou comportamentos passadas. Novos caminhos e sentimentos estão aí.

Aquário (20/01 a 18/02)
Valores, o grande questionamento do dia. O que você considera valioso? Perceberá que são coisas mais sutis e abstratas do que poderia supor. Sentimentos, paz de espírito, bem-estar.

Peixes (19/02 a 20/03)
A Lua está em seu signo e Vênus está em Câncer traduzindo a sintonia emocional do céu astrológico, aquele toque sensível que nos faz ver a vida com olhos mais compassivos.

História é história, preserve-a

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A o ler os artigos de uma das páginas do Notisul de 4/08, deparei-me com uma matéria que diz o seguinte: “É parte da história”. Realmente, é parte da história; mas de uma história que infelizmente está para ser destruída num ato que virou rotina em nossa cidade.

Estou falando da casa onde morou e fez história nosso ilustre e saudoso pintor Willy Zumblick, hoje colocada à venda e que, se for concretizada, provavelmente será derrubada para dar lugar a uma construção moderna. Mas não é isso que deva acontecer e sim tombada como patrimônio histórico, para nossa cidade.
Acima, falei que fatos como este vêm acontecendo em nossa cidade; lembram-se da nossa Catedral? Até hoje, pessoas que a conheceram ainda lamentam pela falta da igreja que por longos anos foi alvo de grandes eventos da comunidade católica da região.

Aqui fica uma pergunta: se fosse hoje, aquele monumento histórico seria destruído?
Para nós, na época em que vivemos, um acontecimento de destruição desta natureza, seria taxado como desrespeito à população católica de Tubarão e região. Será que foi por falta de um terreno para construir uma nova Catedral? Acho que não. Com certeza, houve outras razões ainda não explicadas aos tubaronenses. Aos mandantes desta tragédia, que adjetivos aplicá-los, com a decisão tomada na época?

Continuando, digo mais: a belíssima casa da família Medeiros, outro monumento que deveria ser tombado como patrimônio histórico, foi vendida, segundo comentários por R$ 2 milhões, e hoje deu lugar a um estacionamento de veículos. Onde está a força do nosso poder público municipal? Gente, R$ 2 milhões são gastos por uma comitiva que vai ao exterior para analisar projetos que podem beneficiar o município, e que muitas vezes não saem do papel. Pense bem, custava investir neste patrimônio, que viria a ser algo mais aos olhares de turistas que nos visitam?

Tratando-se de história de nossos antepassados e do município, vamos preservá-los. O modernismo nem sempre atrai a população e muito menos aos olhares dos turistas.
Vejam um exemplo que o Brasil todo e o mundo admiram, Aparecida do Norte. A construção de uma grande e imponente Basílica não foi motivo para que a pequena e acanhada igreja antiga fosse alvo de derrubada, e sim para orgulho da pequena cidade, foi tombada como patrimônio histórico nacional, até hoje muito respeitada por quem a visita. Assim muitos outros, por esse Brasil afora.

A catedral metropolitana em Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz, que hoje fazem parte da história e respeito do povo catarinense, são monumentos tombados que estão sendo reformados, por quê? Porque a história de um povo e de uma cidade, estado e de um país não se derruba assim, como pedras de um jogo de dominós.
Como disse na reportagem ao Notisul a neta de Willy, Andréia Zumblick: “se a prefeitura mostrasse interesse em transformar em museu, com certeza, apoiaríamos”.
Então, senhor prefeito, está em vossas mãos a canetada, que poderá transformar esta casa em museu, e com as obras do saudoso pintor lá existentes e outras.

Assim se fará justiça conservando um acervo histórico de nossa cidade, para que amanhã nossos netos e gerações futuras venham a conhecer um pouco da história de nossos antepassados e da Cidade Azul. Numa cidade que se fala tanto em incrementar o turismo, é mais uma oportunidade para reafirmar seus objetivos. Não vamos esconder e sim mostrar um pouco de nossa história.
Vamos dizer aos brasileiros que Tubarão fez e tem história.

Cigarro: Lei proíbe fumar em locais fechados

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Tatiana Stock
Tubarão

A mesma lei aprovada na capital paulista, a fim de banir os espaços destinados a fumantes em ambientes coletivos, foi copiada e aprovada em Tubarão nesta semana. “Considero que é um mal para quem consome e um incômodo para os não fumantes”, argumenta o vereador Jefferson Brunato (PSDB), autor do projeto.
O texto foi aprovado com validade de duas votações e com disposição da redação final. Agora, caberá ao prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) sancionar, ou não, a lei. Ele tem 30 dias para analisar a proposta. Se aceitar, os estabelecimentos terão até 60 dias para se adequar à nova determinação. A matéria, considerada positiva para a saúde da população, será um “páreo duro” para os fumantes e proprietários de bares e casas noturnas da cidade.

O proprietário do Céu da Boca, Ivan Tournier Campelli, acredita que não será fácil controlar o vício dos frequentadores. “Tubarão é uma cidade pequena. Não é como São Paulo. Tenho dúvidas se (os fumantes) vão respeitar esta regra”, avalia Ivan. No seu estabelecimento, o uso de tabaco no horário do restaurante já é proibido. Mesmo assim, explica o proprietário, muita gente não respeita.
Entre os fumantes, também há polêmica quanto à proibição do cigarro. Despedir-se do hábito na balada não está nos planos da estudante de biologia Camila Siqueira. “Não tenho o costume de fumar toda hora, mas na ‘night’ não tem como. Vou ter que dar um jeitinho”, assume.

Alternativa
Ainda em implantação pela prefeitura de Tubarão, o programa de tabagismo busca incentivar fumantes a abandonarem o vício. Até agora, 160 cadastros foram feitos nos últimos dois meses. Destes, a maioria são mulheres acima de 40 anos. “Em virtude da estética e da menopausa, a autoestima fica um pouco baixa e a mulher passa a se preocupar mais”, considera a enfermeira e coordenadora do projeto, Rosalva Pinto Galassi.

Nova gripe: Centro de triagem será instalado em Tubarão

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Zahyra Mattar
Tubarão

Para tentar controlar o movimento no setor de emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, a prefeitura agiliza durante este fim de semana a montagem de um Centro de Triagem. A “tenda” será organizada junto à secretaria de saúde, no bairro Oficinas. O centro deverá começar a funcionar segunda-feira.
Até lá, três postos ficarão abertos durante este fim de semana para efetuar a triagem dos casos. Quando alguém com sintomas suspeito procura o serviço público municipal de saúde, o médico encaminha o paciente com uma ordem escrita ao HNSC.

Este procedimento garante maior agilidade no acesso aos medicamentos necessários – seja pela gripe comum, seja pela nova influenza – e não coloca pessoas que buscam o setor por outras emergências. Caso do tubaronense Sidnei da Silva. Por conta de uma forte cólica renal, ele precisou buscar ajuda junto a emergência do HNSC. Como o local estava cheio de pacientes com sintomas gripais, Sidnei usava uma máscara para evitar a nova gripe.

Assim como Sidnei precisou ficar horas na espera do atendimento, por conta da excessiva demanda, a comerciante Eliana cansou e resolveu buscar ajuda em outra clínica. “Desculpe, mas avalio que muitos se aproveitam. Fiquei no relento com minha filha, com 42o de febre, por mais de duas horas (nesta sexta-feira). As pessoas devem buscar ajuda no posto antes. O atendimento no posto foi perfeito. Mas no hospital desisti de esperar. Era muita gente”, explica.

O HNSC emitiu uma nota onde explica que a demanda realmente é muito além da capacidade da instituição. Atualmente, o movimento é 80% superior ao registrado habitualmente, antes da epidemia da nova gripe.

Tempo: A dica é ficar em casa neste fim de semana

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Tatiana Stock
Tubarão

Uma nova frente fria forma-se e desloca-se para o sul catarinense entre a tarde deste sábado e a manhã de domingo. A Defesa Civil Estadual alerta para o risco de alagamentos e danificação de residências por possíveis temporais, ventos fortes e queda de granizo em direção ao litoral.

Tubarão tem problemas de alagamento em algumas áreas da cidade, mas a meteorologista da Epagri/Ciram Marilene de Lima explica que não há possibilidade de enchente. “Para isso, é necessário uma combinação com a maré alta e fortes chuvas por vários dias, entre outros fatores. Por enquanto, não há motivos para preocupação”, garante Marilene.

Ficar em casa, no quentinho, é a melhor opção para a analista de sistema Maristela Costa. “Com a baixa na temperatura, o melhor é não sair e aproveitar para ler e descansar”, sugere. Já para quem atua no comércio, o jeito será encarar o frio de qualquer. “A vontade de ficar em casa é grande”, admite a vendedora Maira Nogaredo, de Tubarão.

O setor de clima e previsão do tempo da Epagri/Ciram também alerta os profissionais da pesca. O mar estará agitado. “Pequenas e médias embarcações devem evitar sair para alto mar”, avisa a meteorologista Marilene.

Troca de acusações: “Eles chegaram batendo”, diz nômade

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Amanda Menger
Tubarão

Volnei da Silva, 33 anos, nasceu em Tubarão e, junto com a esposa, os seis filhos e alguns outros parentes viaja de cidade em cidade. Ele está acampado próximo à rodoviária há seis meses. Para manter a família, vende quadros e outros produtos artesanais.

Segunda-feira passada, por volta das 16 horas, ele foi preso pela Guarda Municipal. No boletim de ocorrência, consta desacato a autoridade e ameaças de morte. O nômade alega que apanhou dos guardas e mostra diversos hematomas pelo corpo.
“Eu tinha bebido umas três ou quatro latinhas de cerveja e estava brigando com a minha mulher. Os guardas chegaram batendo. Estavam com uma barra de ferro e com um bastão. Tenho até uma marca da bota deles na coxa. Tenho problemas de osteoroporose e estou todo dolorido”, diz Volnei.

O artesão diz que os guardas bateram nele na frente dos filhos. “Eles me jogaram no chão e nem se importaram de tirar as crianças. Tenho seis filhos, a mais velha tem 14 anos e o mais novo 3. Me pegaram pelos cabelos e esfregaram o meu rosto no chão. Ainda estou com a marca no nariz”, conta Volnei.
O nômade foi levado pelos GMs até a Central de Polícia Civil. “Lá, eles registraram um boletim de ocorrência contra mim e disseram que eu tinha sido preso por atacar o radar. Na Central, me indicaram um advogado. Vou esperar para ver o que faremos”, afirma o artesão.

Diretor da GM rebate a denúncia

As acusações do artesão Volnei da Silva, 33 anos, de agressão por parte de guardas municipais, é vista com contrariedade pelo diretor da instituição, Adailton do Livramento. Segundo ele, o artesão ameaçou os GMs, inclusive de morte.

“Dois guardas estavam com o radar móvel na rua Padre Geraldo Spettmann e avistaram um princípio de incêndio em uma barraca. Ao se aproximarem, foram informados que era uma briga de casal e os filhos apagaram as chamas com água. Eles voltaram ao trabalho e em seguida o nômade atravessou a rua e veio na direção deles com um pedaço de pau ameaçando que iria matá-los”, afirma Adailton.
Segundo Adailton, não é a primeira vez que os GMs são ameaçados. “Outra vez, jogaram pedras no radar. Além disso, sabemos de outras reclamações sobre as atitudes dos nômades”, conta o diretor.

Os guardas chamaram reforço para conter o homem. “Foi difícil contê-lo, porque ele estava bastante nervoso. Ele foi levado à Central de Polícia Civil e foi registrado o boletim de ocorrência. No auto de prisão, constam informações sobre as queimaduras que ele já apresentava na perna”, revela Adailton.