terça-feira, 2 junho , 2026
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Troca de acusações: “Eles chegaram batendo”, diz nômade

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Amanda Menger
Tubarão

Volnei da Silva, 33 anos, nasceu em Tubarão e, junto com a esposa, os seis filhos e alguns outros parentes viaja de cidade em cidade. Ele está acampado próximo à rodoviária há seis meses. Para manter a família, vende quadros e outros produtos artesanais.

Segunda-feira passada, por volta das 16 horas, ele foi preso pela Guarda Municipal. No boletim de ocorrência, consta desacato a autoridade e ameaças de morte. O nômade alega que apanhou dos guardas e mostra diversos hematomas pelo corpo.
“Eu tinha bebido umas três ou quatro latinhas de cerveja e estava brigando com a minha mulher. Os guardas chegaram batendo. Estavam com uma barra de ferro e com um bastão. Tenho até uma marca da bota deles na coxa. Tenho problemas de osteoroporose e estou todo dolorido”, diz Volnei.

O artesão diz que os guardas bateram nele na frente dos filhos. “Eles me jogaram no chão e nem se importaram de tirar as crianças. Tenho seis filhos, a mais velha tem 14 anos e o mais novo 3. Me pegaram pelos cabelos e esfregaram o meu rosto no chão. Ainda estou com a marca no nariz”, conta Volnei.
O nômade foi levado pelos GMs até a Central de Polícia Civil. “Lá, eles registraram um boletim de ocorrência contra mim e disseram que eu tinha sido preso por atacar o radar. Na Central, me indicaram um advogado. Vou esperar para ver o que faremos”, afirma o artesão.

Diretor da GM rebate a denúncia

As acusações do artesão Volnei da Silva, 33 anos, de agressão por parte de guardas municipais, é vista com contrariedade pelo diretor da instituição, Adailton do Livramento. Segundo ele, o artesão ameaçou os GMs, inclusive de morte.

“Dois guardas estavam com o radar móvel na rua Padre Geraldo Spettmann e avistaram um princípio de incêndio em uma barraca. Ao se aproximarem, foram informados que era uma briga de casal e os filhos apagaram as chamas com água. Eles voltaram ao trabalho e em seguida o nômade atravessou a rua e veio na direção deles com um pedaço de pau ameaçando que iria matá-los”, afirma Adailton.
Segundo Adailton, não é a primeira vez que os GMs são ameaçados. “Outra vez, jogaram pedras no radar. Além disso, sabemos de outras reclamações sobre as atitudes dos nômades”, conta o diretor.

Os guardas chamaram reforço para conter o homem. “Foi difícil contê-lo, porque ele estava bastante nervoso. Ele foi levado à Central de Polícia Civil e foi registrado o boletim de ocorrência. No auto de prisão, constam informações sobre as queimaduras que ele já apresentava na perna”, revela Adailton.

Troca de placas custa R$ 1 milhão ao Dnit

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Tubarão

A manutenção e a troca das placas de sinalização das rodovias federais de Santa Catarina custa aos cofres públicos R$ 1 milhão por ano. A maior parte das placas precisa ser trocada por ser ‘alvo’ de vândalos. Entre os maiores problemas, estão: pedradas, tiros, pichações e furtos.

“As placas são de aço galvanizado e são furtadas para fazerem lanternagem de caminhões e de tratores. Mas o grande foco é a venda para o ferro velho. Cada placa custa no mínimo R$ 400,00. Este é o preço daquelas redondas, indicativas de velocidade. As verdes, que indicam cidades, são bem mais caras. A película usada para refletir é produzida por apenas duas fábricas no país e isso aumenta o valor final”, observa o assessor de comunicação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Breno Maestri.

As reclamações sobre a falta de sinalização são constantes. “É que não damos conta de repor e fazer a manutenção necessária. Estamos sempre correndo atrás do prejuízo. As pessoas não se dão conta de que os valores usados para comprar as novas placas saíram do bolso deles, por meio dos impostos”, pondera o assessor.
Há poucos meses, foram trocadas 85 placas na BR-101, em Biguaçu. “Uma gangue entortava dois cantos da placa, e o outro dobrava as quatro. E quando encurva não tem como recuperar. O material que retiramos da rodovia é vendido como ferro-velho em leilões”, explica Breno.

Pesquisadores ainda não tiveram acesso ao relatório

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Pesquisadores de diversas áreas de universidades do sul do estado reuniram-se esta semana, em Florianópolis, para definir como será feita a análise do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) referente à exploração de fosfato em Anitápolis. Contudo, os técnicos ainda não tiveram acesso aos documentos de instalação da

Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC).
O grupo avaliará as três mil páginas do processo de Licenciamento Ambiental Prévio (LAP), emitido pela Fatma em abril. Os técnicos identificarão as inconsistências e riscos do projeto. Os dados serão então repassados aos interessados. A avaliação será usada na audiência pública em Braço do Norte. A data ainda não está marcada.
O assessor de comunicação da IFC, Marcus Aurélio de Castro, garante que a empresa cumpriu todos os passos do licenciamento ambiental e realizou as audiências públicas na quantidade e locais determinados pela Fatma.

Nova gripe: Situação crítica em Tubarão

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Zahyra Mattar
Tubarão

A situação de Tubarão em relação à disseminação da nova gripe é preocupante. A curva de contaminação da cidade é considerada alta demais em relação a outros município. O vírus A (H1N1) está em circulação e este fato é de extrema preocupação.
Tanto que a diretora-geral da secretaria estadual de saúde, Carmen Zanotto, e o diretor da Vigilância Epidemiológica do estado, Luiz Antônio silva, vieram a Tubarão nesta sexta-feira em caráter emergencial a fim de definir quais as medidas preventivas serão adotadas daqui para frente.

Após uma longa reunião entre a equipe do estado, a gerente de saúde em Tubarão, Maria Lúcia Mattos Gomes, o secretário de desenvolvimento regional, Jairo Cascaes (DEM), o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) e o secretário de saúde, Roger Augusto Vieira e Silva, decidiu-se que as aulas nas escolas municipais, estaduais, particulares e na Unisul ficarão suspensas por tempo indeterminado.
Nas escolas do município, as aulas haviam sido suspensas já na quinta-feira, por dez dias. Agora, o prefeito Bertoncini editará um decreto, segunda-feira, a fim de ordenar o fechamento de todas as instituições por tempo indeterminado. Bailes, formaturas, cinemas, boates e qualquer outro evento que reúna muitas pessoas também serão proibidos por tempo indeterminado.

Tubarão é a primeira cidade catarinense a suspender as aulas em todas as escolas. Também foi pedido que as pessoas evitem viajar de ônibus. “É fundamental que os alunos dispensados não fiquem aglomerados em outros eventos. Daí a medida proibitiva. A intenção, com isso, não é gerar pânico, mas quebrar a transmissão da doença. A situação da cidade é bastante preocupante”, salientou Carmen Zanotto.

Tubarão agora tem 20% dos casos do estado

Segundo a Vigilância Epidemiológica do estado, o pico endêmico da nova gripe em Santa Catarina está atrasado em relação aos outros estados do sul. “Estamos entre duas e três semanas atrás em relação a proliferação da nova gripe. Isto significa que teremos muitos catarinenses doentes e temos que tomar medidas drásticas agora. Este vírus não é brincadeira”, decreta o diretor da Vigilância Epidemiológica do estado, Luiz Antônio Silva.

Ele frisou que as medidas preventivas não são apenas pela grande quantidade de casos em Tubarão (160 notificações até esta sexta-feira – 20% de todos os casos registrados em Santa Catarina), mas também uma forma de antecipar a prevenção a fim de evitar situações como a ocorrida em Curitiba, por exemplo.
A capital paranaense literalmente sitiou a cidade por dez dias: fábricas, lojas, shoppings, escolas. Tudo ficará fechado na cidade. “Este vírus não é brincadeira. As pessoas precisam estar conscientes e ajudar a prevenir. Lavar a mão com água e sabão. Tossir com um lenço frente a boca. É preciso mudar de hábito com urgência antes que o pior ocorra”, alertou Luiz Antônio.

Neste sábado, o estado editará também uma nota técnica a fim de informar quais os procedimentos em relação às 6,5 mil gestantes do estado. “É sim o maior grupo de risco em relação à nova gripe”, confirma o diretor.

A prefeitura hoje está em manutenção

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Priscila Loch
Tubarão

Notisul – Faça um balanço destes sete meses de mandato…
Dr. Manoel
– Tenho um monte de dificuldades. Não está fácil lidar com essa queda na arrecadação. A crise do mundo chegou aqui, e não foi só uma marolinha não. A arrecadação caiu em torno de R$ 400 mil/mês. Para a prefeitura de Tubarão, é bastante significativo. Hoje, a arrecadação gira em torno de R$ 6 milhões. Só que a nossa folha bruta é R$ 4 milhões, então, é uma conta difícil de fechar. Mais o custo fixo da prefeitura. Esses R$ 400 mil é o que sobra para investimento, por isso que hoje nós estamos em uma situação de manter a prefeitura, manter o lixo, a limpeza, e mais nada. No início do ano, nós fizemos um investimento de R$ 2 milhões e pouco só na questão da recuperação das estradas, limpeza de valas, caixas coletoras. A nossa capacidade de investimento com o IPTU foi gasta na recuperação das cheias. E estamos gastando até hoje. A nossa situação hoje é de manutenção.

Notisul – Então não tem mais o que investir…
Dr. Manoel
– Até o fim do ano. O IPTU veio dentro do histórico, com inadimplência de 40%. Tem também a questão da recuperação salarial dos professores. Aumentou em torno de R$ 400 mil a folha. Nós perdemos R$ 400 mil na arrecadação e aumentamos em R$ 400 mil a nossa folha. Mas vai se levando.

Notisul – Algo que gostaria de fazer este ano que não vai dar de jeito nenhum?
Dr. Manoel
– Uma meta pessoal é o pronto atendimento 24 horas. Eu quero fazer de tudo para pelo menos começar esta obra até o fim do ano. É fundamental, está bem encaminhado, tem o recurso. Estamos tendo uma dificuldade por parte da secretaria estadual de avaliar o projeto, mas o Roger (Augusto Vieira e Silva – secretário de saúde) já está dando uma solução para isso, falta o ok da vigilância sanitária do estado. Esse é um recurso do governo federal, tem R$ 1 milhão. A nossa contrapartida é de R$ 200 mil. Depois, vamos ter que ir atrás dos equipamentos.

Notisul – Uma das questões cruciais para o desenvolvimento de Tubarão sãoas negativas. O senhor logo que assumiu resolveu em nível estadual. Como é que está a situação federal, existe mais alguma pendência?
Dr. Manoel
– Nós temos três pendências. INSS, que todos os nossos documentos mostram que a prefeitura pagou um valor que está sendo questionado. Estamos na justiça, tentando provar que está pago. Tem uma do PIS, mas também é um valor pequeno, que a nossa contabilidade demonstra que também está pago, é um erro apenas de avaliação. Mesmo assim, se não se chegar a esta conclusão, vale a pena pagar para ter a negativa. E tem uma com o Dnit, em relação à prestação de contas do galpão da ferrovia. Todas essas pendências são federais, estaduais não tem mais nenhuma.

Notisul – A do Dnit a prefeitura conseguiu uma liminar provisória para ter as negativas…
Dr. Manoel
– É, nós vamos ter que pedir para prorrogar. O prazo era de 60 dias e já está vencendo. Mas acredito que logo solucionaremos.

Notisul – Essas negativas dizem respeito à retirada dos trilhos para a abertura da avenida Marcolino Martins Cabral. Como está este processo?
Dr. Manoel
– Está em uma avaliação de encontro de contas. Existe um questionamento no Dnit em relação aos valores e ao que foi feito de obra. Estamos fazendo a defesa de acordo com aquilo com que nós encontramos e eles questionam.

Notisul – E o que o senhor acha que deu errado? Fala-se em má aplicação dos recursos…
Dr. Manoel
– Na verdade, foi prestação de contas. Esse projeto iniciou no fim do governo de Fernando Henrique Cardoso, e foi feito meio às pressas. Aí o Dnit mudou, entrou o PT e, para fazer as adaptações com as novas regras, teve que começar do zero. Na hora de prestar contas, começou a dar problema. O galpão, que não está concluído 100%, é um outro questionamento que eles fazem. Mas está dentro do que foi prestado contas.

Notisul – Existe uma previsão para a retirada efetiva dos trilhos?
Dr. Manoel
– Não! Estamos discutindo que a finalização do galpão agora ficaria a cargo do Dnit, e a retirada dos trilhos também uma obra direta do Dnit, não seria mais a prefeitura que faria. Estamos negociando, eles têm interesse. A gente encerra o convênio do galpão e o Dnit assume a finalização da obra. Para nós, ficaria a recuperação da Marcolino.

Notisul – E a questão do ISS… O que a prefeitura recebeu e o que ainda tem para receber?
Dr. Manoel
– Nós recebemos em torno de R$ 600 mil este ano. Tínhamos uma previsão de receber até hoje (a última terça-feira) em torno de R$ 5 milhões. Tivemos um processo de R$ 3,5 milhões que o tribunal bloqueou, e deve levar mais um ano para liberar. Temos a previsão de mais R$ 1 milhão e pouco por agora. Isso já ajuda. Para o ano inteiro, a expectativa era que saísse R$ 40 milhões, mas não vai sair, porque os bancos estão avaliando cada processo, e em cada processo estão achando três a quatro questões para ficar adiando.

Notisul – Voltando à questão da saúde, são muitas as reclamações a respeito de filas, falta de especialistas…
Dr. Manoel
– Acredito, até porque já fui secretário de saúde, que vocês vão continuar recebendo reclamações. Não vamos conseguir a curto prazo criar um sistema que atenda toda a necessidade. Mas faço um comparativo com qualquer município do estado. Em Florianópolis, por exemplo, que tem uma estrutura do estado, hospital universitário, além da prefeitura, a dificuldade é maior. O nosso sistema de saúde é melhor. E temos outras ações. Agora mesmo, o Roger vai abrir mais umas três ou quatro equipes do PSF, e já facilita. A grande dificuldade é a contratação de especialista. Se hoje tu for marcar uma consulta com um oftalmologista pela Unimed, tu não vai conseguir para mesma semana. A mesma coisa um ginecologista. Pediatra também está uma crise. A prefeitura tem ainda mais dificuldade, porque eles não querem atender, têm o consultório cheio, a consulta particular é R$ 100,00, R$ 150,00, e nós pagamos R$ 30,00. Tem alguns que fazem para ajudar, mas é uma dificuldade. E não vou prometer resolver a curto prazo. Mas melhoramos o convênio com o Hospital Nossa Senhora da Conceição, possibilitamos que eles contratassem mais um médico para a emergência. Já repassávamos R$ 20 mil, e estamos repassando mais R$ 30 mil. Então, são mais de R$ 50 mil.

Notisul – Falando ainda de saúde, o que a prefeitura tem feito pelo Rio Tubarão?
Dr. Manoel
– Tenho certeza que a maior ação que Tubarão pode fazer é o tratamento de esgoto. Infelizmente, parece que lá no Tribunal de Contas do Estado não estão enxergando a necessidade de termos esta ação aqui no município. O processo de concessão do sistema de água e esgoto está trancado há mais de um ano, esperando uma avaliação do tribunal. Já tem parecer técnico de todas as comissões, está faltando uma reunião do pleno para darmos continuidade ao processo, que vai resolver o problema em cinco anos. O esgoto da nossa cidade é 100% jogado no rio. Tem uma previsão de agora em agosto ter uma reunião do pleno e, com os pareceres favoráveis que já estão sendo encaminhados, acredito que em breve consigamos efetivar a concessão.

Notisul – E o canil?
Dr. Manoel
– Acredito que em mais dez dias temos a solução do terreno. Falta documentação do proprietário. Temos três em vista. Todos com problema de documento. Um o terreno tem dois hectares, mas tem escritura só de três mil metros; outro estava no inventário e tem que pegar as assinaturas do herdeiros. Todos estão caminhando e o primeiro que liberar vamos comprar. Qualquer um serve. O terreno vai custar de R$ 80 mil a R$ 90 mil. O mais caro é a manutenção. Tem que partir para uma discussão junto com as entidades, até para fiscalizarem, e talvez possamos baratear um pouco o custo. Mas vai sair.

Notisul – Junto com o projeto do canil, existe um projeto de controle de natalidade…
Dr. Manoel
– Na verdade, o que queremos fazer é um centro de controle de zoonose, ligado à vigilância epidemiológica da secretaria da saúde, não só para cuidar de cães, mas toda questão de saúde que envolve animais, controle de pragas. Queremos fazer além ao canil, até para facilitar a busca de recursos junto à vigilância epidemiológica do governo federal. Facilitará também na manutenção do canil. Vamos comprar um terreno um pouco maior à necessidade do canil para ampliar.

Notisul – Com relação ao plano de carreira dos servidores? Ainda há muitas reclamações quanto ao número de cargos comissionados.
Dr. Manoel
– Vou começar pelos comissionados. Isso, na verdade, é algo que as pessoas prendem-se, mas não sabem o peso. Na verdade, o peso é mínimo. Hoje, se nós demitíssemos ou exonerássemos todos os cargos comissionados, faria uma diferença mínima na folha da prefeitura. Eu sempre tive a intenção de diminuir o tamanho do governo, mas, quando a gente senta aqui nessa cadeira, vê que as necessidades são grandes. Todo dia tem secretário que vem aqui dizer que está faltando gente. São 196 comissionados, mas tem todo um organograma aprovado e não podemos passar daquilo. É um custo baixo perto de uma folha de R$ 4 milhões. São 1,6 mil concursados. Com os comissionados, chega a 1,8 mil, mais ou menos. Saúde e educação tomam 80% do quadro. Sobre o plano de carreira, eu espero que consigamos dos funcionários da prefeitura hoje o mesmo grau de satisfação que estamos tendo com os professores. Se for falar com qualquer professor da prefeitura, tenho certeza que vão dizer que nunca esteve tão bom. O plano de cargos o próprio (Carlos) Stüpp (ex-prefeito – PSDB) já fez na época dele, e nós estamos também trabalhando no sentido de ter o plano de cargos para todos os setores da prefeitura, desde o braçal, que limpa bueiro, roça, até o médico. Queremos acabar com os privilégios de poucos. Acredito que dê para colocar em prática até o ano que vem. Temos que atender a necessidade dos funcionários, mas quero também ter a responsabilidade de não quebrar o município. Hoje, está melhor do que ontem. A única coisa que falei quando entrei na prefeitura foi que tudo o que formos fazer de ajuste é dentro do que preconiza a lei. Se a lei é injusta, vamos trabalhar para mudar a lei, mas, enquanto a lei é esta, a conduta vai ser dentro da lei.

Notisul – Uma das bandeiras levantadas pelo Notisul é a questão dos moradores de rua, andarilhos. Como o senhor vê a situação?
Dr. Manoel
– É lógico que preocupa. Depois do acontecido daquele ‘morador’ do museu, eu já fiz umas duas reuniões com a presença dos secretários de saúde, assistência social e segurança e trânsito, e todos estão empenhados em amenizar esta questão. Hoje, a gente resolve um e amanhã tem outro. Já o pessoal que mora em barracas, os ciganos, é algo que não tem como a gente mudar. O estilo de vida daquelas pessoas é este, são nômades. Eu até concordo que precisa de uma presença maior do poder público. Um andarilho morando no museu, por exemplo, é algo que não se admite, tem que achar uma solução. Fala-se que tem crianças de ruas pedindo dinheiro em Tubarão. Não tem, são nômades. Não tem como a gente trancafiar a cidade e colocar em uma redoma de vidro.

Notisul – O que se pode fazer a respeito é exigir que os proprietários cerquem os seus terrenos…
Dr. Manoel
– Exatamente. Inclusive, estamos reformulando a lei, eu não diria para prever uma punição maior, mas mais justa, àquela pessoa que não cuida de seu terreno, para que o cidadão sinta que tem que cuidar do terreno dele. Senão, a prefeitura vai lá e vai multar, vai cobrar. Hoje, é benefício não limpar o terreno e deixar que a prefeitura limpe, porque a prefeitura cobra mais barato do que uma pessoa que for limpar. Vamos exigir muro, calçada. E uma estrutura melhor para a fiscalização. No próprio Notisul, vimos algum questionamento da atuação da secretaria de assistência de assistência social, mas é que às vezes as situações são complicadas.

Notisul – Não há como deixar de perguntar como está a sua saúde.
Dr. Manoel
– Dias melhores, dias piores. Mas estou bem, diante do quadro todo, graças a Deus estou bem. Uma evolução boa. E vamos até onde Deus mandar. Nas férias agora, subi dunas de 60 metros em Fortaleza (muitos risos).

Hercílio Luz: Chegam mais três reforços

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Priscila Loch
Tubarão

Ricardo (atacante), Renato Tilão (zagueiro), Renato (atacante), Carlinhos (zagueiro), Jhony (ala esquerdo) e Diones (volante). Os seis jogadores são as novidades da semana no Estádio Anibal Costa e podem estar à disposição do técnico Arnaldo Lira já neste domingo. Tudo vai depender da inscrição. “Estamos correndo para isso”, relata o supervisor de futebol do Hercílio Luz, André Barcelos.
Carlinhos, Jhony e Diones chegaram ontem e fizeram trabalhos técnicos. O futebol mesmo do trio será visto pelo treinador somente hoje, no treino coletivo. “Mas Lira ficou feliz só pelo fato de ter novos reforços”, conta André.

Até agora, dois jogadores foram dispensados, Gabriel e Leandro. E vêm mais demissões por aí. Provavelmente terça-feira, na reapresentação após o jogo contra o Imbituba – em casa, às 15h30min de domingo. Quatro devem deixar a equipe.
E a comissão técnica continua à procura de um ala direito. Quarta-feira, começou a negociação com um jogador que até recentemente disputava a Série B do Brasileiro. Como até ontem não havia um acerto, já se iniciou a busca por outro atleta para o setor.

Pedágio na BR-101: Isenção para o sul começa a valer hoje

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Amanda Menger
Tubarão

O representante comercial Roberto Zanetti de Souza, de Laguna, vai no mínimo três vezes por semana a Florianópolis para visitar clientes. A partir de hoje, ele não precisará desembolsar R$ 1,10 na praça de pedágio no quilômetro 221 da BR-101, de Palhoça. Isto porque o presidente da assembleia, Jorginho Mello (PSDB), promulgou o projeto de lei 14.824, que isenta de pedágio os moradores das cidades onde há postos de cobrança (caso de Porto Belo e Palhoça, por exemplo) e também do sul do estado.

“Não sabia desta lei, mas fico contente que os nossos representantes tenham colocado a mão na consciência. É um absurdo pagar para transitar um quilômetro em estrada duplicada e depois pegar uma pista simples e cheia de buracos”, avalia Roberto. Por mês, ele gasta no mínimo R$ 26,40 com o pedágio em Palhoça.
Para o autor da lei, deputado Cesar Souza Júnior (DEM), o pedágio é uma relação de consumo. “Ao pagar o pedágio, compramos um serviço, e não pode ser cobrado de algo que não existe. É o caso do trecho sul da BR-101. A concessionária OHL terá que definir de que forma aplicará a lei. A partir de amanhã (hoje), o critério de isenção da cobrança é a placa do veículo”, explica Cesar.

Um dos pontos que não está claro é se isenção será apenas para o sentido norte/sul. “Isso é discutível. Entendo que não deveria ser cobrado. A maioria que segue do sul para Florianópolis, por exemplo, anda pouco mais de quatro quilômetros em estrada duplicada. É algo que precisa ser visto com a empresa”, afirma o deputado Joares Ponticelli (PP), autor da emenda que isenta os motoristas do sul do estado.

Cobrança
Caso a empresa OHL, concessionária da Auto Pista Litoral Sul, não cumpra o determinado pela lei, a procuradoria jurídica da assembleia poderá entrar com uma ação. “Se eles não cumprirem até a próxima semana, solicitarei um mandado de segurança que os obrigue a cumprir a lei e dê a isenção prevista”, anuncia o deputado o deputado Joares Ponticelli (PP).

Associação diz que a
cobrança pode ser feita

Luiz Eduardo Schmitt
Palhoça*

Passa a valer hoje a isenção do pedágio na BR-101 aos proprietários de veículos emplacados nos municípios catarinenses onde estão localizadas as praças de cobrança. Porém, segundo a diretoria da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR/PR/SC), a cobrança será realizada normalmente, sob recomendação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Uma emenda também permite que a taxa seja isentada aos moradores de cidades do sul catarinense. O projeto é de autoria do deputado estadual Cesar Souza Júnior (DEM), sob alegação que as obras de duplicação da rodovia estão inacabadas.
Mas o argumento é contestado pela ABCR, pois a competência seria federal. “Não temos consumidores, e sim usuários da rodovia, que recebem uma prestação de serviço público. O próprio governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) não sancionou a lei”, rebate o diretor da associação, João Chiminauzo.

Por este motivo, a Auto Pista Litoral Sul não concederá isenção nestas condições, apenas a veículos oficiais ou de emergência. A ABCR não entrará na justiça para contestar a legislação. “Não teremos reação. Nós respondemos pela ANTT”, resume João.

* Do Notícias do Dia, especial para o Notisul.

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
Fase lunar cheia indicando situações importantes na vida afetiva e em relação à criatividade, à ligação com filhos e à expressão do que é mais natural em você.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Fortaleça as suas bases, reconhecendo o que lhe faz se sentir firme sobre os próprios pés. Compreenda que o amor-próprio é essencial para o amor alheio. Questões familiares importantes.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Necessidade de comunicar o que sente. Acontecimentos importantes envolvendo pessoas próximas. Também viagens, cursos, estudos, comunicação e contatos estão agora sob uma forte energia.

Câncer (22/06 a 22/07)
Tempo de expressar a plenitude dos seus dons, com criatividade, obtendo reconhecimento, valorização e retorno material. Isso é consequência natural da paixão com que faz algo. Valores pessoais se definindo.

Leão (23/07 a 22/08)
O Sol em seu signo e a Lua em Aquário caracterizam a fase lunar cheia, indicando o ápice de situações que vêm se desenvolvendo ao longo das últimas semanas. Você pode ficar ciente de importantes questões pessoais, como o amor.

Virgem (23/08 a 22/09)
Você deve ter a coragem de abandonar as velhas posturas emocionais e compreender que o amor é uma energia universal, maior do que o egoísmo humano quer supor. Há amor para todos e é importante também o amor-próprio.

Libra (23/09 a 22/10)
Afeto, amizade e anseios coletivos são os temas atuais e solicitam um olhar em direção ao futuro, muito mais do que o saudosismo do passado. Nada mais é como antes e isso revela o propósito atual, evoluir num afeto compartilhado universalmente.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Faça valer o seu poder pessoal, na forma de talento criativo, sentindo-se seguro em expressar o seu brilho, escorpiano. O momento atual pede coragem na expressão de sua paixão por um objetivo, uma criação, uma pessoa.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Intuições mostram o caminho, os sinais estão abundantes e há em você o desejo de acreditar em algo que seja como um rumo norteador. Basta olhar para dentro e para cima, pois o céu que lhe protege e inspira é um retrato fiel de sua alma de buscador.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Negócios e emoções são questões em evidência e que podem revelar algo que anteriormente não estava consciente. Esta é uma fase de transformações e se você colaborar neste processo, poderá acessar riquezas interiores e compartilhá-las.

Aquário (20/01 a 18/02)
Tendência a preocupações envolvendo saúde, negócios ou trabalho. Por outro lado, poderá encontrar soluções para problemas, se houver espírito colaborativo e compreensão dos erros que é preciso corrigir.

Peixes (19/02 a 20/03)
A criatividade, a paixão por um projeto ou trabalho pode ser a melhor forma de expressar a grandeza do atual momento, que requer soluções inovadoras. Não se pode olhar para trás e ver o que já foi, mas vislumbrar o futuro.

Pé da serra: traço de união ou linha de fronteira? (fim)

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Para finalizar nossa discussão sobre a oportunidade de uma nova associação municipal no sul de Santa Catarina, gostaria agora de compartilhar com o leitor, em três ou quatro traços sintéticos, algumas lições tradicionais, tanto empíricas – A experiência é a madre de todas as cousas, dizia o polígrafo renascentista Pedro Nunes -, como do domínio geoestratégico das ciências sociais, em face de situações de fragmentação territorial:
– A primeira, é que uma partição territorial só faz sentido se o povo dessa região apresentar características absolutamente distintas – étnicas, culturais, religiosas, linguísticas – das que lhe ficam no entorno. Não existe coisa pior que um povo oprimido por outro que não lhe respeita a língua, os costumes, as crenças, as tradições. Esse não é, definitivamente, o caso dos municípios candidatos à nova associação.

– Segunda: ou o fragmento territorial que aspira à independência possui suficiente força econômica e cultural para se afirmar num contexto de diversidade e de equilíbrio entre pares, ou ele será obrigado a orbitar em torno de um centro de gravidade maior, com uma independência apenas virtual. Como se diz popularmente, pior a emenda que o soneto.
– Terceira: num processo de fragmentação de território, embora o povo seja conduzido a acreditar que os mentores do movimento são heróis puros, impolutos e esclarecidos, unidos e indivisíveis, quase divinos, o que ocorre quase sempre logo após a independência é a fragmentação dos líderes em contendas separatistas, tomados pelo contraideal político do poder pessoal ou partidário, ou até por fatores publicamente inconfessáveis.

– E quarta, uma divisão desse tipo não é um fenômeno isolado, que permanecerá estático como num sistema fechado: pelo contrário, num sistema social cada vez mais aberto e interativo, dotado de informação instantânea por via tecnológica, a turbulência criada por semelhante processo mexe intensamente com as áreas contíguas, alongando-se em sucessivas ondas concêntricas de instabilidade que, conforme o curso dos acontecimentos, disseminam-se rapidamente pela região e poderão retornar com um cunho adverso, por vezes com intensidade redobrada e sem piedade, sobre a própria região que iniciou o processo.

Em conclusão, acredito firmemente que a estreita faixa do pé da serra, estritamente falando, está muito mais vocacionada para ser um traço de união, do que uma linha de fronteira: uma linha de união entre litoral e planalto serrano, entre sul e norte do estado. Uma linha de integração simbiótica, sem a qual nossa região não será, com toda a certeza, nem mais livre, nem mais forte, nem terá melhor qualidade de vida. O processo iniciado com o projeto Prosperidade Sul Catarinense possui, justamente, essa tônica integradora e articuladora das potencialidades municipais, constituindo uma oportunidade única para que todos os municípios possam contribuir os demais em cooperação, e receber, em retorno, um valor agregado nessa simbiose coletiva. Para tal, nossa região não poderá sujeitar-se à turbulência e instabilidade que viriam com a criação de uma nova potência municipal, à custa do consequente esvaziamento da Amurel e da Amrec.

O processo de integração e desenvolvimento sul catarinense exige também, por outro lado, que as vacas sagradas afastem-se do pasto e que todos os municípios sejam respeitados e considerados como iguais em direitos e deveres, com a queda das relações feudais, sejam elas locais ou pessoais. Assim sopram os ventos da história, aqui e em todo o lugar.

Araras: Prejuízo pode chegar a R$ 400 mil

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Amanda Menger
Tubarão/Laguna

Jaquetas de couro, meias, bolas, luvas cirúrgicas, saboneteiras de inox. Estes são alguns dos itens apreendidos ontem pela Polícia Civil de Tubarão em uma loja de Laguna. Suspeita-se de um golpe conhecido como araras seja realizado na região. O prejuízo avaliado é de R$ 400 mil.

“Há mais de um mês, nós monitoramos uma loja em Tubarão. É uma empresa pequena, mas todos os dias recebiam mercadorias e uma pessoa vinha buscá-las. Quem recebia entregava os produtos para uma terceira pessoa, em um posto de combustíveis, às margens da BR-101, e as levava para uma loja em Laguna”, conta o delegado da Central de Polícia Civil, Marcos Ghizoni.

Com as investigações, constatou-se que a empresa de Tubarão foi aberta com documentos falsos. Além disso, os produtos comprados no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo não eram pagos. “Depois que fomos até a loja de Tubarão para obter informações, a funcionária nos procurou e disse que recebeu uma ligação do dono, que ela só viu uma vez, para fechar o estabelecimento e jogar a chave fora. Como os documentos são frios, ninguém se responsabiliza pelo que foi comprado”, explica Ghizoni.

Os proprietários da loja de Laguna, onde os produtos foram apreendidos, serão investigados. “O inquérito foi aberto. Ninguém foi preso, ao menos por enquanto. Os responsáveis poderão ser indiciados por estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documentos e falsidade ideológica”, relata o delegado.