Descobri que posso entrar para uma lista de excluídos. Depois de examinar uma série de considerações pessoais, como poderia me incluir na exclusão, neste país de privilégios das minorias? Uma encontrei. Eureca!
Começamos por partes. Com minha cara europeia de ariano, não me enquadraria em nenhuma delas; talvez minha ascendência tivesse algum afro se metido de gaiato nesta mistura genealógica. Com sangue afro posso ter minha quotinha nas universidades. Também não encontrei. Logo não posso exigir quota na universidade. Minha desilusão continuou, não consigo ser incluído nos excluídos ou em alguma minoria.
Talvez alguma ONGenerosa pudesse me ajudar, como idosos abandonados. Se existir, seria fácil achar um estratagema para ser enquadrado. Mas, ainda não existe. Para menor abandonado existe carradas por este Brasil, com polpudas verbas do governo. Entre minhas leituras descobri um absurdo. O número de ONG destinado a menores abandonados só no Rio de Janeiro era maior do que menores abandonados (?).
Investigando o significado de ONG, organização não governamental, em tese seria uma extensão, onde o estado não tem condições de atender certos aspectos sociais. Uma vez estruturada conforme manda a lei, ela pode receber polpudas verbas para ajudar o governo atuar naquelas áreas que não tem condições de alcançar.
Alguns órgãos de caráter oficial funcionam como verdadeiras ONGs. Através da quota de Deputados e Senadores, para agradarem seus currais eleitorais, tudo com a “nobre” função de ajuda social de sua área de atuação. Outras são verdadeiras alquimias engendradas pela ala esquerdopata do governo e dele receberem verbas diretamente, apesar de não serem governamentais. Os chamados fundos de cultura são altamente subjetivos. Há ONGs, que atuam em áreas que deveria ser de responsabilidade do governo atuar. A condição de não governamental, tornou-se um salvo-conduto para fugir da fiscalização e prestação de contas; uma festa.
Como disse o articulista Jacinto Flecha: “Orquestrou-se uma ‘milONGa’ carpideira e esquerdófona em favor de negros, morenos, mulatos cafuzos, trigueiros. Eles sempre foram assim designados respeitosamente durante séculos, mas agora são insultados numa maçaroca ideológica como afrodescendentes. Já conseguiram extorquir vantagens invejáveis, inclusive um feriado espúrio…”; sem falar em outra minoria os índios.
Finalmente achei uma para me enquadrar. Durante a segunda guerra, os descendentes de alemães que moravam no Brasil, sofreram todos tipos de atrocidades; foram roubados, expropriados, abusos de autoridade, terrorismo psicológico, espancamentos e outras violências. Na mesma forma que os deserdados da ditadura foram reparados nas suas humilhações com enormes indenizações, talvez uma “ONGênica” da minoria germânica possa obter o quinhão pela humilhação que essa ascendência sofreu. Quem sabe!