Início Colunistas Crônicas inconstitucionais PL não não é de direita, é sabooooor direita

PL não não é de direita, é sabooooor direita

O presidente do Partido Liberal (PL) Valdemar Costa Neto e o ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e lideres do partido participaram do lançamento do PL60+, um movimento que trata do comprometimento com políticas públicas destinadas a garantir os direitos e o bem-estar das pessoas com mais de 60 anos, por meio de ações e parcerias. O lançamento será realizado no dia 28 de novembro, às 14h30, no Complexo Brasil 21, em Brasília. | Sérgio Lima/Poder360 - 28.nov.2023

PL e Bolsonaro definitivamente não são de direita. Vou dizer mais: o PT também não é de esquerda. Estou falando aqui do exercício concreto do poder — que, convenhamos, é o que vale — e não da militância performática de rede social.

Ambas as facções – facções políticas, é claro, longe de mim sugerir outro tipo! – quando efetivamente exercem o poder, obedecem aos interesses das oligarquias mais corruptas do país e atendem com devoção aos grupos de interesse mais mesquinhos da nação. Rezam, todos, a missa ditada pelo centrão e por algumas poucas famílias que “destilam” seu poder entre Brasília e alguns governos estaduais Brasil agora.

Quando não é isso, as duas facções atuam juntinhas para atender aos próprios interesses individuais — sejamos claros: escapar da cadeia, colocar mais dinheiro no bolso ou, idealmente, as duas coisas ao mesmo tempo.

Quer uma prova?

Os “comunistas radicais” do PT e os “ultraconservadores patriotas” do PL votam juntos em centenas de pautas no Congresso.

Vou falar de apenas duas — na minha visão, as mais importantes de todas.

Primeiro elegeram juntos os presidentes da Câmara e depois abraçados elegeram também o presidente do Senado. Sim, juntos. Elegeram os dois parlamentares mais poderosos da República. Uma dica para quem ainda acredita em guerra ideológica: são esses dois cargos que decidem o que será ou não votado pelo Congresso.

Outra dica, ainda mais incômoda: é o presidente do Senado quem pode pautar impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Aqui vale a dica para quem acha que papel de parlamentar em exercício é fazer caminhada e protesto. Não é! Parlamentar eleito tem que articular politicamente a proposição e votação das pautas importantes para seus eleitores – inclusive escolhendo melhor os presidentes da Câmara e do Senado. Mas aí dá muuuuuito trabalho, né?

Enquanto isso, o baixo clero da sociedade — o cidadão comum — vive se digladiando em redes sociais, rompendo amizades, brigando em grupos de família e criando facções imaginárias, como se estivesse numa guerra santa.

Às vezes, realmente parece que não vivemos numa democracia.

Parece que vivemos num país sabooooor democracia.

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